terça-feira, 6 de março de 2012
A história dos direitos humanos
Só queremos números
quinta-feira, 1 de março de 2012
Educação - Quando as coisas estão erradas | Complemento à postagem anterior
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Não vou mais assinar …
Algumas coisas curiosas, pequenos detalhes, ocorrem no dia-a-dia em sala de aula e podem nos mostrar algumas características de muitos pais da atualidade. Após solicitar inúmeras vezes para que a aluna guardasse seu celular, uma vez que estava em um momento de execução de tarefas, tive de tomar uma medida que a cada ano se torna menos frequente em minhas práticas. Resolvi retirar a aluna de sala, mediante ocorrência e confisco do aparelho. A essa altura a aluna resolve soltar uma frase que considero no mínimo curiosa: “Minha mãe disse que não assina mais nenhuma ocorrência”.
Considero uma atitude bastante coerente do responsável em questão. Coerente com a provável educação omissa a que essa criança esteve submetida. Não mais assinar as ocorrências demonstra que a mãe prefere se abdicar de sua função. Já não se preocupa com a atitude da filha e prefere ignorar esse fato. Como se essa simples omissão resolvesse seus problemas. Dá até para imaginar a mãe dizendo “Já tenho problemas demais…”
Ainda é preciso salientar que tudo que envolve os filhos são de inteira responsabilidade dos pais? Ainda é necessário lembrar aos responsáveis que uma vez menores de idade, são eles que respondem legalmente? Até quando teremos de lembrar que a escola não pode assumir isoladamente a função da formação cidadã?
Concordo que as escolas precisam melhorar. Ainda estão muito aquém do ideal. Mas não é justo aceitar que (ir)responsáveis abram mão de suas atribuições deixando tudo a cargo do Estado. Se queremos uma educação de qualidade é preciso fiscalizar ambos os lados. Como disse, escolas e responsáveis tem o papel conjunto na formação cidadã de um indivíduo.
Quando preferimos ignorar a realidade
Quem me conhece de verdade sabe que mesmo sendo cético possuo certa admiração por determinados religiosos, tidos de certa forma como progressistas. Religiosos como Frei Betto e Leonardo Boff demonstram através de seus estudos, a possibilidade de crença numa possível força sobrenatural, sem se abdicar do senso crítico e da análise racional de fatos. Os dois pensadores citados, por exemplo, desenvolvem sua teologia sem excluir os inúmeros estudos e dados científicos comprovados através de evidências.
Dessa forma, possuindo tais características já foram capazes de combater boa parte das sandices veiculadas até hoje pela igreja católica. Não há, inclusive, o espanto em saber o fato de que ambos foram excomungados pela mesma. Como se isso fosse importante.
Quando me deparo com religiosos que possuem como característica o senso crítico e alguns lapsos de pensamento racional, tenho imenso prazer em não só discutir como aceitar a sua crença. Afinal de contas, não precisamos questionar a sua fé se de fato ela funciona como um acalento para a falta de respostas, sobre questões referentes a existência.
Todavia, quando sou abordado por religiosos que preferem ignorar as descobertas científicas que não foram escritas a esmo, mas sempre pautadas em evidências e constantes confrontos de novos estudos, para mergulhar inconsequentemente em preceitos religiosos, escritos há milênios sem qualquer tipo de comprovação e cheias de contradições, faço questão de me ausentar desse embate. Ausento-me porque são pessoas fechadas em seus dogmas, voltadas a ignorância e relativo desprezo a outras vertentes religiosas. Pergunte a um católico “xiita” o que ele acha do islamismo, do budismo ou do xintoísmo. Ou mesmo, observe o desdém a que um vulgo “evangélico” se refere ao catolicismo.
Além disso, são pessoas presas no tempo. Norteiam suas vidas em valores arcaicos e que se pautam no zeitgeist de um tempo remoto. Assuntos extremamente relevantes ao desenvolvimento sadio da sociedade, como o direito ao aborto, os estudos com células tronco embrionárias, a legalização das drogas e a união estável homoafetiva, são vistas como abominações. É por isso, diga-se de passagem, que valores religiosos não devem ser levados em consideração para decidir os rumos de uma sociedade, com aspectos tão plurais como as de hoje.
Encerro com uma frase sabiamente utilizada por meu sobrinho em uma conversa no facebook, de autoria de Carl Sagan “…Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências… Baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar”.
Vale a reflexão …
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Além do ateu e do ateísmo - Beyond the Atheist and Atheism
Roteiro, Produção e Direção: Carine Immig e Fábio Goulart
Apoio: Curso de Comunicação Social – Unisc e Unisc TV
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Reorganizando as ideias
Volta e meia somos obrigados a reorganizar nossos arquivos e pastas no computador. Muita coisa que antes era importante já não se justifica e, no final das contas, é sempre bom um pouco de organização e espaço em nossos discos rígidos. De qualquer forma, em meio aos arquivos desnecessários eis que surgem dois textos ainda muito pertinentes. Os textos “Esquecendo Deus” e “O papa e o profeta”, ambos de Hélio Schwartsman, foram e ainda são fundamentais para todos aqueles que buscam uma visão diferente daquelas que geralmente temos contato. É inegável que a leitura citada em muito contribuiu para a visão crítica que possuo acerca do tema. Seria uma lástima se não compartilhasse com todos vocês.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
O pensamento racional como finalidade
sábado, 11 de fevereiro de 2012
A defesa do direito ao aborto
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Homofobia como parte do currículo
"Homossexualidade não é escolha, é condição do indivíduo."
