quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Menos freqüente …

Bom pessoal, como todos já devem ter percebido, os posts aqui no Críticas e Reflexões estão menos freqüentes. Este fator se deve exclusivamente ao fato de estar justamente na semana de capacitação de professores. Durante este período faremos algumas oficinas, reuniões e dinâmicas com o intuito de nos “preparar” para as aulas que já começam no próximo dia 05.

Atrelado a este acontecimento, hoje pela manhã Renata sentiu fortes dores na barriga e nas costas. Levei-a ao hospital e constatou-se cólica renal. Foi medicada e através de um exame de urina foi verificado que nada mais grave havia acontecido. Graças a Deus, não é mesmo?

Agora fico atrás dela o tempo todo com um copo d’agua para que não deixe de beber durante o dia. São 2 litros diários, no mínimo. Recomendações do médico.

Bom, mais tarde eu volto contando detalhes da nossa aventura no hospital, que por sinal era particular … Já sabem o resultado, não é mesmo?

Grande abraço a todos …

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Força Nacional em Barra Mansa …

Como se não bastasse o teatro entre o presidente da República e o atual governador do rio, Sérgio Cabral, a Força Nacional “Midiática” se instalou em Barra Mansa, classificando o local como mais um dos vários pontos “estratégicos” de atuação. Parece até piada, 400 homens desta tal “Força” para simplesmente ficar olhando carros passando para lá e para cá. Só mesmo um desinformado para achar que isso traz alguma segurança. Isto sem contar na moleza que esses soldados possuem. Ganham uma “baba”, sem contar a diaria, somente para ficar olhando para nossa cara.

Tem mais! Ainda não vi nenhuma viatura dessa nas divisas de Barra Mansa e Bananal. Aqui, estas não saem do lado da igreja matriz, sempre com soldados fazendo a escolta de algum boteco ou farmácia das proximidades. Sempre digo e gosto de reforçar: Se quisessem fazer algo para melhorar a violência já teriam feito. A questão é que a criminalidade gera rentabilidade aos “grandes”. Esse evento de agora é pura propaganda. Grande palhaçada!

O pior são os jornais locais dizendo que a população se sente mais segura com a presença da Força Nacional. Toma tendência povinho! Nosso dinheiro engordando o “rabo” dos políticos e como troca somos persuadidos constantemente.

Confira a matéria completa de um jornal local.

Grande abraço a todos

Ítalo de Paula Pinto

Tudo se acertando …

Bom pessoal, é com satisfação que notifico a todos que consegui ficar com a escola que sempre desejei, desde que passei no concurso. É uma escola bem localizada, com grande facilidade de acesso.

Preferi escolher, apenas por enquanto, o Ensino Fundamental. Pegarei experiência junto aos mais jovens, para somente depois partir ao Ensino Médio.

Se tudo continuar como está, trabalharei apenas a tarde. De segunda a sexta. Serão 2 sextas, 3 sétimas e 3 oitavas.

Estou bastante ancioso. Agora é a hora de trabalhar. Vamos que vamos que tudo dará certo.

Um grande abraço a todos

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

“Babaquices” do Norte …

Já não é de hoje que nossa sociedade brasileira e toda América Latina é influenciada pela cultura yankee. Mesmo sem a presença e força do passado, somos diariamente bombardeados pelo “American Way of Life”, onde sem que percebamos absorvemos os costumes, a cultura e principalmente suas características de consumo.

No entanto, este post não pretende analisar esta influência no país. Já tive a oportunidade de abordar o assunto nos meses passados, portanto venho agora falar sobre um fato que passa despercebido, mas que caracteriza bem o norte-americano.

Estamos certos de que nossos “amigos” do norte tem no cinema uma de suas principais armas para “conquistar” novas áreas de influência. Basta ver aqui no país como os filmes yankees fazem sucesso. Todavia, fico “embasbacado” com a quantidade de filmes idiotas que são feitos por lá, cujo tema central gira em torno de algum animal. Geralmente os cachorros. Tem cachorro que joga futebol, o tradicional e o americano. Outros falam e pensam como um humano. Ainda outros adoram jogar um basquetinho. E o mais interessante! Geralmente são estes, os cachorros, que vencem a partida no final do filme.

Ora! Será que só eu vejo isso? Tento raciocinar e encontrar uma resposta plausível para justificar essa atitude. Filmes dessa linha seguem fielmente a mesma história. Bom, vai ver que essas bostas não fazem sucesso por lá, então nos fazem engolir à força. Mas não creio muito! O Norte-americano em sua maioria é ignorante. Não enxerga um palmo a sua frente. São manipulados pelo governo e mídia. Aliás, o grande antropólogo Roberto Da matta, em sua obra “Notícias da América”, faz uma comparação muito interessante entre os estadunidenses e os franceses, destacando a disparidade intelectual existente.

Pois bem, seguindo esta ignorância yankee é fácil de se concluir que na verdade os filmes fazem muito sucesso por lá. Não é difícil imaginar as tradicionais famílias norte-americanas assistindo a estas pérolas não tendo meios de se conter, devido aos risos em excesso.

Faça um teste! Experimente assistir algum programa de humor de lá. Logo começará a pensar: Como conseguem rir de uma coisa dessas? E não é questão de diferença cultural. São idiotas mesmo. É claro! Não podemos generalizar. É mais ou menos como Einstein dizia: Tudo é relativo!

Um grande abraço a todos

Ítalo de Paula Pinto

sábado, 20 de janeiro de 2007

Terça, o dia esperado.

Depois de um post bastante comentado, passo por aqui para dizer que terça-feira (23 de janeiro), será o dia da escolha do colégio onde irei trabalhar. A escolha obedecerá a ordem de classificação no concurso. Como minha colocação não foi das piores, acredito que poderei escolher uma boa escola para começar minha carreira com pé direito!

Esse ano não tem desculpa. Terei de dar conta de 12 turmas com mais ou menos 40 “anjinhos”. Faz idéia, né ? A ansiedade já está aumentando a cada dia. Há dias que acordo bastante ansioso com a hora decisiva. Outros onde estou mais calmo e pronto para começar. Coisas da vida!

Um grande abraço a todos

Ítalo de Paula Pinto

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Guerra entre as operadoras…

Desde o último domingo minha mãe está curtindo as maravilhas do estado Cearense. Mais especificamente a cidade de Fortaleza. Minha mãe havia perdido seu celular dias antes, não conseguindo encontrá-lo até os dias antecedentes à viagem. Foi resolvido, então, que compraríamos um novo aparelho. A dúvida no momento era qual operadora escolher. Sugeri que com o intuito de manter seu antigo número deveria permanecer na mesma operadora, ou seja, a VIVO.

Antes da aquisição do aparelho perguntamos a atendente se a VIVO forneceria sinal no Ceará. Fomos informados que por ser pós-pago o telefone teria sinal satisfatório em todo o Brasil, mesmo que a vivo não trabalhasse neste estado. Pois bem, ontem à noite depois de não conseguir falar com minha mãe pelo celular, resolvi entrar em contato por meio do telefone fixo de uma amiga. Ela me informou que o telefone não funcionou um só instante. Na mesma hora liguei para central de relacionamentos da VIVO para averiguar o caso. O atendente com a maior cara de pau me informou que a vivo não possui sinal naquela área, mesmo no pós-pago.

Hoje, mandei uma carta de reclamação à VIVO. Certamente eles já sabiam que o sinal não era bom por aquelas bandas. Mentiram com o intuito de vender mais aparelhos. É fogo …

A introdução acima serve para refletirmos sobre a competição existente atualmente no mercado brasileiro de celulares. A líder VIVO, que manteve esta posição em 2006, vem perdendo espaço para TIM, que em 2005 já roubara a segunda posição da CLARO. Como a TIM consegue este feito? Ontem depois desse problema e após algumas pesquisas na internet vi que a TIM oferece melhores vantagens aos seus clientes. Logo ganha mercado a cada dia. Além de possuir aparelhos mais baratos, por possuir a tecnologia GSM, a TIM está presente em todos os estados, incluindo o Distrito Federal. A VIVO, por sua vez, está apenas em 19 estados e seu sistema de GSM ainda está engatinhando.

Maiores informações aqui.

Além desses fatores a TIM possui serviços e preços mais atraentes com relação aos serviços pré e pós-pago. Depois desse ocorrido recomendo a todos que no caso de comprar um celular, a melhor opção é a TIM. Abaixo relaciono a participação nos estados pelas quatro primeiras no ranking.

VIVO: 19 Estados e Distrito Federal

TIM: 26 Estados e Distrito Federal

CLARO: 21 Estados e Distrito Federal

OI: 16 Estados

É claro que estando em qualquer destas operadoras no sistema Pós-pago, seu celular poderá funcionar no Brasil inteiro. Mas isso depende de acordos entre a sua operadora e a operadora geradora do sinal de onde você esteja no país. Sendo assim, é muito mais seguro possuir um celular da operadora que estiver no maior número de estados possível. Desta forma não dependerá tanto destes acordos.

No mais podemos ressaltar a importância de se haver concorrência em qualquer mercado. Bem se vê a quantidade de promoções que as operadoras fazem tentando angariar o maior número de usuários possível. É uma pena que em alguns casos sejamos enganados em nome dos lucros. Como aconteceu no caso acima citado, envolvendo a VIVO.

A única coisa que critico ainda são as tarifas cobradas. É lógico as tarifas dos aparelhos móveis serem mais caras do que os fixos. Afinal de contas é um telefone que está ao seu lado para qualquer hora. Todavia, a diferença entre ambos é gritante. Paga-se centavos por uma ligação local no fixo, e mais de R$1,00 nos celulares. É um absurdo!

Mas acredito que estes fatores ainda melhorem com o tempo. Devido ao surgimento de novas tecnologias e a popularização do serviço, o preço tende a cair significativamente.

Um grande abraço a todos.

Ítalo de Paula Pinto

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Vamos questionar o que sempre foi inquestionável…

Pessoal, tenho mostrado com freqüência minha admiração pelos textos de Hélio Schwartsman. Desde que tive o prazer de ler “O papa e o profeta” não perco uma semana sequer de sua coluna na Folha Online.

Nesta última quinta nosso ilustre colunista nos presenteou com um texto um tanto polêmico, sobre o livro de Richard Dawkins, chamado “The God Delusion”. Na coluna apresenta os pontos altos e baixos do livro, nos chamando a atenção para este tema sempre na pauta de discussões.

Apesar de não ser ateu, como Richard Dawkins e Hélio Schwartsman, as idéias são expressas trazendo-nos a oportunidade de refletirmos sobre estes “tabus” e tradições que insistimos em preservar sem ao menos questionar.

Abaixo tomo a liberdade de disponibilizar o texto na íntegra. Também disponibilizo o link da matéria, para comprovar a autenticidade do texto.

Um grande abraço a todos …

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Santa Ilusão
Ao contrário de 97,3% do mundo –incluindo vários ateus–, achei delicioso o último libelo do biólogo britânico Richard Dawkins contra Deus. Falo do livro “The God Delusion” (a ilusão ou o delírio de Deus; a obra ainda não foi traduzida para o português), que recebeu críticas acerbas mesmo de racionalistas militantes, como Marcelo Gleiser no caderno Mais!.

É fácil entender a revolta principalmente de religiosos com o texto de Dawkins. Os qualificativos que ele encontrou para aplicar a Altíssimo incluem: “misógino”, “homófobo”, “racista”, “infanticida”, “genocida”, “filicida”, “pestilento”, “megalomaníaco”, “sado-masoquista” e “valentão caprichosamente malévolo”. O autor de fato não se vale de meias palavras para defender sua tese de que a religião é um grande engodo, um mal que deveria ser extirpado da face da terra. Só que Dawkins não se limita a afirmar essas coisas. Ele também pretende provar, com argumentos, que Deus é uma hipótese altamente improvável e totalmente desnecessária.

Há momentos em que se sai muito bem, outros, menos. Dawkins é por exemplo magistral ao demolir a tese do “design inteligente” (ID), segundo a qual determinadas características dos seres vivos são complexas demais para ser explicadas “apenas” pela seleção natural, exigindo uma espécie de deus-projetista. Ele demonstra, por A + B, que a teoria darwiniana é plenamente satisfatória e que o ID é muito mais uma combinação de religiosidade com preguiça intelectual do que uma objeção científica séria.

Menos convincentes são suas refutações a argumentos teológicos, como as cinco “provas” de santo Tomás de Aquino e a ontológica, de santo Anselmo. Aqui, o autor ignora séculos e séculos de sutis discussões dos doutores da igreja. Desconfio de que o fez de propósito, muito provavelmente por considerar que tudo não passa de verborragia vazia. Como ateu exemplar, também acho que essas “provas” não vão muito além da retórica, mas sou capaz de apreciar a beleza com que tais jogos de linguagem foram forjados. Não é porque não acredito em Deus que não admiro os oratórios de Händel, os afrescos da Capela Sistina ou a arquitetura da catedral de Notre-Dame.

Outro ponto que parece ter despertado a fúria dos críticos é o fato de Dawkins colocar no mesmo saco sutilezas metafísicas e argumentos divinamente tolos, como: “Ele (Deus) o ama tanto, como você pode rejeitá-Lo?”. Entendo, porém, as razões que levaram o autor a proceder desta forma. Ele reuniu sem selecionar muito todos os raciocínios que já ouviu em seus longos anos de militância atéia e procurou rejeitá-los “en bloc”. É por isso que se perde nessa e em outras questões bizarras que com alguma filtragem não valeriam a tinta em que são impressas, como tentar determinar se Hitler e Stálin eram de fato ateus e se isso em algum grau contribuiu para seus crimes.

O livro melhora bastante quando Dawkins volta a seu campo de atividade biológico e sugere explicações para a universalidade da religião entre humanos. Sua hipótese é a de que a fé em deuses/Deus é uma espécie de efeito colateral adverso de mecanismos cerebrais adaptativos. Teríamos uma propensão à credulidade cujo valor pode estar em fazer com que crianças obedeçam a seus pais sem levar em conta se o que eles dizem faz ou não sentido. Essa confiança incondicional pouparia os jovens rebentos de atirar-se em rios infestados de crocodilos, caminhar na encosta de precipícios e evitar outras ameaças que poderiam custar-lhes a vida caso insistissem em aprender por conta própria.

Outro ponto alto é quando ele relata experimentos psicológicos, notadamente os de Marc Hauser, que sugerem que o imperativo categórico kantiano está inscrito dentro de nós. Padrões de moralidade semelhantes aos descritos pelo filósofo prussiano –notadamente a idéia de que não devemos usar outros seres humanos apenas como meio para atingir objetivos– fariam parte de nossa programação cerebral. Se isso é verdade, e tudo indica que é, cai por terra o argumento utilitarista de que a religião é a fonte da moralidade e é importante para manter a paz social. As pessoas não deixam de cometer crimes por temer ir para o inferno, mas porque têm um impulso biológico para acatar normas que julgam justas, em que pese a existência de certos indivíduos que sempre tenderão a burlar as regras.

A mais feroz das críticas a Dawkins, porém, não é de conteúdo ou argumentação. Censuram-lhe o próprio projeto do livro, que é o de convencer o maior número de pessoas a abraçar o ateísmo e os já ateus a “sair do armário”. Viram aí uma “intolerância” em tudo igual à das religiões.

Talvez, mas acho que os críticos perdem de vista o profundo senso de humor com que “The God Delusion” foi escrito. O livro todo é uma grande provocação, mas uma provocação “à propos”. Por que os textos usados nas escolas dominicais podem ter caráter doutrinário e uma defesa do ateísmo não? Por que, pergunta-se o autor, devemos aceitar a convenção social segundo as quais idéias religiosas devem ser respeitadas? Uma idéia idiota é sempre uma idéia idiota, não importando o campo semântico em que seja proferida. Por que podemos afirmar sem nenhum problema que determinada tese científica, econômica, ou jurídica é imbecil, mas, se ousamos dizer o mesmo em relação a uma “verdade religiosa”, somos tachados de intolerantes e quem sabe até processados?

Se alguém nos dissesse acreditar que brotou de uma árvore e que sempre que segura sua caneta ela se transforma num coelho voador, teríamos boas razões para duvidar da sanidade desta pessoa. Por que então não tratamos como louco o católico que afirma que Jesus nasceu sem pai biológico, de uma mãe virgem e que, toda vez que se celebra uma missa, o vinho se torna sangue e um tipo esquisito de biscoito se converte no corpo do homem?

Para colocar questões mais republicanas, por que um ministro religioso, apenas por ser religioso, fica livre do serviço militar, enquanto pessoas que apenas deplorem a violência correm o risco de ter de servir ao Exército? Por que igrejas não pagam impostos e eu, que também tenho um sistema de crenças e uma ética (na minha opinião muito melhores), não faço jus à mesma regalia?

O fato de eu compreender os propósitos políticos de Dawkins não significa que eu concorde inteiramente com eles. Acho que seu projeto é inexeqüível por razões que ele próprio aponta: a religião é um universal humano. Talvez em fins do século 19, para um observador incorrigivelmente otimista, tenha sido possível acreditar que a ciência sepultaria as crendices. Os mais de cem anos que se seguiram, entretanto, indicam o contrário. As religiões seguem firmes, fortes, separando as pessoas e provocando incompreensões e guerras. Oferecem, também, é preciso dizê-lo, conforto psicológico aos que nelas acreditam. Por índole e seguindo minha programação kantiana, acho que devemos deixar a cada um o direito de escolher o que deseja ser. Podemos e devemos mostrar nossos argumentos contrários a um Deus sobrenatural, mas sem jamais transpor a linha que separa a exposição da imposição. Não creio, entretanto, que Dawkins a tenha atravessado. Ao contrário de igrejas, ele jamais ameaçou mandar os crentes para a fogueira ou explodi-los.

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Hélio Schwartsman, 41, é editorialista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou “Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão” em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Barbáries do nosso judiciário…

Quem não se lembra daqueles famosos “amassos” da querida Daniela Cicarelli no mar da Espanha? Acredito que ninguém tenha deixado de ver suas travessuras totalmente às claras. Antes de mais nada gostaria de deixar claro que não possuo qualquer coisa contra uma relação sexual. No entanto, se alguém decide praticar certos atos à luz do dia, não pode achar ruím que isto repercuta ao mundo todo, não é mesmo? A maioria das pessoas prefere transar em suas casas justamente por não querer ninguém degustando o respectivo ato.

Pois bem, para mim está claro que esta modelo, que diga-se de passagem não tem talento algum, quis aparecer na telinha. Todos sabem como isso lhe rendeu espaço na TV, não é mesmo ?

Contudo, ontem vendo o Jornal da Globo tive a bela informação de que a pedido da justiça, o site You Tube deveria ser bloqueado a todos os internautas brasileiros. O interessante é que para esta nossa justiça cega este referido site transmite apenas o vídeo da Cicarelli. Quanta ignorância! Eu, por exemplo, costumo disponibilizar vídeos da família para que parentes e amigos matem a saudade. O site possui muita besteira, é verdade, mas a grande maioria de seu acervo é bastante relevante. Sem dúvida alguma uma vergonha das grossas foi cometida!

Resumindo: Nota zero para justiça brasileira que parece estar querendo voltar aos tempos de ditadura. Abaixo a liberdade! Abaixo a Democracia!! Se é para punir alguém, que puna a própria modelo que praticou atos absurdos em local público. Sabe-se lá se famílias estavam presentes ao local ? Sabe-se lá se alguma criança viu ?

Vou te falar, estou cansado desse excesso de importância que dão a artistas de décima categoria. Já havia ganhado fama com o vídeo e agora essa inconseqüente ainda ajuda a atentar contra os valores democráticos. Se não gostou do vídeo, que faça sexo em casa, porra!

Um grande abraço a todos.

Ítalo de Paula Pinto

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

E tudo continua na mesma…

Após um ano de 2006 medíocre e cheio de escândalos e superficialidades, tanto por parte da mídia em geral, como da própria poluação, parece que este ano que se inicia não se diferenciará a ponto de nos chamar a atenção.

Para quem acreditava que uma onda ética e moral começava a surgir no país, vale lembrar que tudo não passou de tendências e provavelmente não caminharão a diante. É só acabar as festas de fim de ano que vemos os níveis de idiotice e ignorância a níveis absurdos. O Reveillon se foi e logo depois o que vemos ? Claro, as lindas multas dançando na TV, anunciando mais um carnaval, deixam claro que os assuntos realmente importantes para o país serão deixados de lado. Não que tenha algo contra esta festa, mas é impressionante como nosso país só acorda depois de já transcorridos 3 meses do ano.

No entanto, esse assunto de carnaval já está manjado. Quero falar sobre mais uma das idiotices da TV. Eu, particularmente, achava que essa bosta acabaria em 2 ou 3 anos, mas o que vemos diante de nosso dia-a-dia é o início de mais um BBB. Sétima edição diga-se de passagem. Fico perplexo quando vejo as vinhetas do programa. Participantes fúteis, vazios e superficiais. Só “candango” malhado e mulheres gostosas ! Veja! O programa não traz benécie alguma a população. Instiga ainda mais a curiosidade e a fofoca alheia. Claro que o dinheiro fala mais alto na maioria das vezes, mesmo assim não entendo como Pedro Bial, “um jornalista”, consegue ministrar uma porcaria dessas.

Por isso estou aqui para lançar um desafio! Se você é mais um que detesta esse tipo de programação barata e fútil, não assista! Faça com que as pessoas mais próximas de você não assistam também. Explique o teor do programa. Isso denigre a sociedade sem levá-la a qualquer caminho produtivo. Aqui em casa é assim ! Quando a porcaria começa mudamos de canal ou vamos fazer outra coisa! É um absurdo dar audiência a isto!

Bom, posso contar com você ?? Então “manda bala” ! Assim poderemos começar a trabalhar uma sociedade mais inteligente, produtiva e séria. Ah ! Se alguém falar que no mundo também deve existir diversão, digo que existem “n” programas que são inteligentes e engraçados ao mesmo tempo. Basta procurar ! Experimente usar o controle remoto e tirar um pouco daquela pífia programação da Globo. Salvo Grande Família entre outros.

Um grande abraço a todos

Ítalo de Paula Pinto

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Pobre Saddam …

Não quero com este post demonstrar insatisfação pela morte do “ditador” Hussein. Nem que fiquem surpresos com minhas “aspas” na palavra “ditador”. Não pretendo com isso negar que ele seja realmente um. Na verdade venho através deste espaço expressar minha indignação com a hipocrisia em âmbitos mundiais. Bem se vê que isso é inerente ao próprio ser humano.

Saddam foi um sanguinário que massacrou xiitas e curdos. Certamente merecia punição severa por seus crimes. No entanto, o que está em questão aqui é a forma como se procedeu sua captura e assassinato. Para quem não conhece a história recente, gostaria de avisar que este ditador em questão só conquistou tamanha força no decorrer dos anos graças ao investimento norte-americano. Podemos dizer que Hussein é um produto legitimamente estadunidense. Com a intenção de combater o fundamentalismo islâmico no Irã, por questões econômicas, obviamente, os Estados Unidos apoiaram a guerra Irã-Iraque em 1979, alimentando diretamente a ira de Saddam Hussein.

Porém, Saddam foi útil por um tempo. A partir do momento que seus objetivos entraram em rota de colisão com os Estados Unidos, o ditador foi considerado um dos piores inimigos da “América”. Foi assim na guerra entre Iraque e Kwait em 1991 e também nestes últimos anos. Recentemente podemos dizer que Saddam foi vítima dos interesses norte-americanos. Alô ! Alguém aí ainda acredita que existiam armas de destruição em massa no Iraque ? Pois bem, o “Tio Sam” tratou logo de abafar o caso quando conseguiu o que mais queria: Retirar Saddam do poder e assumir o controle em região extremamente estratégica. “Olha o petróleo aí gente!”

Chegamos então aos últimos acontecimentos. Saddam foi “julgado” pelas vias “democráticas” e sentenciado cruelmente. Quem conseguiu ver o vídeo do enforcamento verá que aquilo mais parece uma vingança xiita, do que propriamente a justiça sendo feita. Opa ! Dizem que Saddam foi morto por crimes contra a humanidade. Vejam a hipocrisia! Se vamos seguir por esta linha, não podemos deixar de enforcar boa parte dos presidentes estadunidenses, incluindo o então querido George “War” Bush.

O que acontece agora ? Os Eua que já viam perdendo a guerra no Iraque conseguiram complicar ainda mais a situação daquele país. A morte de Saddam poderá provocar uma ira ainda maior. Xiitas e curdos festejam a morte do ditador, mas os Sunitas prometem vingança. Parece que novamente os Yankees estão se enveredando por caminhos tortuosos. Os vietnamitas que o digam, não é mesmo ?

Um grande abraço a todos

Ítalo de Paula Pinto

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Final das festas …

Quando o dezembro chega é como se tudo fosse mais colorido, mais divertido e alegre. A expectativa de um belo Natal e Reveillon mexe com o ânimo de todos, fazendo tudo ficar mais leve e agradável. No entanto, quando estes dois momentos passam uma melancolia bate em meu peito. Mesmo com todos os votos de felicidade e paz, este “ritual de passagem” parece nos mostrar que algo ficou para trás. Logo, o novo se apresenta como a única opção. Pois bem, a questão é que o novo ao mesmo tempo que nos desafia em um sentido positivo, também nos mete muito medo. Eu particularmente tenho o defeito de sofrer por antecedência. Pode ser que nada que eu imagine agora vá acontecer, mas aquela angústia permanece.

Esta sensação de que tudo acabou e que agora começaremos novamente a trilhar nosso caminho é muito paradoxal. Neste ano começo minha vida profissional. Justamente na profissão que escolhi com todo amor e carinho. Tenho plena consciência da minha capacidade de obter sucesso nesta nova empreitada. Mesmo assim o medo de falhar ou não dar conta do recado é muito grande. É claro, conto com o apoio da família e todos os amigos, reais e virtuais, para que tudo possa dar certo.

Não sei mas quando analiso este receio de falhar sempre chego às malditas imposições da sociedade. Mesmo tendo noção destas e tentando quebrá-las, vivo dentro desta sociedade e querendo ou não herdamos algumas peculiaridades sociais. Achamos que tudo que queremos ou conquistamos é fruto puramente de nossos anseios. Mas, não nos damos conta de que boa parte destes objetivos são formados de acordo com os ideais desta mesma sociedade.

Não há como fugir desta sina. Claro, temos sempre de nos policiar constantemente para que não absorvamos os piores desejos de nossa sociedade hipócrita, consumista e individualista.

Um grande abraço a todos

Ítalo de Paula Pinto