Em contribuição a campanha iniciada pelo amigo Ery Roberto, coloco este anúncio ao lado como forma de protesto e ao mesmo tempo esperança por um mundo melhor no futuro. Se é que existe essa possibilidade. O mesmo amigo acima nos lembra que se continuarmos apenas lamentando nada mudará. Concordo plenamente.
Abaixo disponibilizo, com grande prazer, um dos comentários ao meu artigo “Menos Educação = Mais criminalidade“. Comentário este que merece sim ser classificado como “post”.
Você está absolutamente certo, meu caro. No entanto, não abdico do meu modo de pensar quanto à impunidade. O problema não se resolve apenas com uma reforma educacional, pois sua origem é a fruto da estrutura básica que está podre. Esta compreende a família, a justiça, a educação, o trabalho, a saúde, a leal redistribuição de renda, a segurança e por aí afora. Você dirá: então não tem jeito, isto é o país! Bingo! Pois então, um país assim só se muda com uma “REVOLUÇÃO”. É disto que precisamos. E não falo de uma revolução armada, entenda-me. É moral. Precisamos não de operários de mentira no poder, e sim de cidadãos comuns, HOMENS DE VERDADE. Que tenham princípios, integridade, valores preservados, inteligentes e acima de tudo descomprometidos com a canalhice e a corrupção de qualquer via e em qualquer amplitude. Além disto tudo, que sejam CORAJOSOS. Capazes de implodir este Congresso inócuo e carcomido para reconstruí-lo com base num sistema político isento de benesses, voltado para uma legislatura revolucionária em todos os sentidos da vida humana. Isto é ato que fere a democracia? Pode até ser verdade, mas qual a outra forma? Dar esmolas para pais pobres que continuam sem trabalho, sem dignidade, envolvidos com a trapaça e uma vida que gira em torno da informalidade e do jeitinho, em definitiva contribuição para que se mantenha a vergonha que se instalou há tanto tempo? Será possível “reeducar estas pessoas”, querido Ítalo, algumas não querem nem mesmo trabalhar! Como educar filhos de pais miseráveis e que principalmente não tem parâmetros para lhes permitir comparativo que permita um reviravolta pessoal em todos os sentidos? A participação da família é fundamental em qualquer estrutura educacional. Complexo, muito, demais, meu caro. Mas é preciso começar. ONTEM. E em nosso caso, não há exemplo, referências, “em baixo”, nem “em cima”. Cá, no asfalto, a falta de tudo, inclusive por conta da miserabilidade e da esfacelada condição humana a que fomos submetidos. Lá em cima, por conta da exploração do cidadão, uma elite nojenta, são 173 deputados do atual Parlamento respondendo por delitos na justiça, e paradoxalmente imunes pelo regime, aproveitando para legislar em benefício do seu ilhado futuro. O povo não sabe mais discernir entre estes malditos delinqüentes de gravata com gabinetes decorados com “cobras naja de metal” e os verdadeiros cidadãos de bem. Nesta dura realidade só resta começar de novo. Do ZERO. E com alguém que decida de lá para cá, mão de aço. É preciso marcar com um fato. Que seja sinônimo de dureza, mas precedido da necessária ternura para arregimentar a massa em torno de um novo ideal. Se você sair pregando isto, cuidado, será preso. Grande UTOPIA né? Então… que sejam presos e cumpram suas penas todos os bandidos. Os da favela, os da vida da classe média, os milionários, os políticos, os juízes, os padres, os bispos evangélicos… e até todos aqueles que já tem o direito de escolher governantes e legisladores, mesmo com 16 anos. Que sejamos todos iguais perante ela. Porque a vida não é brincadeira. Ela é de VERDADE. REFORMA DA JUSTIÇA JÁ! Sorry. Eu desacreditei de tudo. Às vezes nem sei mais quem sou. E também o meu vizinho, não quer nem saber, se eu estiver no portão da garagem do prédio, ele passa com a caminhonete por cima dos meus pelos. Ele também não me conhece, não temos janelas, só grades e portas blindadas, comunicamo-nos por sistema de voz, somos vigiados por um porteiro (o Big Boss de um Big Brother cada vez mais real) que opera uma parafernália para nos “proteger”. E às 18:00 tem “toque de recolher”. Aí vamos para a internet, ou para a TV, ou para trás dos jornais de papel (ainda os temos), ler sobre os “Joãos” arrastados pelas ruas com marginais ao volante de um carro roubado e com armas de brinquedo. No degrau de baixo, os pais fazem mais filhos, em diversas mulheres. Os já crescidinhos estão pra lá e pra cá, na sua missão de “vaporzinho”. Arrumando um troco para comprar um pó e se sobrar um pão. Sábado à noite tem “reunião”. Segunda podem virar manchete. (… e lá, bem longe, os mauricinhos discutem como poderão ganhar mais que os juízes…)
Ery Roberto - Infinito Positivo