sábado, 24 de fevereiro de 2007

E o ano começa …

Finalmente, após a semana de carnaval, o ano de 2007 começa para o Brasil. Pelo menos parece que as atenções se voltam aos verdadeiros problemas do país. A partir de agora, por favor, vamos prestar mais atenção no Brasil. Vamos assistir mais jornais, documentários, acessar a internet em busca de informação, assistir a TV Senado e Câmara, enfim, buscar um Brasil melhor.

Lembrem-se, não adianta pedir milagres aos céus. O futuro do nosso país depende das nossas responsabilidades cumpridas. Mesmo que você não sinta esperança alguma pelo Brasil, só de estar incutindo valores éticos e morais aos seus descendentes, já estará ajudando bastante.

Então, comecemos de casa a fazer o nosso papel. De agora em diante vamos criar os pequenos com valores ideais éticos para nosso país.

Este é o apelo que faço a “este ano que se inicia”…

Um grande abraço a todos

Ítalo de Paula Pinto

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Meme das três atitudes ecoconscientes …

Recebendo a incumbência da sobrinha Dafne e do amigo Ricardo Safra, abaixo disponibilizo três atitudes de meu cotidiano que contribuem para diminuição dos impactos ao meio ambiente. Esta corrente não pode parar por aqui. No final do artigo cito alguns amigos e peço para que continuem com ela.

1) Coletar água da chuva através de cisternas: Aqui em casa possuímos uma cisterna que armazena a água que cai gratuitamente do céu. Com essa atitude muitas pessoas poderíam economizar a água tratada, evitando a sobrecarga no trabalho de tratamento de água nos centros especializados. Aqui em minha região, banhada pelo rio Paraíba do Sul, em momentos de estiagem a central de tratamento encontra problemas para tratar a água intensamente poluída.

2) Utilizar menos quantidade possível de fraldas descartáveis: Como temos uma linda princesinha em nosso lar, o uso de fraldas passa a ser inevitável. Mesmo assim, caminhamos contra a tendência atual de somente utilizar as descartáveis. Cecília, nossa filha, só usa fraldas descartáveis em condições extremas, utilizando na maior parte do tempo as tradicionais fraldas de pano. Infelizmente não consegui encontrar fraldas descartáveis que fossem biodegradáveis. Por sinal, tentei entrar em contato com a fabricante da “Pumpers”, mas estes não me deram qualquer retorno sobre o assunto.

3) Conscientização dos alunos do Ensino Fundamental: Apesar desta última atitude ser um pouco difícil de se conseguir, sempre que tenho a oportunidade tento incutir valores morais e éticos voltados, principalmente, a consciência ambiental. Uma tarefa bastante árdua, mas que não me canso de tentar, afinal são estas crianças que serão e farão o Brasil do futuro.

Além dessas três atitudes acima, mantemos o constante controle na utilização de água e energia. Também fazemos a coleta seletiva do lixo, destinando todo material apto à reciclagem.

Achei esta idéia do amigo Ricardo Safra muito interessante. Acho que podemos sim ter atitudes que amenizem os impactos em nosso planeta. A grande questão é: Estamos realmente interessados em fazer isso? Amenizar as agressões à Terra requer alguns sacrifícios. Muitos, infelizmente, não querem isso.

Passo a bola agora para os amigos Ery do Infinito Positivo, Valter do PerplexoInside, Danny do Borboletando e Angélica do Arquitetando

Grande abraço a todos

Ítalo de Paula Pinto

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Pegando o jeito da coisa …

Após duas semanas de trabalho dentro de sala de aula, pareço ter incorporado definitivamente a profissão que tanto desejei. Já não sinto os tais calafrios ao entrar nas salas de aula, nem tenho receio de explicar a matéria. Está tudo ficando tão corriqueiro que às vezes pareço já ter anos de sala de aula. Mas é pura aparência! Agora, basta ter humildade para aprender com os mais velhos e em breve ser o professor que tanto sonhei. Seguro de si, amigo e dedicado.

Na semana passada havia escrito sobre como estava desiludido com o futuro, vendo o estado dos alunos de hoje. Acho que fui um pouco precipitado. É claro que a grande maioria não quer nada, mas nessas duas semanas de trabalho detectei bons alunos, dedicados e interessados. Hoje mesmo, pude sentir o grau de atenção que depositaram em mim enquanto explicava como era o funcionamento do efeito estufa e os problemas do aquecimento global. Engraçado! Ouvem tanto falar nisso, mas ainda não haviam tido uma explicação básica que os fizessem ententer o processo. Fiquei muito feliz com a situação!

Bom, fico por aqui mantendo sempre este maravilhoso contato com amigos e internautas em geral.

Grande abraço a a todos

Ítalo de Paula Pinto

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Procura-se a Alma Humana …

Em contribuição a campanha iniciada pelo amigo Ery Roberto, coloco este anúncio ao lado como forma de protesto e ao mesmo tempo esperança por um mundo melhor no futuro. Se é que existe essa possibilidade. O mesmo amigo acima nos lembra que se continuarmos apenas lamentando nada mudará. Concordo plenamente.

Abaixo disponibilizo, com grande prazer, um dos comentários ao meu artigo “Menos Educação = Mais criminalidade“. Comentário este que merece sim ser classificado como “post”.


Você está absolutamente certo, meu caro. No entanto, não abdico do meu modo de pensar quanto à impunidade. O problema não se resolve apenas com uma reforma educacional, pois sua origem é a fruto da estrutura básica que está podre. Esta compreende a família, a justiça, a educação, o trabalho, a saúde, a leal redistribuição de renda, a segurança e por aí afora. Você dirá: então não tem jeito, isto é o país! Bingo! Pois então, um país assim só se muda com uma “REVOLUÇÃO”. É disto que precisamos. E não falo de uma revolução armada, entenda-me. É moral. Precisamos não de operários de mentira no poder, e sim de cidadãos comuns, HOMENS DE VERDADE. Que tenham princípios, integridade, valores preservados, inteligentes e acima de tudo descomprometidos com a canalhice e a corrupção de qualquer via e em qualquer amplitude. Além disto tudo, que sejam CORAJOSOS. Capazes de implodir este Congresso inócuo e carcomido para reconstruí-lo com base num sistema político isento de benesses, voltado para uma legislatura revolucionária em todos os sentidos da vida humana. Isto é ato que fere a democracia? Pode até ser verdade, mas qual a outra forma? Dar esmolas para pais pobres que continuam sem trabalho, sem dignidade, envolvidos com a trapaça e uma vida que gira em torno da informalidade e do jeitinho, em definitiva contribuição para que se mantenha a vergonha que se instalou há tanto tempo? Será possível “reeducar estas pessoas”, querido Ítalo, algumas não querem nem mesmo trabalhar! Como educar filhos de pais miseráveis e que principalmente não tem parâmetros para lhes permitir comparativo que permita um reviravolta pessoal em todos os sentidos? A participação da família é fundamental em qualquer estrutura educacional. Complexo, muito, demais, meu caro. Mas é preciso começar. ONTEM. E em nosso caso, não há exemplo, referências, “em baixo”, nem “em cima”. Cá, no asfalto, a falta de tudo, inclusive por conta da miserabilidade e da esfacelada condição humana a que fomos submetidos. Lá em cima, por conta da exploração do cidadão, uma elite nojenta, são 173 deputados do atual Parlamento respondendo por delitos na justiça, e paradoxalmente imunes pelo regime, aproveitando para legislar em benefício do seu ilhado futuro. O povo não sabe mais discernir entre estes malditos delinqüentes de gravata com gabinetes decorados com “cobras naja de metal” e os verdadeiros cidadãos de bem. Nesta dura realidade só resta começar de novo. Do ZERO. E com alguém que decida de lá para cá, mão de aço. É preciso marcar com um fato. Que seja sinônimo de dureza, mas precedido da necessária ternura para arregimentar a massa em torno de um novo ideal. Se você sair pregando isto, cuidado, será preso. Grande UTOPIA né? Então… que sejam presos e cumpram suas penas todos os bandidos. Os da favela, os da vida da classe média, os milionários, os políticos, os juízes, os padres, os bispos evangélicos… e até todos aqueles que já tem o direito de escolher governantes e legisladores, mesmo com 16 anos. Que sejamos todos iguais perante ela. Porque a vida não é brincadeira. Ela é de VERDADE. REFORMA DA JUSTIÇA JÁ! Sorry. Eu desacreditei de tudo. Às vezes nem sei mais quem sou. E também o meu vizinho, não quer nem saber, se eu estiver no portão da garagem do prédio, ele passa com a caminhonete por cima dos meus pelos. Ele também não me conhece, não temos janelas, só grades e portas blindadas, comunicamo-nos por sistema de voz, somos vigiados por um porteiro (o Big Boss de um Big Brother cada vez mais real) que opera uma parafernália para nos “proteger”. E às 18:00 tem “toque de recolher”. Aí vamos para a internet, ou para a TV, ou para trás dos jornais de papel (ainda os temos), ler sobre os “Joãos” arrastados pelas ruas com marginais ao volante de um carro roubado e com armas de brinquedo. No degrau de baixo, os pais fazem mais filhos, em diversas mulheres. Os já crescidinhos estão pra lá e pra cá, na sua missão de “vaporzinho”. Arrumando um troco para comprar um pó e se sobrar um pão. Sábado à noite tem “reunião”. Segunda podem virar manchete. (… e lá, bem longe, os mauricinhos discutem como poderão ganhar mais que os juízes…)

Ery Roberto - Infinito Positivo

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Menos Educação = Mais Criminalidade

Depois desta traumática semana onde um pequeno garoto de apenas 6 anos foi morto de forma bárbara, parece que alguns temas voltaram a ser destaque no meio social. Deixando um pouco de lado a questão sobre a mudança da maioridade penal, gostaria de abordar um assunto que todos gostam de tocar: Educação.

Todos estão vinculando crimes hediondos como estes ao total descaso das autoridades no que diz respeito a educação no país. Realmente não há dúvidas de que precisamos caminhar muito em busca de uma educação de verdade. Estamos muito distantes do ideal. É consenso geral de que a educação é a responsável pelo desenvolvimento de qualquer país. No entanto, temos de salientar que quando citamos “educação” não podemos nos restringir às salas de aula, aos professores e meios acadêmicos em geral. O que está faltando antes de qualquer coisa diz respeito a estrutura familiar. Desculpem-me, mas estou cansado de associarem o baixo nível de ensino em escolas públicas somente à atuação dos professores ou pessoas ligadas a este meio. Muitos não tem idéia de como estes “anjinhos” chegam a escola. Ou seja, muitos destes não recebem nenhum tipo de limite ou preceitos éticos e morais dentro de casa. Vários não tem qualquer respeito pelos pais. Logo, se não tem respeito por pessoas que conhecem desde que nasceram, como respeitarão um professor, que na verdade não passa de um desconhecido?

Parece que um conceito geral se instalou na sociedade. Para justificar estes crimes, basta dizer: “Ah! É falta de educação no país”. Porém, gostaria de relembrar que o assunto é um pouco mais complexo. Sempre gosto de dizer que nos tempos passados os pais eram bem mais severos e intolerantes. Se o filho causasse problemas na escola, o pai nem queria saber o que tinha acontecido e logo já metia a mão no muleque. Não defendo esta teoria! De maneira alguma! Só que as coisas se inverteram de tal forma hoje, que os pais passaram a colocar “pano quente” em qualquer situação que envolva seus filhos. Conseqüência? Jovens intragáveis, donos da verdade e verdadeiros “dondocas” onde o papai está sempre presente para defendê-lo. E isto não envolve averigüar se o jovem estava certo ou errado. O que interessa é o seguinte: “É meu filho? Então ele está certo!”

Do outro lado, temos as famílias carentes que geralmente são caracterizadas pela ausência de figuras paternas ou maternas. Famílias totalmente desestruturadas, incapazes de passar conceitos éticos e morais para formação desse jovem. A conseqüência já é de conhecimento de todos, não é mesmo?

Portanto, creio que para que essa situação seja revertida, além de uma reforma nessa educação que todos falam, precisaremos de uma reforma ampla nos mais variados setores da sociedade. Como pode, por exemplo, uma escola que conta com poucos recursos, lutar contra a mídia poderosa cheia de artifícios para atrair a juventude com programas de baixo escalão, voltados para a futilidade e que na maioria das vezes induz à iniciação precoce da sexualidade ?

Por fim, pensemos de forma mais ampla. Só a reforma da educação não dá! Precisamos rever nossa maneira de educar nossos filhos. Dar tudo para o filho nem sempre é válido. Ele precisa aprender o valor das coisas, o sentido da vida, o respeito e a honestidade desde pequeno. Se você conseguir plantar estas sementes no seu filho, certamente ele terá chances muito maiores de se tornar um cidadão decente, ético e honesto. A escola dará continuidade a este trabalho.

Numa outra oportunidade também poderemos falar da impunidade. Não podemos querer que só o trabalho dos pais, aliado a uma educação de qualidade dê jeito nesse problema. No Brasil a impunidade também promove a criminalidade.

Vale a pena refletir!

Grande abraço a todos

Ítalo de Paula Pinto

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Desiludido com o futuro …

A geografia foi responsável por consolidar todos aqueles valores e ideais que sempre acreditei. Valores que ao longo de minha vida foram transmitidos por meus pais e irmãos. Princípios como a ética, a moral e a honestidade conviveram comigo desde a infância, tendo muita relevância na minha formação crítico reflexiva.

Pois bem, mesmo sabendo o nível que andam nossas escolas não consigo deixar de ter estes ideais. Minha intenção sempre foi tentar incutir, pelo menos superficialmente, estes valores na cabeça dos jovens. Justamente aqueles que representarão nosso país no futuro.

No entanto, sempre que tenho a oportunidade de retornar as salas de aula, uma profunda desilusão se instala em minha mente. Deparo-me com jovens totalmente vazios, sem qualquer tipo de noção básica do que seja respeito, lealdade, honestidade, etc … Ao tentar passar alguns destes a impressão que tenho é a de estar falando sozinho dentro da sala. Sei das limitações que possuem. Também conheço a capacidade limitada de abstração que eles têm. Mas a proporção que estes fenômenos se apresentam é assustadora.

Ontem, tive a oportunidade de averiguar algumas questões, pertinentes aos dias atuais, junto aos alunos. Não têm a mínima noção do que se passa no mundo ou no país. E o pior! As respostas são diretas e desoladoras: “Ah, Brasil? Não quero saber dessa bosta”.

Venho compartilhar esta desilusão com vocês, amigos. Quando vejo a quantidade de jovens sem propósitos na vida, perco um pouco as esperanças no Brasil. Sei que uma educação esculhambada faz parte de um sistema que deseja se perpetuar. Afinal, população consciente é um perigo constante para os mal feitores. Contudo, para um recém professor como eu, cheio de esperanças no país e na juventude, é algo lamentável.

Sei também que hoje estes mesmos jovens, em geral, não possuem uma família que lhes dêem amparo. A grande maioria sai da rua para escola e vice-versa. Ou seja, o problema possui diversas justificativas, mas de maneira alguma diminui esta minha desilusão com o futuro.

Grande abraço a todos

Ítalo de Paula Pinto

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Distorções da Mídia

Ontem parece que foi o dia de ouvir bobagens nos telejornais da Rede Globo. O jornal apresentava uma matéria sobre os vendedores ambulantes, dizendo serem estes os causadores das quedas nas vendas e dos empregos nos estabelecimentos formais. Em uma entrevista um dono de uma loja fala, com ar de melancolia, que se não fossem os vendedores do tradicional “camelô” ele poderia vender mais e empregar mais 2 ou 3 funcionários.

Pois bem, a matéria demonstrou claramente a intenção de denegrir a imagem dos vendedores ambulantes. Gostaria de lembrar ao “querido” telejornal que o grande problema do aumento do mercado informal deve-se inicialmente a política do goveno que consiste em castigar os estabelecimentos formais com altas cargas de impostos. Pergunte a qualquer comerciante de sua cidade o quanto sai caro manter uma pequena empresa! Dessa forma o mercado formal fica limitado e não tem onde tirar recursos para empregar mais. A conseqüência disso tudo é que sem emprego as pessoas acabam indo para o mercado informal.

A outro problema também aliado às altas taxas de impostos. Já tentou comprar um CD ou um DVD dentro da legalidade? Paga-se tranqüilamente 30 a 40 reais por um CD e até 80 reais por um DVD. Por que tão caro? Conclusão: O brasileiro que é super taxado de impostos não tem como tirar, na maioria das vezes, esta quantia para um produto de necessidades secundárias. Logo, compra-se no “camelô” onde certamente encontrará “treir por der real”.

No final, a polícia aparece nestes mercados informais apreendendo tudo. Só para mostrar serviço, pois os grandes contrabandistas destes produtos são os poderosos situados nas zonas de classe alta das cidades. Pobre destes ambulantes…

Um grande abraço todos

Ítalo de Paula Pinto