sábado, 30 de junho de 2007

Direitos Humanos para os HUMANOS DIREITOS …

INVERSÃO DE VALORES

CARTA DE UMA MÃE PARA UMA MÃE EM SP, APÓS NOTICIÁRIO DA TV.

‘Hoje vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado. Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outro inconvenientes decorrentes daquela transferência. Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação, contam com o apoio de comissões, pastorais, órgãos e entidades de defesa de direitos humanos. Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual. Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite. No próximo domingo, quando você estiver se abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo…

Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.’

Amigos, é bem verdade que muitos desses jovens pioram como seres humanos, justamente por nossas instituições não cumprirem o papel que lhes foram destinados. Entretanto, vivemos atualmente um período onde entidades como Direitos Humanos e Conselho Tutelar fazem apenas por “acobertar” atitudes abomináveis de elementos nocivos à sociedade. Esse discurso eterno de que estas atrocidades acontecem devido a injustiça social já está ficando esgotado. Sabemos que ela contribui, mas não é a peça chave de tudo. Muitos por aí, como no próprio texto é descrito, precisam ralar a semana inteira pelo seu pouco salário e sua vida dura de forma honesta e descente.

Um grande abraço a todos.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Parada pro Café …

Nesta última semana, meu primo e eu passamos os dias preparando o terreno para sua nova empreitada. Meu nobre colega decidiu-se por fazer parte também desta fantástica comunidade blogueira, na qual é com grande satisfação que este singelo blog faz o convite para conhecerem o Parada pro Café. Espero que gostem do layout e mais ainda do conteúdo que será freqüentemente atualizado.

Um grande abraço a todos …

terça-feira, 26 de junho de 2007

As pessoas não sabem associar …

Ontem tivemos uma “fantástica” notícia, onde uma empregada doméstica foi espacancada por 5 jovens de classe média em um ponto de ônibus. Essa notícia, aliada a muitas do tipo, servem para comprovar que não só as desigualdades sociais são responsáveis pela violência então vigente no nosso país. Aliás, abordei há poucos dias o assunto violência justamente dizendo que não podemos ser simplistas o bastante para definir problemas tão complexos como este.

O interessante foi que ao assistir o jornal ontem à noite, um dos pais dos jovens com um ar de bastante tristeza dizia aos repórteres: “Nós como pais, não temos culpa”. Mas será que não? O que teria acontecido para que jovens bem apessoados pudessem fazer tamanha brutalidade? Eu mesmo, caros amigos, posso dizer onde reside a culpa desses tão “perfeitos” pais. Como professor percebo todos os dias como os respectivos responsáveis tratam seus filhos. Se algo ocorre de errado na escola, não querem saber se o filho tem culpa e tratam logo de defendê-los perante a escola. São tratados em todos os aspectos, como “anjos” sem culpa de nada e a todo instante injustiçados. Agora me digam! O que será de uma criança dessa no futuro, que percebe pouco-a-pouco que sempre poderá praticar qualquer ato, pois seu “lindo papai” estará por traz o protegendo? A resposta está aí, nas manchetes de jornais dessa semana. Posso garantir-lhes que a todo momento, estes jovens que cometeram a barbárie foram acobertados e protegidos por seus “queridos e perfeitos papais”. Começaram com pequenos problemas na escola e a medida que cresciam os problemas também caminhavam juntos e em escala bem maior.

O grande problema é o que sempre digo. Muitos pais de hoje tiveram uma educação bastante repressiva e por isso querem repor nos filhos o que “fora perdido” no passado. Para isso, tornam-se pais totalmente permissivos e complacentes com todo o tipo de atitude dos “santos” filhos.

Termino por dizer que educar com amor não é dar de tudo para o filho. Mas é fazer do filho um cidadão com valores éticos e morais. Não que você não possa dar do bom e do melhor para ele, mas o “bom menino” deve perceber que aquilo que ele possui tem um preço e ele deve fazer por onde para merecer.

Um grande abraço a todos.

domingo, 24 de junho de 2007

Auxílio da rede …

Nas últimas duas semanas eu e mais uns amigos temos nos encontrado freqüentemente em um Skypecast chamado Botequim Brasil. Tem sido muito proveitoso justamente por estamos aprendendo muito com pessoas de lugares tão remotos.

Aqui, gostaria de ressaltar a importância do contato com pessoas como o João, nosso amigo português que mora em Luxemburgo e também o Zunaid, um norte-americano que reside em Chicago. Temos conquistado muito conhecimento e informações que dificilmente um livro ou qualquer outra fonte nos daria. Aliás, é bastante interessante acompanhar as atrocidades que os Estados Unidos fazem, a partir de uma ótica norte-americana, que tenta a todo instante justificar os atos de seu país.

Seria muito legal se boa parte de vocês que me lêem, pudesse também participar dos nossos encontros semanais.

Vou ficando por aqui. Um bom domingo a todos…

terça-feira, 19 de junho de 2007

Hammilton fenômeno???

Depois que Senna morreu, surgiu na Fórmula 1 um grande piloto. Seu nome, Michael Schumacher. Ficava revoltado com a forma que Galvão Bueno e sua corja falavam do alemão, como se fosse do outro mundo. Estava claro para mim e todos aqueles que raciocinavam sem a influência da globo, que Schumacher só conseguia aqueles fantásticos resultados, pois nunca teve um rival à altura para competir. Correu sozinho e abocanhou tudo que vinha pela frente. Mesmo assim foi inegável sua competência e talento.

Agora, depois do fim da era Schumacher, a Fórmula 1 parece renovada. As promessas são muitas e pela primeira vez depois de muito tempo não temos a real certeza de quem será o campeão. No entanto, a corja da globo insiste em dizer que o tal britânico da mclaren é um fenômeno. Hammilton conseguiu em 7 corridas, fantásticos resultados. Disso não tenho como discordar, pois chegou com pinta de campeão mesmo. No entanto tenho que discordar com veemência do que se tem dito por aí ultimamente. Galvão e o resto insistem em dizer que trata-se de um fenômeno. Alías, esse narrador adora essa palavra, não? Ronaldo do Milan que o diga, não é mesmo? Pois bem, têm-se dito por aí que nem Senna, Prost ou Schumacher conseguiram fazer o que Hammilton tem feito. Grande idiotice! Esqueceram de avisar a toda essa cambada, que nem Senna, Prost ou Schumacher tiveram a oportunidade de começar na Fórmula 1 com uma Mclaren andando do jeito que está. O Ayrton, por exemplo, teve de penar com uma Toleman no início e só não ganhou em Mônaco porque anteciparam o fim da prova. Tanto que quando chegou na Mclaren em 1988, desbancou no primeiro ano o grande campeão Prost. Schumacher também só não fez, porque começou em 1991 em uma beneton mediana e ainda disputando com Senna, Prost, Mansell e Piquet. Certamente não conseguiria muita coisa. Prost da mesma forma teve de lutar muito para chegar em uma equipe de ponta.

Mas, vamos olhar sob a visão da Globo. Eles precisam fazer esse sensacionalismo todo para vender a idéia da Fórmula 1. Se não fizessem isso, a audiência sairia prejudicada. Portanto, peço a todos vocês que ao assistirem algum evento esportivo na Globo ou qualquer outro canal, que analisem a partir do seu próprio discernimento. Não se deixe levar por comentários tendenciosos que só servem para lucrar mais.

Voltando ao olhar de um apaixonado por Fórmula 1, fico chocado com as palavras desses repórteres. Precisam respeitar o que grandes pilotos como Senna, Prost, Mansell, Piquet, Lauda, Fangio, Hill, Villeneuve e Schumacher fizeram.

Aliás, nem bem o Shumacher, que era tido como o “fodão” do pedação, saiu, já trataram de jogá-lo para escanteio. Menos, tá Galvão??

Grande abraço a todos.

sábado, 16 de junho de 2007

O problema da violência …

Como professor de geografia o assunto violência, principalmente nas grandes cidades brasileiras, passa a ser obrigatório durante nossa formação. Agora como professor formado e o intenso contato com alunos de diferentes camadas sociais, fica difícil não analisar os fatores motrizes deste caos que vem aumentando diariamente.

Sempre me perguntei se apenas depositar as causas da violência nas desigualdades sociais no Brasil, não seria um tanto simplista. Apesar de saber que este fator se configura como um dos principais motivos, não consigo conceber a idéia de que seja apenas isso.

Para tanto, ao ler um ensaio do escritor Marcelo Lopes de Souza, percebi que minhas concepções não estavam tão distantes da realidade então evidente. Para Marcelo existem três visões pré-estabelecidas nos dias de hoje: A primeira é basicamente como citado acima, na qual o problema se reduz apenas às desigualdades sociais existentes. Uma segunda atribui este problema à influência das nossas instituições, que pecam em não repreender com “satisfação” os tais transgressores. Por último, a terceira via que faz a ligação deste caos à falência dos valores éticos e morais que dão rumo a toda e qualquer sociedade.

Podemos dizer que as três idéias são bastante relevantes, pois ao ligarmos os fatores percebemos que estas condizem bastante com a realidade. A grande questão, portanto, está justamente no fato destas simplificarem um problema complexo se apresentando como única verdade existente e absoluta.

Conclui-se então que estas três visões se complementam e muito. As desigualdades sociais no Brasil configuram-se em um fator agravante desse problema. Sem dúvida quando algum dia deixarmos de ser uma nação tão desigual os conflitos serão menos freqüentes. No entanto, a impunidade que somos obrigados a viver graças a incompetência de nossas instituições colaboram ainda mais para a criminalidade. A certeza de que não serão punidos é um grande fator a ser considerado. Os valores como honestidade, ética e moral também estão em baixa. Muitos brasileiros se queixam dos políticos, mas praticam muito do que estes fazem lá em Brasília. Tráfico de influência e suborno são uma das práticas assíduas do povo brasileiro, em sua generalidade. E também é necessário salientar que conflitos e a própria violência são inerentes ao ser humano. Aliar violência à pobreza não foi e nunca será solução para nada. Até porque muitos humildes brasileiros honram sua índole todos os dias trabalhando até altas horas por dia.

Finalmente, sugiro a leitura deste ensaio de Marcelo Lopes de Souza, intitulado “clima de Guerra Civil - Violência e medo nas grandes cidades brasileiras”. Contribui muito para diminuição de nossa cegueira diante de problemas complexos como este.

Um grande abraço a todos.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Com relação ao aluno …

Há dias atrás comentei com todos sobre um aluno que havia me adicionado no orkut. Ao olhar o álbum de fotos dele, deparei-me com imagens relacionadas ao Comando Vermelho, considerada uma das mais perigosas facções criminosas da cidade do Rio de Janeiro. Como professor, e portanto, formador de cidadãos, não haveria como deixar este fato passar despercebido.

Resolvi então, escrever a este jovem para que soubesse do grande erro que estava cometendo. Abordei o fator “apologia” e disse que estava cometendo também um crime grave. Felizmente, o jovem em questão teve o bom senso de retirar as imagens e pedir desculpas a mim. Acho que não só os professores mas todas as pessoas devem zelar pelo futuro do nosso país. Como fazer isso? Justamente trabalhando para que os jovens de hoje não cresçam com valores tão deturpados como vem ocorrendo.

Um grande abraço a todos.

domingo, 3 de junho de 2007

Filosofia em dias de descontração…

É impressionante como até nos momentos de descontração, encontro uma forma de filosofar sobre alguma questão importante no cotidiano. Ontem, no churrasco de confraternização da escola que trabalho, fomos para uma bela casa em Penedo-RJ. Esta cidade é muito famosa por ser conhecida como um pedacinho da Europa em pleno Sul Fluminense. A casa totalmente cercada por uma rica e vasta Mata Atlântica dava a impressão de estarmos em um mundo à parte do que vivemos. Sem degradação, pobreza e desigualdades.

Esse dia foi muito importante para entendermos um pouco mais sobre o processo de degradação da natureza que ocorreu e continua ocorrendo. O homem, em busca do desenvolvimento, situou-se em locais onde a facilidade de locomoção e a proximidade de bens importantes como a água fossem possíveis. Desta forma, entende-se perfeitamente como ocorreu o processo de degradação ambiental em minha região. O Sul Fluminense carioca foi famoso por suas ricas fazendas do ciclo cafeeiro. Vastas zonas de floresta foram retiradas para dar lugar aos milhares de pés de café. Posteriormente com a pecuária, a região foi ainda mais devastada, tudo em nome do progresso e desenvolvimento.

Nossa região foi presenteada, do ponto de vista geográfico, com duas cadeias de montanhas maravilhosas. Somos inclusive conhecidos como Vale do Paraíba justamente por estarmos entre estas duas maravilhosas serras: Serra do Mar e da Mantiqueira. Hoje, temos a seguinte configuração: nas áreas de maior acesso, portanto potencialmente melhores para o desenvolvimento, quase não vemos mais vegetação natural. Nas regiões próximas as duas grandes serras, onde o terreno é acidentado, encontramos os resquícios dessa floresta que há muito tempo não existe em abundância. Penedo está justamente aos pés da Serra da Mantiqueira, próximo ao Parque Nacional do Itatiaia.

Ontem, analisando a região através do Google Earth, percebi que pouco-a-pouco o turismo, também um ramo importante da economia, vai destruindo lentamente o que resta de biodiversidade por aqui. Os vários hotéis, pousadas, restaurantes e casas de pessoas mais afortunadas atuam diretamente neste processo.

E foi assim que o planeta foi perdendo sua rica biodiversidade. Primeiro nos locais de fácil acesso para só depois explorar o que ainda restava nas regiões mais acidentadas. O que resta saber agora é até quando poderemos contemplar tão magnífica beleza do que restou de nossa Mata Atlântica e dos mais variados domínios de vegetação pelo planeta.

Um grande abraço a todos …