domingo, 30 de setembro de 2007

Aviso aos amigos …

Caros amigos,

Nesta semana que se inicia terei de me ausentar do convívio de vocês, devido a uma viagem que farei com destino a Piúma-ES. Como alguns já sabem, ontem, Renata e eu casamos e, por isso, faremos uma lua-de-mel durante o período.

A todos um grande abraço e sucesso!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

O que sei agora que não sabia antes?

Meu amigo Ronald convidou-me para participar de mais este “meme”. Tenho de escrever sobre as coisas que sei agora e que não sabia no passado. Achei a idéia interessante, pois mostra como no decorrer da vida vamos evoluindo, alguns é claro, e mudando totalmente nossa forma de pensar o mundo.

Bom, sempre que penso no meu passado lembro daquele quadro do programa Pânico na TV, de nome “O teu passado te condena”. Digo isso pois meu passado, principalmente antes da minha graduação, poderia me condenar drasticamente, até mesmo pelas idéias que prego e propago em sala de aula.

Sempre fui um jovem de classe média que não tinha muitos obstáculos a vencer na vida. Sempre tive uma família estruturada e que me prestou total assistência durante minha juventude. Entretanto, aquelas visões mais filosóficas e reflexivas de mundo passaram um pouco distante de mim, fazendo-me um rapaz padrão como qualquer outro por aí que achava que o mundo era seu e que poderia fazer o que quisesse sem se importar com qualquer outro tipo de problema no mundo.

Entretanto, encaro a geografia, ciência pela qual me apaixonei e dediquei , como o ponto de partida que realmente iniciou minha vida, não só do ponto de vista profissional, mas principalmente minha maneira de interagir com o mundo e a lutar por um país mais ético e decente de se viver.

A paixão pela leitura quadruplicou e pude entender que em meu ser não havia nada de especial, fazendo crer que não passava de mais um ser humano alienado e manipulado por este sistema que nos rege.

Atualmente, quando penso em mim há anos atrás vejo-me completamente diferente. Agradeço diariamente por isso, pois sei que a maioria esmagadora das pessoas não tiveram e nem terão esse acesso às informações realmente importantes para nossa formação como cidadão.

Contudo, acredito que se eu pude ter esse tipo de transformação, certamente posso contribuir para que inúmeros indivíduos tenham pelo menos a introdução de como é viver a vida de forma ética, honesta e comprometida com os reais valores de um indivíduo responsável pelo sucesso de sua cidade, estado, país.

Os acontecimentos do cotidiano são abordados freqüentemente em minhas aulas para que ao menos os alunos percebam como é importante entender e interagir com estas questões. Posso ser apenas uma andorinha tentando fazer um verão inteiro, mas tenho certeza que ao menos algumas almas conseguirei salvar. Acho que todos deveríamos pensar desta forma.

Por fim, deixo minhas indicações para que os amigos também façam parte desta corrente:

Meu Melhor Amigo

Um outro Olhar

Infinito Positivo

Letras Despidas

Palavras ao Vento

Um forte abraço a todos.

domingo, 23 de setembro de 2007

Progresso?

Ontem tive de ir à escola para cumprir um dos inúmeros sábados letivos que existem ao longo do ano. A proposta era um encontro pedagógico para discutir algumas mudanças na maneira de se preencher o famoso diário, levando-se em consideração a proximidade do fim de 2007. Entretanto, uma notícia um tanto interessante para não dizer extremamente ridícula me chamou a atenção. Os professores foram chamados a atenção pelo fato de apenas 6% dos alunos da rede terem conseguido se recuperar na famigerada recuperação semestral. Pediu-se que analisássemos nossos critérios de avaliação, pois uma porcentagem tão baixa de aprovação não poderia ocorrer novamente.

Meus amigos, o nível educacional, como já freqüentemente relatado aqui, está péssimo. Alunos analfabetos em plena 8ª série são uma constante. Fato que considero lastimável e absurdo e que muitos senão todos fazem vista grossa para tal barbaridade. Muitos não querem saber de estudar, permanecendo apenas na vadiagem. No entanto, somos obrigados a ouvir que os culpados para o baixo rendimento deveu-se ao erro de seleção de critérios para avaliá-los.

Na verdade meus caros, traduzindo a notícia, querem dizer que a “mudança de critérios” passa por uma facilitação sem precedentes para que o aluno consiga a aprovação. Não é interessante que o aluno seja reprovado ou fique de recuperação, pois o governo recebe verba maior dependendo da porcentagem de aprovação no município ou estado.

Desta forma, ao invés de melhorar o nível educacional, capacitar os profissionais, investir em recursos tecnológicos para aproximá-los de aulas cada vez mais produtivas, prefere-se a aprovação praticamente automática de todos os alunos. Digo praticamente pois esta ainda não foi declarada abertamente a todos. Mas no próprio estado do Rio de Janeiro o governador Sérgio Cabral, já vem noticiando esta “grande novidade”.

E o cara de pau do presidente ainda insiste em divulgar o Plano de Desenvolvimento da Educação. Mais uma manipulação descarada. Nas propagandas de tal programa são mostrados adultos recém alfabetizados nos cantões do nordeste, dando a entender que a educação está alcançando os locais mais remotos do país. Esquecem de mostrar que é justamente nos grandes conglomerados urbanos que permanecem as maiores massas analfabetas, alienadas e a mercê de políticos salafrários que se aproveitam da situação. Sinto muito, mas atribuir a ignorância política apenas ao nordeste é ridículo. Se fosse dessa maneira, Maluf certamente não teria ganhado em São Paulo.

Tudo piora e fingimos que nada acontece. Pobre do Brasil!

Forte abraço a todos.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ignorância humana …

O período de estiagem das chuvas em boa parte do Brasil faz-nos refletir sobre como a ignorância do ser humano pode ser gritante. Atrelado as principais catástrofes mundiais nos últimos tempos, facilmente somos levados a crer que algumas daquelas profecias feitas na Bíblia podem estar realmente acontecendo. Seria o fim do nosso planeta? A extinção da raça humana com ajuda da famosa “besta”? Certamente, os principais desastres pelo mundo tem se transformado em um prato cheio para as principais crenças religiosas no mundo.

Entretanto, diante do meu ceticismo avançado relacionados aos assuntos religiosos, posso afirmar-lhes que caso nosso planeta venha a ser destruído, as bestas tão profetizadas certamente terão a mesma origem: Raça Humana. Em nome do desenvolvimento econômico e do individualismo somos obrigados a conviver com indivíduos cada vez mais relapsos aos problemas coletivos da sociedade. Voltando ao tema inicial, a seca vem castigando o clima de boa parte das regiões brasileiras, fazendo a umidade relativa do ar cair drasticamente. Se não bastasse a falta de chuvas, alguns “espíritos de porco” insistem em atear fogo nas pastagens próximas a cidade, causando problemas ainda mais graves a saúde de várias pessoas. Somos obrigados a conviver, então, com a poluição, a baixa umidade do ar e também a quase falta de oxigênio graças as queimadas clandestinas.

Certas vezes, totalmente desgostoso da vida, creio não haver maneiras de reverter o quadro de insanidade aguda em que vive a sociedade. Solucionar nossos problemas não se importando se causaremos outros problemas para diversas pessoas é o que mais acontece. Isso me revolta! Seria difícil agir de maneira que não agredíssemos o direito de ir e vir do outro indivíduo? Procuro viver minha vida sem infringir os direitos dos que estão a minha volta. Aprendi dessa maneira e tenho certeza que qualquer ser humano poderia agir dessa forma.

O grande problema reside na já conhecida crise de valores morais por que passa boa parte da sociedade. Os escrúpulos se esvaem e nos auto-destruímos cada dia mais.

Um grande abraço a todos.

Indicação …

É com tamanha satisfação que recebo o prêmio abaixo do amigo Ronald. É sempre bom saber que conseguimos escrever sobre assuntos que também interessam a outras pessoas. Com a mesma modéstia que o amigo acima também o recebeu, aceito-o e assumo desde já o compromisso de sempre escrever e compartilhar idéias sobre nosso cotidiano e as principais incoerências existentes nele.

Todavia, além da indicação tenho de passar o prêmio a mais cinco amigos que considero possuírem espaços extremamente agradáveis no mundo cibernético. Seguem abaixo minhas indicações:

Infinito Positivo;

Letras Despidas;

Um Outro Olhar;

PerplexoInside;

Lino Resende;

Espero que gostem da indicação, pois foi feita de coração.

Um forte abraço a todos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O Salário dos Deputados

Qual é o salário de um deputado no Brasil? Sabe-se é alto, não só em relação a população brasileira como também em relação ao mundo, como se o Brasil fosse capaz de suportar tamanha demanda desnecessária e totalmente concentrada.

Um deputado federal recebe, após o último aumento, R$ 16.512,00 em valor bruto, que, descontando o Imposto de Renda, em torno de 27,5%, o valor líquido gira por R$ 11.971,20. Além deste valor, os deputados recebem um auxílio-moradia de R$ 3.000, uma verba indenizatória, para gastos variados como combustível e TV a cabo, de R$ 15.000. Eles também têm uma ajuda para despesas postais e telefônicas de R$ 4.268,55 e mais uma verba para transporte aéreo de, no mínimo (mas pode ser bem maior), R$ 4.253,91. Ainda tem um dinheiro destinado para o pagamento de seus assessores que equivale a R$ 50.815,62. Não foram contabilizadas as despesas médicas, o direito a publicações, o material de escritório e as despesas com a manutenção da câmara, todas reembolsadas.

Cada deputado mensalmente embolsa, portanto, pelo menos R$ 98.728,08.

Isto tudo sem contar o dinheiro roubado pelos políticos, o dinheiro desperdiçado, desviado para outros fins, desaparecido, ‘encuecado’…

Pensando em um parâmetro federal, há 513 deputados e 81 senadores, somando 594 representantes do Poder Legislativo. No total, temos 21 mil funcionários e assessores que consomem mais de R$ 4,5 bilhões anuais (isto é, R$ 4.500.000.000,00) dos cofres públicos, ou seja, do nosso dinheiro. Isto tudo para fazer o serviço medíocre que eles fazem, nos únicos três dias de trabalho durante a semana (de terça-feira a quinta-feira).

Vamos analisar a situação da massa trabalhadora do Brasil. Nosso país é um dos piores quando o assunto é distribuição de renda. Já chegou a ficar em último na lista mundial, ou seja, mais concentrado do que Serra Leoa e outras nações bem mais pobres que nós. Apenas 1% dos mais ricos detêm a mesma parcela de renda equivalente dos 50% mais pobres. Mais de ¼ da população urbana não tem acesso ao saneamento básico, aproximadamente 7 milhões vivem em favelas ou assentamentos, apenas 18% dos jovens estão matriculados no ensino superior, a média de anos de permanência na escola é 6,1…

Os trabalhadores, que honestamente trabalham de, no mínimo, segunda-feira a sexta-feira, não recebem todos os adicionais para arcar com despesas de telefone, casa, combustível, energia, transporte, assessoria etc. Muito pelo contrário, tem sua renda tomada pelo estado em 41,5%, somando a quantidade de impostos e contribuições diretas e os impostos embutidos em bens e serviços. Isto significa que de janeiro a maio, em um ano, é como se o trabalhador suasse a camisa apenas para dar dinheiro ao estado. Em suma, trabalha de graça.

Pesquisas realizadas em 2002 mostraram que da população brasileira, 26,77% possui uma renda mensal entre R$ 500 e R$ 1.000; 21,67% entre R$ 250 e R$ 500 e 18,24% abaixo de R$ 250. O resto, que corresponde a menor parte (33,32%), se divide entre classe média alta (renda acima de R$ 5.000), classe média média (entre R$ 2.500 e R$ 5.000) e classe média baixa (entre R$ 1.000 e R$ 2.500) que, por sinal, predomina entre os outros dois tipos de classe média.

O que se dá para concluir de tudo isso?

Com todos esses benefícios dados aos nossos líderes (dá até nojo chamá-los assim), deveríamos estar bem melhor. Não precisaríamos pagar escola particular, ter plano de saúde para hospital privado, gastar com segurança própria etc. Mas não… o estado não nos fornece praticamente nada, nem a vontade de continuar no país, pois a ilusão de que um dia isto melhorará vai se apagando a cada novo escândalo que vemos acontecer.

Se todas as reformas necessárias para um melhor país vão passar pela aprovação deles, inclusive a redução de tributos e diminuição de seus salários, o que podemos esperar? O que podemos fazer? Se existisse uma barreira entre o bem e o mal, seria muito mais fácil lidar com os oponentes. Mas eles estão aqui, entre nós, o que podemos fazer para mudar se são eles os maiores responsáveis por mudanças?

Adriano Senkevics escreve para o Letras Despidas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Atitude contra o senado.

Depois da safadeza generalizada de ontem em Brasília, sinto que não podemos apenas ficar manifestando nossa indignação. É preciso tomar atitudes mais enérgicas diante de todas as afrontas que nos são feitas atualmente. Ao comentar hoje, na sala dos professores, sobre o acontecido de ontem, fiquei perplexo com a resposta que obtive de boa parte dos “mestres” que ali estavam. “Fazer o que, não é mesmo?”, “É mais um que se safa nesse país”, “que vergonha o quebra-pau, vocês viram?”.

Por se tratar de uma classe dita “pensante”, imaginei encontrar respostas muito mais construtivas a respeito do problema. Se nossos professores freqüentemente já pensam dessa forma, o que será da grande massa desprovida de educação e formação crítica necessárias para a verdadeira cidadania?

Proponho a todos da blogosfera divulgar a lista completa dos senadores coniventes com o “ato profano”, para que fixemos os nomes daqueles que não devemos colocar novamente no poder. Todos são cúmplices, até mesmo os que votaram a favor da cassação do senador. Certamente uma votação finalizada em 81 a 0, ficaria ainda mais feio para o senado. Logo, não é difícil deduzir que o resultado nada mais foi do que uma maquilagem para mostrar que mesmo sendo secreto, houve uma “democracia” durante o processo.

Os blogs já representam uma parcela significativa no processo de formação de opiniões. Que unamos forças por uma causa justa, em nome de um Brasil profundamente melhor.

Forte abraço a todos.

PS. Acredito, sem colocar a mão no fogo, que senadores como Eduardo Suplicy e Cristóvam Buarque tenham realmente votado a favor da cassação. Mas o resto …

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Não temos um presidente

Já chegamos a uma situação extrema! Como podemos crescer se os nossos representantes estão contra nós. Eles se escondem atrás do montante do nosso dinheiro e apenas respondem com mentiras. Todas as mudanças definitivas vão se tornando sonho dos honestos. Todas embaladas com aquele gosto de falsidade típica de quem deveria nos conduzir à verdade.

Perdi a esperança. Perdi a vontade de acreditar no país. Aquele nacionalismo apedrejado, que mora num fundinho encardido do nosso peito, tem cada vez mais vergonha de sair à tona. A humilhação é tanta que parece que o ideal é ser, de fato, um cético rude.

Quem manda neste país? Não temos um presidente, temos vários. Elegemos uma meia dúzia de canalhas. O resto fica por conta deles. Temos um governador federal (vulgarmente chamado de Presidente da República), uns governadores estaduais, os juízes, os advogados, os grandes empresários, os banqueiros e até os líderes de quadrilha.

São eles que decidem que horas devemos voltar para casa, como é nossa casa, se teremos ou não casa. Eles que decidem nosso estilo de vida, nossos custos, nosso salário. Escolhem o nosso voto, a nossa consciência, a nossa voz. Os nossos desejos.

Eles, que em uma mão mantém sua vida pessoal bem remunerada, em outra, a vida de uma pessoa, de uma sociedade, de um estado, de uma nação. Mas, ao invés de cumprirem seu papel de bons papais e bons trabalhadores, preferem enganar toda a massa, seu eternos servidores otários. Eles querem ser mais do que humanos, querem ser cafetões da política, onde as instituições seriam suas prostitutas e nós, a população, um velho cliente de prazeres efêmeros.

Eles não têm dinheiro. Eles usam o nosso dinheiro. O dinheiro do povo, da ‘plebe ignara’, que trabalha com base na utopia de noites infindáveis. Povo e político fazem uso do ‘jeitinho’. O povo rouba, mas faz! O político usa o lema de que “rouba, mas faz”. Um rouba do outro.

O Brasil têm vários presidentes, mas não têm governo. E nem povo. Falta seriedade, tanto para quem paga quanto para quem recebe, tanto para quem bate quanto para quem apanha. O político pobre e esperto vive do dinheiro do povo rico e burro. E o político gosta. O povo também. Um recebe um enorme salário, diversos auxílios e ainda um adicional oculto no fim do mês; o outro recebe uma miséria, paga uma grana e se sente satisfeito enquanto existir os poucos direitos que conhece.

Um fica se lamentando, o outro rindo. O que dá o dinheiro, chora. Pouco se importa para quem vai o seu dinheiro. O que recebe, comemora. Pouca se importa para quem lhe pagou. Assim vamos caminhando: com uma “governocrassia” – na prática, pura anarquia – de diversos presidentes, cuja pluralidade não soma em nada. E se não for cobrada, então parece que ‘nada’ é uma boa resposta.

Adriano Senkevics escreve para o Letras Despidas.

Brasileiros idiotas …

A absolvição de Renan Calheiros nesta tarde de quarta-feira tem um significado muito importante para todos nós brasileiros. É mais ou menos a mensagem que estava estampada na cara do maldito senador:

“Tolos e idiotas brasileiros, por mais que reclamem eu estou imune a todos vocês. Sou poderoso e nada acontecerá comigo.”

Por quanto tempo nós, passivos brasileiros, seremos humilhados e feitos de imbecis por esses políticos? Somos muito permissivos diante de tudo.

Grande abraço.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Formas fáceis de se ganhar dinheiro.

Há tempos que venho refletindo sobre o assunto e vendo que ao mesmo tempo que muitos trabalham arduamente para conseguir o seu trocado, outros arrumam formas fáceis para que o dinheiro chegue sempre em abundância. Nosso Estado-Nação, de forma bastante características, sempre legisla a favor da constante “engorda” dos cofres públicos.

Hoje, tive de sair logo cedo para fazer minha inspeção anual do cilindro de gás natural, que possuo no veículo. Para quem ainda não sabe, todos aqueles que possuem GNV - Gás Natural Veicular, devem fazer todos os anos uma inspeção para que seu veículo passe pela vistoria do DETRAN-RJ. A princípio pode parecer interessante, afinal verificar se seu cilindro está em condições adequadas parece prudente e correto para a felicidade de todos. No entanto, essa inspeção é executada em apenas alguns estabelecimentos já credenciados pelo DETRAN-RJ. Aqui em Barra Mansa são apenas duas lojas. Ou seja, todos os anos tenho de me dirigir aos mesmos estabelecimentos e pagar uma singela quantia para devida verificação. Como e por que será que apenas estes dois estabelecimentos executam essa “árdua” tarefa?

No ano passado tive de desembolsar R$80,00. Desta forma, acreditava que se houvesse algum aumento, não teríamos muita diferença. Todavia, neste ano de 2007 a quantia a ser paga foi de R$100,00, graças ao já reajuste tradicional e a um novo certificado eletrônico que você ganha ao fazer a inspeção.

A vistoria é feita de forma bastante superficial. Nem mesmo o porta-malas é aberto para verificação, ao menos visual, do cilindro. Ou seja, pagamos caro apenas para termos um “papel” que diga que estamos em dia. Nosso país é cheio dessas coisas, pagam-se inúmeras quantias apenas por papéis e burocracia.

Isso sem contar, que ao meu ver, o DETRAN-RJ tem se caracterizado por uma das insituições governamentais mais incorretas do estado, quem dirá do país. Os inúmeros funcionários da entidade não são concursados. O governo prefere burlar a lei e continuar contratando funcionários para que tenham de arcar menos com os encargos de um funcionário. Isso se não levarmos em consideração o emaranhando de “QI´s” que existem por lá.

Resumindo, no Brasil para se ter um veículo é o mesmo de ter de sustentar duas famílias ao mesmo tempo. Todo ano temos um emaranhado de impostos, certificados e vistorias que nos retiram pouco-a-pouco a esperança de que tenhamos um país ao menos mais justo no futuro. Quando será que nos mobilizaremos para mudar tal coisa? Não acredito que seja em breve.

Forte abraço.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Parceria: Letras Despidas - Críticas e Reflexões

Prezados leitores do blog Críticas e Reflexões,

Eu sou Adriano Senkevics, co-fundador do blog Letras Despidas, que inicia uma parceria com este blog a partir de hoje. Deixe-me fazer uma apresentação melhor:

Conheci o C&R casualmente, quando li o nome do blog em alguma parte do Wordpress e achei muito curioso. Como os blogs são, em sua maioria, portadores de notícias fúteis, algo com “Críticas e Reflexões” parecia mais atraente. Ao entrar no blog, deparei-me com um mundo desconhecido, porém familiar. Os textos possuíam abordagem próxima ao que eu dava nos meus textos, as idéias eram parecidas, argumentos, até a idade do blog era parecida! Não deu em outra, entrei em contato com o ilustre Ítalo de Paula Pinto e logo começamos uma parceria.

De hoje em diante, eu terei direito a publicar textos neste blog e o Ítalo no meu, a fim de aproveitar mais espaço que a Internet fornece!

Espero que gostem de minha presença, e faço um convite para que entrem no Letras Despidas( www.letrasdespidas.wordpress.com ) e acompanhem os textos que o Ítalo, minha amiga Bia e eu escrevemos lá.

Vida longa à parceira Letras Despidas - Críticas e Reflexões!

domingo, 9 de setembro de 2007

O machismo na sociedade.




Em uma sociedade como a nossa, machista até não poder mais, fica difícil não depararmos com demonstrações explícitas de “superioridade masculina” por onde passamos. Costumo sempre dizer que as mulheres não devem continuar a reclamar que nossa sociedade é extremamente machista. Afinal, não canso de ver em inúmeras famílias a forma diferente e injusta cujo os filhos são criados. A filha geralmente é obrigada a aprender os afazeres de casa e ser submissa aos ditos dos pais e irmãos. Paradoxalmente, o filho geralmente é criado como o maioral, sendo precocemente, na maioria das vezes, orientado a “comer” todas logo que seu “faro predador” atinja seu ápice. 

O interessante é que ao passo que o filho é encaminhado para “cumilança” alheia, a filha é protegida de forma excessiva para que ninguém venha “comê-la”. Por isso, se querem um mundo menos machista e mais justo, que comecem a educar seus filhos de forma semelhante. Se o homem pode ir para gandaia, que a mulher tenha o mesmo direito. Entretanto, se não quer que sua filha tenha esse tipo de vida, que seu filho também seja privado.

Todavia, o motivo deste artigo diz respeito a uma demonstração de “poder” muito freqüente, ainda mais nesses tempos de orkut. Fotos contendo inúmeros rapazes em festas, ostentando sua latinha de cerveja são constantes. Como educador, presencio inúmeros pré-adolescentes exibindo seu “artefato” alcoólico como forma de demonstrar que: “Sou fodão, tomo cerveja e isso significa que sou homem de verdade”. O que percebo é que geralmente o intuito é de mostrar mais a latinha do que sua própria imagem. Como citado acima, a lógica é a seguinte:

“Bebo cerveja logo sou homem.”

O que gostaria de explicar para todos é que o sentido da palavra “homem” tem se deturbado ao longo dos tempos. Homem não é aquele que tem mais força, mais inteligência ou fale mais alto. Muito menos os grotescos na forma de agir e se expressar. O verdadeiro homem é aquele que consegue conquistar níveis consideráveis de ética, respeito, honestidade e responsabilidade. Aquele que sabe respeitar uma mulher como ela verdadeiramente merece. Aquele que paga seus impostos, cumpre seus deveres e luta pelos seus direitos, em nome de um país cada vez melhor. Aquele que não permite que aconteça qualquer tipo de injustiça a sua volta. Por fim, é aquele que jamais tenta burlar qualquer tipo de lei ou sistema em benefício próprio ou de pessoas próximas.

Quando vejo essas “demonstrações masculinas”, não canso de afirmar em minha mente: Tolos e imbecis, enquanto exibem sua “superioridade”, inúmeros direitos lhes são roubados. Lastimável …

Um forte abraço a todos …

sábado, 8 de setembro de 2007

Justiça seja feita.

No post anterior fiz duras críticas ao sistema público de saúde devido ao mau atendimento de uma profissional da área. Todavia, não poderia deixar de passar por aqui para relatar o que me acontecera na madrugada de sexta-feira, quando novamente tive de voltar ao hospital devido a fortes dores no ouvido.

Desta vez fui atendido por um jovem médico que se mostrou desde o início preocupado com minha doença. Fez inúmeras perguntas, me examinou e medicou de acordo com as necessidades.

Aquele mesmo hospital que há dias atrás tinha sido mal atendido, acolheu-me com total atenção e cuidados. Sinal de que temos de ficar de olho, pois como sempre digo é importante para todo Brasil a eterna luta pelos nossos direitos.

Forte abraço a todos.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Saúde pública

Como havia dito no post anterior, venho sofrendo com uma gripe que insiste em não ir embora. Desde sexta-feira permaneço com dores no corpo e os demais sintomas tradicionais da doença. Entretanto, desde domingo à noite vinha sentindo uma forte dor no peito e começava a temer ser o início de uma forte pneumonia. Como sei que com pneumonia não se brinca, tratei logo de ir à Santa Casa aqui de Barra Mansa para saber o que o médico diagnosticaria.

Durante o trajeto até o hospital fui me preparando psicologicamente para ter de esperar por um bom tempo por minha consulta. Todavia, ao chegar no recinto deparei-me com uma situação um tanto atípica. O hospital estava praticamente vazio e em fração de segundos estava a descrever meus sintomas para a médica. Nesse momento fiquei um pouco mais tranqüilo, pois quando falamos com um profissional a sensação é de que estamos mais protegidos diante das enfermidades. Pelo menos é essa a impressão.

Contudo, ao conversar com a médica a sensação passou a ser totalmente oposta àquela imaginada. Não olhou no meu rosto, muito menos examinou minha respiração ofegante. Puxou o bloquinho e tratou de me passar uma lista de remédios. Nesse momento comecei a pensar: Não é possível, isso não está acontecendo comigo. Comecei a sentir uma raiva tremenda da situação. Sai do hospital e rasguei a receita médica diante de inúmeros profissionais do hospital. Expressei em alto e bom som minha indignação com o ocorrido.

É impressionante a sensação que temos quando vamos a um hospital público. Geralmente parece que estamos recebendo favor do hospital. Gostaria de salientar neste espaço que o hospital público é pago com o suor diário de todos nós. Os inúmeros impostos que somos obrigados a pagar servem para nos propiciar serviços básicos a manutenção da vida. Pelo menos na teoria é assim que funciona. Poderia também entrar no tão falado assunto da prorrogação da CPMF, cujo destino deveria ser o investimento na saúde. Porém, como a crítica ao sistema público de saúde é freqüente, reservo-me agora a abordar um outro assunto que pouca gente aborda.

Falemos agora da atitude da médica que além de não avaliar as condições físicas do paciente ainda receitou inúmeros remédios sem conhecer o histórico da pessoa. Acho que esqueceram de avisar para esta pessoa que ela deve cumprir o juramento que fizera quando concluiu medicina. Independente do descaso do SUS com os profissionais, não se justifica tratar com ignorância e desprezo os pacientes da rede pública de saúde. Quantas pessoas por esse Brasil à fora não passam pela mesma situação e por falta de conhecimento não reivindica seus direitos como cidadão brasileiro? Os problemas no Brasil sempre são os mesmos e nunca mudam. Mas não mudam somente pela corrupção e falta de vontade política dos políticos, mas também por falta de comprometimento da sociedade em querer mudar o atual quadro. Inúmeras pessoas reclamam e problemas variados, mas a crítica fica apenas na palavra. Nada é feito nas vias legais em nosso país.

Saí revoltado do hospital e prometendo não ficar parado. Pode não dar em nada minha luta, mas certamente estarei fazendo minha parte. Justamente a mesma coisa que cada um de nós cidadãos brasileiros deveríamos estar fazendo nessa hora.

Um grande abraço a todos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Tempo seco e vírus no ar …

Nosso país, pelo menos nas faixas próximas ao mar, é caracterizado por invernos secos e verões chuvosos. Até aí, nada de mal nessa constatação. O grande problema é que no meu caso não vejo a hora de sairmos desse período de estiagem de chuvas, onde predomina a seca e o excesso de doenças respiratórias pairando por aí.

Na última sexta-feira peguei uma gripe das brabas. Passei o final de semana “de molho”, sem disposição para coisa alguma. Hoje, alguns dos sintomas da gripe se apresentam mais fracos, entretanto uma tosse chata insiste em continuar. Tentarei trabalhar da melhor maneira possível, mas caso não melhore terei de ir ao médico à noite.

Mas é isso aí, como diz o Doutor do Fantástico, esse foi apenas mais um dos milhares de vírus que existem por aí. Pelo menos em breve estarei imune a este que me deixaste totalmente “arriado” na cama.

Que venha o próximo vírus da gripe! Com uma ressalva, venha depois de um certo tempo, ok ? :)

Forte abraço a todos.

sábado, 1 de setembro de 2007

Voto aberto

Em contribuição a campanha do amigo Ery Roberto, faço um apelo a todos por mais essa luta. O voto secreto tem de acabar para que saibamos o que nossos políticos fazem por baixo dos panos. Somente assim estaremos caminhando para uma democracia menos demagógica.

Forte abraço…