sexta-feira, 28 de março de 2008

Cuba de portas abertas...

Parece mesmo que a pressão para que Cuba se tornasse capitalista foi mais forte. Passado pouco tempo da posse definitiva de Raúl Castro, o presidente começa a abrir as portas do país para as mais variadas tecnologias.

Essa abertura econômica era inevitável e a tendência agora é estar cada vez mais junto aos ideais capitalistas. Resta saber se a população também não terá de arcar com o lado negativo do sistema liberal, que tanto vem oprimindo nos últimos anos. Posso estar errado, mas não acredito que Cuba se transforme em um referencial ou modelo econômico. Se tudo continuar como se prevê, em breve teremos inúmeras empresas estrangeiras querendo tirar lucro da abertura econômica, sucumbindo toda população às desigualdades sociais. Teremos um pequeno grupo de afortunados explorando a grande maioria. Não que fosse diferente nos tempos do comunismo, mas tudo isso serve para refletirmos que na verdade nenhum sistema pode ser concebido sem analisar os prós e contras. O comunismo jamais foi só desgraça, assim como o capitalismo jamais será a perfeição materializada.

Como sempre disse, seria bom se conseguíssemos puxar o capitalismo para um modelo voltado ao social. Como isso se torna praticamente utópico, resta-nos lutar por um mundo um pouco mais ético. Mesmo que seja apenas no nosso círculo social. Sem dúvida esse é o caminho para o futuro.

Um grande abraço a todos.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Exemplo argentino.

Não é impressionante ver como os argentinos exercem bem o papel de uma sociedade antenada com o problemas de um país? Mostra que enquanto ficamos satisfeitos em dizer que ganhamos deles no futebol, estes mesmos nos massacram quando o assunto é cidadania e comprometimento com a vida política da nação. Tenho inveja dos nossos vizinhos.

Por aqui o que mais nos interessa é saber quem venceu o Big Brother. É, estamos longe do desenvolvimento intelectual e crítico tão sonhado por muitos.

Pão e Circo para o povão...

Forte abraço a todos.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Língua Portuguesa e o Estrangeirismo

A língua portuguesa se parece muito com o Brasil cosmopolita. Nosso país abriga pessoas, que já formaram gerações, de diversas regiões do mundo – a nossa miscigenação tão falada. O paralelismo entre a nação e a língua é justamente pela introdução de fatias de outras culturas.

Quanto aos estrangeirismos, algumas expressões já foram “abrasileiradas”, como o caso do verbo ‘deletar’. Outras são usadas do jeito original, como fast-food, overbook e outras expressões que facilmente poderiam ser trocadas por um similar nacional, mas que insistem em permanecer como exceções à regra.

O Projeto de Lei 1676, de 1999, de autoria do deputado Aldo Rebelo, procura eliminar o uso desnecessário dessas expressões, na tentativa de valorizar a língua nacional. A polêmica em cima disso reside no seguinte questionamento: é realmente necessário proibir por lei o estrangeirismo? Se for o caso, a lei surtirá efeito?

Na minha opinião, a resposta para ambas as perguntas é ‘não’. Primeiramente, mesmo sendo contra o uso excessivo de estrangeirismos, não considero válida a criação de uma lei para este fim. Cada um deve usar ou não a língua portuguesa por uma questão moral, e não legal. Além do mais, a língua é um importante “indicador de soberania cultural”, por isso, se o português está desvalorizado, não será uma lei que reverterá este problema.

Todavia, lamento pelo excesso de expressões inúteis que encontramos na publicidade, tanto de TV quanto em outdoors (esta palavra já é praticamente consagrada no idioma), e também no mundo de negócios. Expressões toscas como go ou not go são totalmente descartadas.

O motivo da valorização de estrangeirismos, em especial de origem norte-americana, é o contato cotidiano com o inglês, devido à globalização, que gerou uma certa idéia de status (outra expressão estrangeira), assim, parece mais fino falar pelas expressões que exigem uma ‘forçadinha’ no sotaque. Além do mais, demonstra mais intimidade com outras línguas, parecendo que domina não só o português, mas o estrangeiro também.

Se a população está agregando ao seu vocabulário cada vez mais palavras estrangeiras, enquanto desconhece a própria língua, o problema está no que causa isto tudo, e não na conseqüência. Estrangeirismo é apenas uma conseqüência da crescente convivência, absorvendo diversos costumes, com a cultura norte-americana. Herdamos muitas características do nosso vizinho estadunidense, como a arquitetura atual da cidade, o hábito de andar em grupos, tribos urbanas que provém daquela cultura, há grande contato com a música ianque muito mais do que com a de outros países, as comidas rápidas ou semiprontas, a grande audiência de filmes hollywoodianos etc.

Tudo encaminha a uma interseção de línguas: em alguns pontos bem dosada; em outros, exageradamente inútil. Diante dessa relação costumeira do uso, mesmo que indevido, proibir estrangeirismos por lei seria tão inútil quanto proibir desvios gramaticais ou gírias. Será que realmente vale a pena este confronto? Não seria melhor pensar por que uma pessoa prefere um termo estrangeiro em vez do nacional? São pontos, logicamente, muito mais difíceis de serem tocados. Talvez por isso sejam ignorados.

Adriano Senkevics escreve para o Letras Despidas

quarta-feira, 19 de março de 2008

Papel do professor no século XXI.

Sendo um professor jovem e portanto ainda sem a experiência devida, sempre procurei vários conceitos e idéias de como ser um professor ideal. Levando-se em consideração a nossa atual conjuntura isenta de valores éticos e morais por parte da nossa sociedade, tornar-se um professor de qualidade é uma tarefa mais árdua do que nunca.

Diante dos atuais problemas de aprendizado dos alunos, constantemente ouvimos a informação de que isso era justificado pela falta de preparo e didática dos educadores. Desta forma, freqüentemente buscava dar aulas de formas diferentes das tradicionais. Ora usando da irreverência, ora utilizando os mais variados recursos tecnológicos que me eram concedidos. Na medida do possível. No entanto, constatei um grande problema nos alunos atuais. É claro que possuímos alunos distintos e, portanto, com realidades diferentes. Todavia, a grande maioria possui uma característica bastante peculiar.

Os pais, de forma geral, atribuíram a função de educar para a escola, se abstendo totalmente da sua responsabilidade. Além da questão disciplinar que está cada vez mais fora do controle, valores como ética e honestidade andam cada vez mais ausentes dos meios familiares. Se possuímos, então, alunos sem a devida orientação dos pais, desde as primeiras fases da vida, dificilmente a escola conseguirá obter êxito.

Em muitos conflitos na escola, os pais tomam partido de seus respectivos filhos contra um professor ou mesmo contra a escola. Com isso, a maior parte dos alunos possui o aval de seus responsáveis para que continuem praticando atos dolosos à ordem da instituição. Desta forma, percebe-se como anda difícil conseguir um padrão elevado de ensino.

Atrelado a este problema, a atitude de órgãos voltados ao "direito" da criança, acabam por ajudar a proliferação de pseudo marginais na escola. Sem ter como se defender, a escola fica a mercê de alunos problemas sempre encarados como vítimas do sistema. É claro que não podemos bani-los da sociedade, afinal de contas realmente são vítimas do atual modelo. Contudo, na atual condição, deixam de dar a devida atenção para os alunos realmente comprometidos com o ensino, para bajular menores infratores que deveriam estar recebendo tratamento especial do estado.

Muitos acreditam que o futuro da educação está na tecnologia, outros na inovação da didática e performance dos professores. Alguns ainda dirão que o que falta é investimento na infra-estrutura. Mas digo a vocês de todo coração, enquanto não trouxerem os pais para a vida estudantil dos alunos fazendo-o trabalhar em cooperação com as escolas, dificilmente teremos bons frutos no futuro.

Pode não parecer muito claro para alguns, mas tenho exemplos próximos que comprovam essa afirmação. Somos em quatro irmãos em minha casa. Contando com os sobrinhos e filhos somam-se mais seis até agora. Nenhum até hoje obteve reclamações na escola e sempre foram destaques pela disciplina e aplicação nos estudos. Necessário salientar que sempre estudamos em escolas públicas. O segredo desse sucesso? Pais realmente comprometidos com o futuro de seus filhos. Apenas isso.

Um grande abraço a todos.

terça-feira, 18 de março de 2008

Este blog responde comentários em posts antigos.

Muitos assuntos poderiam ser debatidos com maior intensidade se continuássemos alimentando os comentários dos nossos posts com novos questionamentos e informações. Perdemos ótimas oportunidades de conhecer outros pontos de vista e aprender mais sobre qualquer assunto.

Por isso, aproveito o movimento iniciado pelo amigo Ery Roberto, e a partir de agora faço parte do movimento de respostas aos comentários de posts antigos. Sinto falta daquele debate que tenho já há algum tempo me afastado por motivos do nosso cotidiano.

Então é isso. Espero muitos por aqui comentando e debatendo. Também farei de tudo para participar das conversas nos blogs dos amigos.

Um forte abraço a todos.

Crise norte-americana



Parece-me um tanto paradoxal assistir, em pleno início de século XXI, a maior potência do planeta, responsável por difundir as idéias de livre comércio dentro do modelo neo-liberal, entrar em colapso. A crise que começou pequena nos últimos meses parece dar sinal de que não será apenas uma tormenta imperceptível. É justo lembrar de que uma crise de grandes proporções por lá afetaria drasticamente nossa economia. Mesmo que hoje dependamos menos deles.

Contudo, aquela máxima que diz que pimenta nos olhos dos outros é refresco justifica muito bem o período que nossos "amiguinhos" do norte passam.

Forte abraço.

domingo, 16 de março de 2008

Como a vida é cíclica

Parece engraçado mas certas vezes me esqueço de que tenho um blog. Gostaria de estar com vocês mais vezes, mas sinto que jamais poderia fazê-lo sem a devida inspiração para com este espaço. Sinto falta daquela energia que sentia ao escrever e estar em constante contato com meus amigos "cibernéticos".

A vida é feita de ciclos. Através destes somos capazes de executar as mais variadas tarefas e sentir um intenso prazer em fazê-las. Acredito piamente que meu ciclo de blogueiro não se foi. Acho até que jamais se acabará, pois ainda faço planos para o futuro nesse sentido. A vontade diminuiu, é verdade. Mas parece que quando menos esperar um surto de inspiração me consumirá fazendo-me regressar àquele verdadeiro e intenso blogueiro de outrora.

Deixo, muitas vezes, de escrever sobre assuntos polêmicos e atuais. Tornar-me uma pessoa menos radical e adepto ao esclarecimento e análise racional de um problema fez com que muitas daquelas idéias que defendia se esvaíssem de sentido. A velha relação dicotômica entre esquerda e direita, por exemplo, assumiu um caráter distinto daquilo que sentia há pouco tempo atrás. Não as vejo como rivais, mas como idéias ou ideais que devam coexistir intensamente. Não consigo imaginar um mundo capitalista conservador sem o confronto com idéias que ajudem a diminuir as opressões. Da mesma forma que jamais concordaria com a existência de um regime de esquerda, sem o confronto com idéias de centro ou extrema direita. O confronto é fundamental para o desenvolvimento dessa tal democracia ainda cruel e desigual.

Mais ou menos assim ...


Fico por aqui, um forte abraço a todos.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Células-tronco e a falta do que fazer dos poderosos...

A Igreja Católica, mais uma vez, inicia uma corrente contra o desenvolvimento científico. Desenvolvimento este que beneficiaria milhares de pessoas com patologias sem cura nos dias atuais. O mais interessante é que a justificativa faz referência a defesa da vida em todos os aspectos. Se a instituição estivesse tão preocupada com isso perderia menos tempo acumulando riquezas no vaticano e repartiria com os mais necessitados do continente africano por exemplo. Não defendo um bolsa "esmola" em escala global, mas o Vaticano, com toda sua imponência, poderia trabalhar mais pela vida dos realmente vivos, que agonizam diante de um sistema predatório e excludente que a própria igreja ajudou a difundir em várias oportunidades.

Um simples desabafo contra uma instituição que manipula e distorce realidades. Seus fiéis cegamente seguem uma idéia sem questionamento algum.

Por fim, confira mais sobre o tema na coluna de hoje de Hélio Schwartsman.

Grande abraço.