sexta-feira, 30 de maio de 2008

Agressão de ex-aluno deixa professor inconsciente no DF

Apenas para reiterar o que havia dito no post de ontem sobre a violência nas escolas. Na última quinta-feira (29), um professor foi agredido na cidade de Ceilândia, próximo a Brasília. O professor vinha sendo ameaçado por um ex-aluno há mais ou menos oito anos. Mais uma vez isso demonstra como andam as condições de trabalho de um profissional tão essencial para qualquer sociedade. De quem seria a culpa? Mais uma vez uma vítima da sociedade? Ou o excesso de certeza de impunidade? Assim como antes, afirmo que esse problema é complexo e reside em inúmeros fatores problemáticos. Mas, desde já saliento que a pobreza nunca foi e nunca será desculpa para crimes ou agressões físicas.

A matéria na íntegra você confere aqui.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Agressão física no ambiente escolar...

Essa semana tive conhecimento de um fato grave que ocorrera na escola onde leciono. Um colega de trabalho foi agredido fisicamente por um aluno. Fato grave que, infelizmente, vem ocorrendo com certa freqüência pelos corredores das escolas do país.

É certo que poderíamos transcorrer sobre as mais variadas facetas da violência. Poderíamos, inclusive, tentar entender os reais motivos para uma agressão dessa magnitude. Nessa hora, geralmente órgãos voltados para o "direito dos pobres e oprimidos" tratam logo de defender o agressor. "Uma vítima da sociedade", ou mesmo "cresceu sem estrutura familiar". Devemos concordar realmente que nossa sociedade passa por um momento delicado, de total falta de ordem. Todavia, mesmo levando os fatores sociais em consideração, devemos lembrar que nosso país vive momentos de muita impunidade. A inversão de valores, que venho sempre salientando, é tão grande que tudo passa a ser normal. Logo, o incorreto passa a não ser punido como deveria. São políticos e criminosos sendo absolvidos constantemente. A sociedade assiste praticamente de mãos atadas, pois como brasileiros não temos a noção da nossa real capacidade.

Meu nobre colega teve a atitude de comunicar o fato à direção do colégio, que por sua vez concedeu três dias de suspensão para o aluno. Mas, penso que uma atitude grave como essa deveria ser tratada com a devida atenção. Agressão física é caso de polícia, para boletim de ocorrência. Mesmo sendo menores de idade, os pais devem e precisam começar a responder a justiça pela atitude errônea de seus filhos. Como isso não ocorre, corremos o risco de alimentar a coragem de outros agressores por aí.

O Conselho Tutelar que, por sua vez, mais parecem trabalhar contra a escola e os professores geralmente não se manifestam nesses casos. Não seria justamente essa a hora de um órgão tão louvável como este agir? Quando o contrário se manifesta, os professores e a direção do colégio precisam andar na linha para não transgredir os "direitos da criança e do adolescente". Aliás, direitos existem, mas as obrigações passam longe de serem abordadas. Seria mais ou menos o que ocorre com os órgãos ligados aos Direitos Humanos, que preferem defender menores infratores ou delinqüentes perigosos, do que a população comprometida com o valores da cidadania.

Devemos agir, gritar e lutar contra a violência e todo tipo de agressão aos valores realmente importantes. Afinal, como dizia Martin Luther King "O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Educação no Brasil: o que falta é fundamento

Quanto ao índice que aponta para a qualidade do ensino médio público, nem deveríamos ficar surpresos. De 0 a 10, conquistamos um pequeno 1,41. As razões para a baixa qualidade são listadas em principalmente quatro: ausência de professores, ausência de interesse dos alunos, falta de articulação entre escola e família e condições precárias de trabalho.

A educação brasileira paga o preço do jeitinho. Os professores faltosos estão encostados num sistema que só dá brecha, sem cobrar resultado. O professor vê que pode faltar, vê que não há uma fiscalização, isto tudo somado à falta de respeito e organização leva à plena atividade do jeitinho brasileiro.

É bem verdade que quase não há envolvimento entre pais e escola. Este é um dos problemas que mais alimentam o ciclo vicioso da má educação, porque o aluno não encontra amparo nem na família e nem na escola. E também não dá para dizer que a infra-estrutura é boa porque não é. Se não há um braço forte que seja contundente nas decisões e respeito, a escola fica entregue ao caos, é tomado pelos alunos sem nenhuma orientação.

No entanto, mais importante que uma boa infra-estrutura, ou que um salário maior ou qualquer coisa, é professor com vontade e capacidade de ensinar. Se o aluno não enxergar um sistema sério, organizado, ele com certeza dará as costas. Desacredito no poder dos computadores na educação, nas aulas extracurriculares de tarde, nas oficinas e feirinhas culturais, nas excursões eventuais. Falta, mesmo, é o fundamental.

Todas essas outras ferramentas são acessórios, só funcionam se estiverem bem direcionadas, dando algum sentido ao conteúdo ensinado, transpondo do ambiente monótono da sala de aula para um ambiente mais prático, mais realista. Para isso, é fundamental um corpo docente qualificado e uma disposição por parte dos cargos administrativos em melhorar a escola.

Não adianta alta tecnologia se não há cabeças para guia-las. Tampouco professores que mal sabem a próprio disciplina que ministram ganharem um salário grande, como se o salário fosse o incentivo para o professor ensinar de vez os alunos. A questão é: o professor tem capacidade para isto?

Deve haver, portanto, compondo o fundamento da escola, uma equipe disposta a cobrar, lecionar e gerenciar bem os gastos e planos. Para isso, a seleção de professores deve ser mais rigorosa, com uma fiscalização que exija do professor o seu papel principal: transmitir conhecimento. Por isso gosto de focar nos professores, nos diretores e nos cargos administrativo: são eles que vão conduzir os outros elementos de ensino.

Adriano Senkevics escreve para o Letras Despidas

domingo, 25 de maio de 2008

Senna de volta ...



Bruno Senna foi o responsável por muitos brasileiros sentirem uma intensa nostalgia dos tempos felizes na Fórmula 1. Vencer em Mônaco não é para qualquer um. O tio Senna havia vencido 6 vezes, mas há tempos não víamos um brasileiro no alto do pódio pelas bandas do principado. O vídeo acima ilustra o que realmente significou essa fantástica vitória do mais novo Senna das pistas. Esperamos que esse sucesso continue quando estiver na Fórmula 1!

Grande Bruno Senna do Brasil !

Um grande abraço a todos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Sinal de vida ...

Passando por aqui apenas para lembrar que o período que passo sem postar pode ser justificado pela falta de assuntos plausíveis para serem discutidos. Não que acontecimentos importantes não tenham acontecido. Mas, como boa parte da mídia e blogs fazem o papel de veicular e expor a opinião sobre estas questões, reservo-me a aguardar algum tema que julgar mais interessante e que nem todos dão a devida importância.

Tenho aproveitado os últimos dias para voltar a pegar firme com um dos hobbies que sempre tive. O ciclismo sempre foi muito importante, mas sem muito incentivo e falta de tempo acabei largando por um tempo. Recentemente adquiri uma bicicleta mais adequada para relevos acidentados e, portanto, volto pouco a pouco àquela prática antiga. Já havia, inclusive, falado sobre o assunto há alguns meses atrás. Volta e meia, eu e meu cunhado escolhemos um trajeto e percorremos uma média de 30 quilômetros. Fico extremamente satisfeito, pois trabalho a parte física e também a psicológica. Volto sempre mais leve para casa. Outro detalhe é que voltando a andar com a bicicleta tenho a plena consciência de que estou fazendo a opção por um meio de transporte que será, sem dúvida, o futuro do planeta. É barato, saudável, ágil e prático.

Em breve colocarei algumas fotos de passeios feitos pela região.

Um grande abraço a todos.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Inesquecível Frank ...




Apesar de minha pouca idade, um dos maiores ídolos da minha vida se foi há exatamente 10 anos. Esse vídeo, do Bom Dia Brasil, faz a síntese de tudo que representou Frank Sinatra para o mundo inteiro. Simplesmente "A Voz".

Um grande abraço.

domingo, 11 de maio de 2008

Sobre o trânsito de São Paulo

Eu nasci na cidade de São Paulo e moro aqui desde o meu nascimento, na mesma rua, na mesma casa. Não sei qual a repercussão do que vou falar agora, mas o trânsito em São Paulo vem piorando a níveis insuportáveis. Estou escrevendo isto aqui porque quero que todos que não são de São Paulo saibam melhor como é esta cidade, tida historicamente como a cidade do progresso. O progresso não chegou porque também pegou trânsito.

Hoje em dia não há mais horário de pico. O pico de trânsito está espalhado em vários horários. As vias mais importantes da cidade ficam paradas. Avenidas como Rebouças, Consolação, Paulista e vias expressas como Marginal Tietê e Pinheiros ficam preenchidas de carros alinhados, luzes brancas de um lado e vermelhas do outro, sem movimento.

O transporte público ainda engatinha. A qualidade dos ônibus, pelo o que tenho visto, é boa, porém as linhas são restritas. Os ônibus vêm completamente lotados. Ir sentado virou luxo. Corredores de ônibus foram demarcados para melhorar o fluxo destes, o que até ajudou, mas de longe não solucionou o problema.

O metrô anda sobrecarregado. Há três linhas de metrô e uma quarta que está sendo construída. Metrô é um dos melhores projetos em São Paulo, embora não dê conta da alta demanda. A estação da Sé, por exemplo, dizem que fica muito lotada. Os trens já são um meio menos eficiente. A idéia de transforma-los em metrô de superfície já deveria ter saído do papel faz tempo.

Em relação aos carros, é aí que mora o problema. O número de carros na rua só aumenta, porque ainda há muitos carros sendo financiados. O mais cômico é que todo mundo compra um carro mas fala como se problema não fosse seu. Não adianta investir em transporte público se o uso de carros não for desestimulado. Todavia, o próprio transporte público não suporta mais gente, e a cidade também não suporta mais carros, e aí entra o dilema.

Em São Paulo, os motoristas dirigem sozinhos, cada um com seu carro (não há tanto compartilhamento) e todo mundo parado no trânsito. Ainda fica aquela brigazinha entre motorista e motoqueiro.

São Paulo não precisa de progresso, São Paulo precisa “desprogredir”. Essa moda de progresso já passou, hoje em dia este não nos traz mais vantagens. A solução de São Paulo é o “desprogresso”. Vamos regredir para evoluir. Só assim para obtermos melhor qualidade de vida, por quanto tempo mais pagaremos o preço dos grandes projetos que visam a modernização?

Adriano Senkevics escreve para o Letras Despidas

sábado, 10 de maio de 2008

Complementando ...

Para comprovar o que disse no meu penúltimo post "O que não fica claro", o jornal britânico "The Guardian" dedicou uma página inteira ao chamado gigante da América do Sul. No texto o jornal afirma que apesar do crescimento econômico e a boa fase, o Brasil tem problemas estruturais graves. Não sendo sanados nosso crescimento estará comprometido.

Acompanhe a matéria na íntegra.

Forte abraço.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Assim caminha a educação

Nessa semana que passou participamos do primeiro conselho de classe do ano de 2008. Como de costume, o primeiro reserva-se a discutir as maiores dificuldades dos alunos e das turmas em geral. Diferente do ano passado, mudei a estratégia e resolvi ser um professor mais exigente com as tarefas e com o aprendizado, verificando freqüentemente os exercícios dos alunos bem como todas as provas assinadas pelos responsáveis e coladas no caderno. Dessa forma, ao menos tentamos chegar mais próximos dos pais e atentá-los para o cuidado que devemos ter no processo educacional de nossas crianças.

A grande maioria das crianças não possui apoio em casa e muito menos a devida cobrança. Temos de parar de nos referir as crianças apenas como pobres coitados. Existem casos e casos e na maioria destes o problema se materializa na educação permissiva que muito dos jovens são submetidos. Enfim, como resultado de uma política mais atenciosa ao aprendizado dos alunos, muitos deles apresentaram índices abaixo da média estabelecida em 5,0 pontos. Tive a preocupação de ser severo, mas atento as dificuldades dos alunos não permitindo que a grande maioria não obtivesse pontos abaixo da média por falta de aprendizado.

Todavia, apesar de sabermos que boa parte das médias baixas foram devido a falta de comprometimento por parte dos discentes, fomos alertados através de uma lei interna de que deveríamos fazer a "recuperação dos alunos com dificuldade". Ora, como disse acima, tomei as devidas precauções para que todos tivessem acesso ao conteúdo a ser trabalhado. Entretanto, o que vi foi a total ausência de responsabilidade dos alunos e principalmente dos pais, que respondem por eles. Na verdade, a tal "dificuldade" que devemos recuperar quer dizer aumentar as notas, para acima de 5,0, da maioria dos alunos. Para que? Para manipular os índices educacionais. Para dar a impressão de que a educação do município vai bem e as escolas obtém um rendimento adequado aos dias de hoje. Pura enganação!

Certas horas percebo que minhas forças se esvaem. Tenho a vontade de, perdão pela expressão, chutar o balde e dizer "Dane-se Brasil"! Percebemos que quanto mais lutamos, vemos que os governantes manipulam e sucateiam cada vez mais nossa sofrida educação. Nas minhas duas últimas aulas de hoje, estive em uma sexta série que mais parecia um aprendizado para futuros marginais. Crianças com seus círculos sociais destruídos, sem estrutura alguma. Prováveis marginais, infelizmente! Pior disso tudo é saber que nada se faz para reverter, mas para aguçar ainda mais os problemas no país.

Triste desabafo. Mas necessário...

Um grande abraço a todos.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Radicalismo tolo

Há alguns meses atrás havia citado em um artigo que a esquerda, apesar da grande admiração que possuo por ela, geralmente se apresenta da forma mais tola possível. Digo isso pois sempre acreditei que poderia haver uma revolução socialista que conseguisse melhorar a vida de todos. Todavia, o que a história nos mostra é que em todas as tentativas, os ideais socialistas sempre se mostraram agressivos e excludentes. Vale ressaltar que os ideais de Marx não foram experimentados corretamente, o que nos leva a concluir que talvez não tenhamos tido a experiência de viver, ou pelo menos analisar em outro país, um socialismo legítimo.

Os últimos exemplos dessas idéias se materializam nos líderes da Venezuela e Bolívia. Com Chávez e Morales temos visto como uma política arrogante e inconseqüente pode fazer com um país. Chávez com seus petrodólares insiste em uma briga contra o "império". Tanto culpa os fatores externos que não consegue perceber que são os fatores da política interna que prejudicam ainda mais as condições sociais do seu país. Recentemente, a boca de urna boliviana, aponta que a província de Santa Cruz conseguiria vencer o referendo tornando-se autônoma do governo central. Ora, se ele luta tanto pelos indígenas deveria tentar conseguir uma coesão da sociedade boliviana. Mesmo que ele deteste os ricos e exploradores do país, deveria entender que eles acabam se configurando com o um mal necessário para a nação. Faça com que os ricos trabalhem para o bem da maioria. Ou seja, mesmo que Evo Morales tenha razão em algumas questões históricas, seria muito mais coerente se ele trabalhasse para o desenvolvimento do país com maior justiça social. Tanto Evo como Chávez buscam destruir as classes médias e altas e isso é prejudicial para o país. Afinal, são justamente essas duas classes que possuem capital para produzir e empregar os mais pobres. Se você aniquila os mais afortunados, também traz mais fome para os necessitados.

Fico imaginando se Lula tivesse ganhado na época que possuía ideais radicais como os deles. O que seria do nosso Brasil? Pode parecer que queira fazer aqui uma apologia ao capitalismo e todo desenvolvimento dos ideais neoliberais. Não pensem isso! Só penso que é perfeitamente possível fazer um nação crescer dentro do sistema capitalista. A história nos mostra perfeitamente que fomos explorados por grande potências. Mas mostra também que muito do nosso desenvolvimento foi brecado por erros políticos internos. Eu, durante uma época da minha vida, detestava os Estados Unidos e procurava não consumir nada que viesse de lá. Pura idiotice! Como se fosse possível ficar sem consumir produtos norte-americanos. Eles estão em toda parte. Hoje vejo que mesmo com toda a exploração imperialista que eles provocaram na América Latina, muito do nosso subdesenvolvimento surge da nossa própria corrupção.

É claro que passaremos ainda muitos anos discutindo esse tema. Inúmeros amigos meus acham que só uma revolução socialista pode mudar as condições do planeta. Outros já acham que o capitalismo é mais eficiente. Eu, como antes, sempre pensei na junção, na medida do possível, dos dois modelos.

Chávez e Morales acabarão por aguçar ainda mais as desigualdades em seus países. Sinceramente, não acredito que o socialismo retorne em um mundo cada vez mais mergulhado e dependente do capital. Pode até ser que com o aprofundamento da escassez de recursos naturais outras idéias tomem força frente ao capitalismo. Mas isso só o futuro poderá responder.

Um grande abraço.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O que não fica claro ...

Nos últimos meses vivemos um emaranhado de notícias positivas em relação a situação econômica do nosso Brasil. Somos líderes no biodiesel e em diversos produtos do setor primário, temos riquezas minerais e naturais de forma generalizada. Aliado a isso nosso atual presidente mudou sua concepção de mundo e parece ter seguido corretamente a cartilha do capital, construindo toda a robustez da economia brasileira. Tanto que diante de uma das mais graves crises do capitalismo, encabeçada pela crise da economia norte-americana, nosso país consegue atravessá-la sem maiores prejuízos. Como já fora dito há meses atrás, se essa mesma crise tivesse ocorrido há uma década atrás, nosso país seria atingido com muito mais intensidade.

Diante de toda alta do petróleo, também descobrimos que talvez tenhamos a terceira maior reserva petrolífera do planeta. O que nos tornaria ainda mais "poderosos" diante do cenário internacional. No entanto, o que não fica claro para todos é que toda essa sensação de que estamos crescendo é apenas ilusória. Nossa economia pode continuar a crescer com bastante rapidez, mas se não investirmos em setores estratégicos que formam a infra-estrutura de qualquer país, evidentemente continuaremos como um país caracterizado em outros tempos de "Belindia". Ou seja, a mistura de características de uma país como a Bélgica, mas também com peculiaridades dignas da Índia.

Vale lembrar que toda essa robustez econômica, apesar de ser boa para todos, é melhor ainda para os grandes empresários e banqueiros pelo mundo à fora. Canso-me de ver pobres coitados, trabalhadores sofredores, contando felizes que a economia do Brasil vai bem. Do que adianta uma economia robusta e crescendo à todo vapor, se a concentração de renda insiste em continuar? Toda essa produção de capital no nosso país fica "retida" nas mãos de poucos indivíduos afortunados. Como ficar feliz com a economia crescendo, se a saúde e a educação de qualidade são restritas àqueles que podem pagar? Lula soube bem trabalhar para dar dinamismo a nossa economia. É por isso, justamente, que explicamos que se Lula é o pai dos pobres, certamente é a MÃE dos banqueiros e mega empresários. Distribui migalhas para a população carente e incontáveis quantias de dólares para os ricaços de dentro e fora do país.

Faça um teste, dê um pulo na maioria das escolas públicas do Brasil. Analisando de perto as características do nosso setor educacional, percebemos que este caminha no sentido oposto de todo esse desenvolvimento econômico. Na verdade, temo pelo futuro. Do que adiantará um país forte economicamente falando, se não possuir pessoas com capacidade reflexiva? Estamos formando, perdão pela expressão, um bando de prováveis delinqüentes ou mesmo vegetais ambulantes. Os alunos não sabem ler, interpretar, enfim, não sabem pensar.

O caso é grave e ninguém se dá conta disso. Muitos irão me dizer aquela máxima de que "é isso que os governantes querem". Ou seja, é mais fácil governar os idiotas. Entretanto, lhes digo que o crescimento econômico do nosso país será brecado no futuro se a educação pública não melhorar. Afirmo isso pois não teremos pessoas suficientemente capacitadas para realizar tarefas mais complexas. Fatalmente investir em educação será necessário. Resta saber quando.

Para finalizar, como prova de todo esse crescimento econômico, nosso país atingiu o tão almejado grau de confiança para que investimentos maiores venham para nosso país. Isso, sem dúvida alguma, é excelente para o país. Mas tenham certeza de que os frutos serão colhidos por aqueles que já retém a riqueza do nosso país. Nós, simples "mortais", mais uma vez ficaremos com as migalhas.

Um forte abraço a todos.