terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Notícias de fim de ano...

Passo por aqui apenas para notificar do meu aniversário, hoje dia 30 de dezembro. Estamos providenciando alguns comestíveis para chegada dos amigos e familiares. Gostaria de desejar a todos que passaram por aqui um excelente reveillon e um início de 2009 melhor.

Confesso que aprendi ainda mais com vocês ao longo de 2008. Espero continuar aprendendo e quem sabe passando algo de útil para as milhares de pessoas que passam no Críticas & Reflexões.

Um grande abraço a todos.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Reflexões de Natal ...

O significado de Natal vem se modificando ao longo de minha vida. Na infância, todo o tradicional significado do Papai Noel, presentes e muita comida! Não temos a consciência abstrata daquele momento. 

Com o despertar da puberdade e todo questionamento que a acompanha, muitas das crenças do passado se perdem. As pessoas já não são as mesmas, o Papai Noel já não tem tanta importância. Mas fica o espírito natalino de união que aquece o coração de todos.

Na fase atual o Natal passa a ser uma data muito especial pois é o momento na qual temos a possibilidade de reunir a família e lembrar dos momentos bons que se foram. O sentido religioso da data também se perdera, mas mesmo assim tudo aquilo que fora aprendido desde criança ocupa lugar especial no coração. 

Mesmo não acreditando no significado religioso da data não esqueço dos fantásticos momentos da infância onde esperava ansioso pelo presente do bom velhinho. Ou mesmo quando ainda tinha meus avós por perto. Como gostaria de poder estar com eles novamente. É duro saber que isso não se realizará. 

Por isso, com toda transformação do significado do Natal em minha vida, não deixo de comemorá-lo. Sempre será uma data especial.

Termino desejando um excelente Natal para os amigos que me acompanharam ao longo de 2008. Que seja um momento de reflexão e paz de espírito com a constante busca em nos tornarmos um ser humano melhor.

sábado, 20 de dezembro de 2008

IDH brasileiro e suas distorções ...

Como professor de geografia a análise do Índice de Desenvolvimento Humano torna-se extremamente necessário para o entendimento das reais condições sócio-econômicas dos principais países do globo. Tal índice é o mais utilizado nos últimos anos e faz uma coletânea de indicadores sociais e econômicos, buscando a eficácia na aproximação com a realidade. 

Todavia, de acordo com os dados de 2006, última análise divulgada do IDH, o Brasil teve relativa melhoria de suas condições. Ainda se mantém na septuagésima posição.  Paira no ar a dúvida, pois o carro chefe do aumento de qualidade brasileira teve origem justamente na educação do país. Segundo analistas houve aumento no número de crianças matriculadas e na conclusão do ensino fundamental. Tudo isso comprova que mesmo sendo o mais próximo da realidade, tal índice ainda está longe de demonstrar o que ocorre em cada país. Isso porque existem peculiaridades a serem analisadas. 

No caso do Brasil, ainda estamos preocupados com aspectos quantitativos. Número de matriculados, quantidade de aprovados, alunos que concluíram o ensino fundamental e médio. E a qualidade disso tudo? Nós professores somos pressionados descaradamente para que aprovemos o maior número possível de alunos. Quanto mais aprovarmos, mais engordamos a "lista de sucesso educacional" do país. Logo, as verbas aumentam. Essa lógica parece condizente com a realidade do político que quer saber mesmo de manter o status quo. Agora, me irrita saber que estudiosos em educação colaboram para difundir idéias maravilhosas de que o número disso ou daquilo tem aumentado. 

Chega de hipocrisia! Não adianta quantidade! Estamos aprovando analfabetos funcionais que pouco saberão andar com suas próprias pernas. Estamos formando um país de incompetentes! A sensação de impotência é enorme quando vemos que a sociedade, maior interessada na melhoria, pouco sabe ou quer saber da realidade. Não se esqueçam que formando da maneira como estamos fazendo, contribuiremos para o caos maior no futuro. Lembre-se que você pode ser morto amanhã por uma vítima de nosso sistema educacional falido.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O grande irmão ...

Ele é o mais velho de quatro irmãos. Eu numa ponta e ele na outra. Hoje, meu grande irmão faz 43 anos de idade. Aquele que buscou incessantemente o sucesso profissional sem deixar de lado sua maior paixão: A música. Um dos poucos homens em um mundo mercantilista que conseguiu ter sucesso fazendo o que gosta. Um orgulho para todos nós!
Não poderia deixar de prestar uma homenagem para o cara que teve a coragem de se aventurar em uma grande capital em busca de seus sonhos. Foi, carregando toda família. Para muitos, uma loucura sem tamanho. Eu mesmo talvez não tivesse a coragem que teve. Homem íntegro, ético e "sarcasticamente" divertido. Não tem como ficar sério perto desse cara! 
Um exemplo a ser seguido. Quando busco crescimento na vida, seja em qualquer sentido, é nele que procuro inspiração. Tenho orgulho em contar para todos como é importante esse meu irmão!
No passado aquele que me passou valores preciosos. Era criança e ele já um adulto responsável. Hoje, além de irmãos, amigos. Obrigado Marco Túlio, por ser referência em minha vida.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Direitos Humanos e a educação ...

Hoje é o dia em que comemoramos os sessenta anos da criação dos chamados Direitos Humanos. Sem dúvida alguma uma data para não se esquecer, uma vez que muitas atrocidades foram cometidas antes da existência deles.

Tais direitos foram fundamentais para o respeito à vida e o direito do homem em viver com qualidade em sociedade. No entanto, como em tudo que o homem faz, e o amigo Gianni vai entender bem, não se sabe encontrar o caminho do meio. Se antes era necessário conviver com abusos à liberdade geral, vivemos no atual momento compactuando com o excesso de permissividade em alguns setores da sociedade brasileira. Como convivo no meio educacional posso afirmar categoricamente que estamos dando preferências aos alunos delinqüentes. Buscamos sempre uma chance a mais para os pequenos delitos cometidos, enquanto os bons alunos, aqueles que ainda querem alguma coisa, vivem no anonimato submetendo-se a salas super lotadas de alunos que pouco querem com uma vida responsável e ética.

Pouco querem pois vivem em um período no qual tudo pode ser perdoado. Sempre mais uma chance para aqueles que já provaram que não buscam o melhor. Como conseqüência temos escolas sem autonomia submetidas a órgãos como conselhos tutelares que pouco estudam os problemas das escolas. 

Temos inúmeros casos de alunos que causaram graves problemas na escola, foram convidados a se retirar da instituição e o Conselho Tutelar, ouvindo o apelo dos pais, simplesmente "ordenaram" que o aluno fosse matriculado. Agora questiono: Alguma investigação foi feita pelo conselho para que se soubesse se o aluno realmente era culpado ou inocente? Não! Simplesmente ordenam a matricula, afinal a escola é um direito de todos. De todos mesmo?

O direito do bom aluno não existe!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O que esses pais pensam?

Algumas coisas vêm acontecendo na escola onde trabalho que vem chamando bastante a atenção. Normalmente temos contato com alunos rebeldes, mal educados e em muitos casos extremamente arrogantes. Donos de uma empáfia considerável são capazes de afrontar professores, funcionários de apoio e em muitas ocasiões até mesmo diretores da escola. 

Na maioria das ocasiões esse problema surge da mesma fonte. Pais que defendem seus filhos a qualquer custo sem mesmo avaliar qual o problema que a criança vem criando. Se antes os pais agrediam seus filhos antes mesmo de tomar conhecimento do delito cometido, hoje, inversamente proporcional, assistimos pais "passando a mão na cabeça" sem se preocupar com o que estão formando para vida adulta.

Nessa última semana comprovamos essa tese tendo contato com uma mãe que em qualquer delito cometido pelo filho, como andar nas marquises do colégio, responder adultos, não estudar e ser acima de tudo extremamente mal educado, saía em sua defesa. Chegamos ao ponto de sermos ameaçados pela mãe cuja justificativa residia no fato de, pela visão materna, estarmos "marcando" os seus filhos. 

Ora, uma mãe tem todo direito de defender seu filho. Quando ele foi injustiçado, sendo acusado de um crime que não cometeu, tem todo meu apoio. Todavia, estamos assistindo pais cegos que em qualquer ocasião atribuem instantaneamente a inocência às atitudes do filhos.

Como fazer no futuro que esse cidadão entenda que deve se submeter à regras para viver em sociedade? Como fazê-lo entender se desde pequeno seus pais mostraram que as regras não devem ser cumpridas e que a punição não deve existir? 

Em muitas ocasiões são os futuros delinqüentes do país. Burladores de regras. E no final, os pais ainda dizem: "Onde foi que eu errei?" 

Será mesmo que não sabem?