sábado, 20 de junho de 2009

Realidade que machuca …

Essa semana iniciei meus trabalhos como funcionário do Estado do Rio de Janeiro. Novos colegas, alunos e rotina. Turmas que antes não havia pegado, como algumas do Ensino Médio, fizeram-me sentir certa tensão e medo de não conseguir desenvolver todo meu potencial como professor.

Fiquei um pouco chateado com um fator que vem sendo continuamente repetido, mas quando temos a oportunidade de senti-lo na pele, a impressão que fica é de que somos cada vez mais impotentes diante da situação. O fator em questão se refere ao tão discutido vestibular e futuro ingresso no mercado de trabalho. Ao lecionar para uma turma de terceiro ano do ensino médio percebi que o tal vestibular é minimamente difundido nessas repartições. Ficou aquele sentimento de que na realidade esses alunos estão ali apenas cumprindo tabela. Estão na escola porque “são obrigados” e ali, no último ano dessa etapa, se encerra sua vida estudantil.

Enquanto isso, aqueles que tem dinheiro para pagar os estudos, conseguem ingressar facilmente nas instituições públicas e gratuitas. Temos a escola pública como a perpetuadora da divisão de classes e concentração de renda na mão daqueles que já as tem. Quando tocado no assunto do vestibular a expressão da maioria dos alunos é de desconhecimento de tal possibilidade. Não porque desconhecem o evento, mas porque tudo está tão longe do seu cotidiano que a grande maioria já descarta a possibilidade de um curso superior. É uma triste constatação que sabemos existir há muitos anos em nosso país.

2 comentários:

  1. No vestibular tem cada história que chagariam a ser engraçadas se não fossem tão absurdas. Já ouvi falar de casos de alunos que sempre estudaram em escola particular, têm boa condição de vida, mas mesmo assim se preparam (cursinhos e afins) e passam em universidades federais (gratuitas) e daqueles que têm uma vida letiva proveniente de escolas públicas, que talvez consigam realizar o sonho de cursar no ensino superior "ralando" muito para pagar uma faculdade particular! Total inversão...

    Ah e parabéns Ítalo pelo novo emprego, sucesso em sua profissão.

    ResponderExcluir
  2. A escola como perpetuação das realidades ...

    Abraço amigão!

    obrigado!

    ResponderExcluir

As mensagens aqui expressas são de inteira responsabilidade de quem as escreve. Sinta-se em casa e deixe seu comentário: