quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ahmadinejad, Brasil e a hipocrisia judaica ...

A vinda do presidente do Irá, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil tem causado desconforto em Israel. Depois que o presidente iraniano manifestou-se em Genebra negando o holocausto, parte da comunidade mundial, liderada pelos israelenses, comandaram o processo de repúdia às declarações.

Todavia, venho aqui não para relatar essa notícia, mas para fazer alguns comentários acerca do tema holocausto. Estou certo de que o presidente iraniano tem necessidade de causar constrangimentos e conflitos em sua região. No entanto, estamos assistindo ao desvio de fatos provocados pelos próprios israelenses, que insistem em se colocar como vítimas constantes do holocausto, no intuito de esconder as atrocidades bastante semelhantes que fazem aos palestinos, por exemplo.

É consenso de que os Judeus sofreram na Segunda Guerra. Mas em nada contribuirá ficarmos removendo cinzas do assunto. O holocausto deve nos servir como exemplo de absurdos cometidos contra vida humana. Mesmo assim, parece que o próprio governo israelense se "esquece" do que passaram, submetendo povos inteiros as mesmas brutais atitudes.

Não estou querendo defender as atitudes de Adolf Hitler, Ahmadinejad ou de grupos como Hamas. Apenas quero mostrar que nesse mundo não existem heróis ou vilões quando o assunto é a geopolítica mundial. Não esqueçamos que após a Alemanha ter sido derrotada na Guerra, tanto a União Soviética como os Estados Unidos iniciarem seu processo de expansão territorial, cometendo tantas atrocidades quanto. A diferença, no caso dos estadunidenses, foi que eles foram muito mais dissimulados que Hitler. Aliás, até hoje existe muita gente que acha que os Estados Unidos são os guardiões do planeta e que os Judeus foram as vítimas do século XX.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Caso de Volta Redonda descartado …

Ontem, durante minhas aulas, foi o dia que fui questionado frequentemente por meus alunos, a respeito do possível caso de gripe suína em Volta Redonda. Segundo os noticiários, uma moradora do bairro Jardim Amália teria voltado de Cancun, onde passara sua lua-de-mel.

A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, descartou o caso pois a moradora teria voltado do México há duas semanas, ou seja, acima do tempo de incubação da doença, que seria em torno de 10 dias. Além disso a moradora não possui todos os sintomas da doença.

O mais interessante foi que muitos alunos, como de costume, estavam satisfeitos com a ideia, ligando-a a um possível cancelamento das aulas por tempo indeterminado. Parece que esse alunos não mudam mesmo! (risos)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Retorno …

Voltamos de uma semana de feriados com a notícia que vem chamando bastante atenção na mídia. A Gripe Suína parece ter chegado abalando as estruturas da nossa sociedade.

O mundo globalizado não traz apenas dinamismo econômico e comercial. Traz também, além da atual crise econômica, a maior facilidade de difusão de grandes epidemias. Nosso mundo é conectado nos mais variados sentidos. O fluxo de pessoas é constante entre as regiões do planeta.

Ao saber dos primeiros contágios no México não demorei para concluir que seria questão de tempo para que chegassem a outros países. Aproveitando todo dinamismo que a internet oferece, alguns usuários do google maps vem disponibilizando o mapa da gripe, através do serviço Google Maps. Clicando aqui, você poderá ter uma ideia de como anda o avanço da doença.

sábado, 25 de abril de 2009

Reflexões Cíclicas

Nesses últimos dias tenho percebido que meu comportamento e modo de pensar tem se parecido bastante com os tempos de faculdade há 3 ou 4 anos atrás. Sinceramente não consigo entender porque temos tanta necessidade de estar perto de certas pessoas, mesmo sabendo que ao mesmo tempo vivemos "competindo" indiretamente nos mais variados aspectos.

Veja, não pretendo aqui fazer uma críticas as pessoas que não nos querem bem de verdade. O que importa aqui é a análise desse comportamento humano que também está presente em nós. Mesmo sabendo do mundo competitivo e "financeiro" que vivemos, não consigo compreender a necessidade que existe nos seres humanos em se satisfazer com o insucesso alheio. Ou ao contrário, ser infeliz com o sucesso do outro.

Como disse no início, isso era muito comum no ambiente universitário. Por me destacar dentro da instituição era comum deparar-me com situações de falta de coleguismo dos mais próximos. Mais recentemente, e ainda não tive tempo de compartilhar com vocês, recebi certa atenção de um renomado professor da UFRJ. Afirmei a mim mesmo que não compartilharia tal informação com os demais, justamente por saber dessa característica do ser humano. Todavia, diante de tão incrível momento, não conseguiria permanecer em silêncio. Chocou-me a capacidade de alguns amigos em comentar de forma preconceituosa e mesquinha sobre meu possível mestrado.

Daí, o motivo desse artigo. Se não gostamos do sucesso alheio, qual motivo para ficarmos próximos? Soa radical, mas o contrário soa no mínimo hipócrita. Sei que é uma questão sem solução. No entanto, ao menos a reflexão é bem vinda.

Breves comentários: Educação

Dois assuntos me fazem voltar a blogar nesse sábado. Inicialmente tratar do assunto das fraudes nas bolsas federais. Algo em torno de 30 mil fraudes estão sendo investigadas. São casos em que o governo paga integralmente os estudos de pessoas que possuem carros de luxos em suas garagens.

O ar de surpresa do ministro da educação faz soar no mínimo o intenso cinismo que paira no ar brasileiro. Não que ele soubesse das fraudes, mas fica difícil acreditar que ele nem sequer duvidava de algo do tipo. Enquanto temos inúmeros jovens pobres tendo que pagar uma faculdade particular, jovens ricos se mantém nas melhores instituições bancadas pelo dinheiro público. Uma vergonha!

O outro assunto que venho abordar refere-se ao nosso cotidiano como professor. Mais uma vez fomos abordados por profissionais ligados a orientação pedagógica. Reiteraram que devemos ser facilitadores do conhecimento e fornecer maior número de instrumentos para "ampliar" as chances de sucesso dos alunos na escola. Opa! Soaria menos hipócrita se dissessem para darmos notas. Nessa hora devemos respirar fundo e ignorar tais ideias. No final, vale mais a pena dar atenção aqueles que desejam realmente estudar.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Capítulo final : CLARO 3G

Meses atrás fiz algumas queixas com relação ao péssimo serviço prestado pela operadora claro. O serviço 3G é de baixíssimo nível não atingindo em muitas ocasiões os 10% previstos em contratado.

Não querendo pagar a multa de cancelamento entrei com uma reclamação na Anatel. Caso o problema não fosse solucionado partiria para outros órgãos responsáveis. Cinco dias após a reclamação na Anatel, a operadora Claro entrou em contato comunicando que cancelaria o serviço 3G sem a obrigatoriedade da multa de mais de R$700,00. Hoje, posso dizer com todas as letras que estou totalmente livre da operadora claro. Foram alguns meses de tormenta que finalmente chegaram ao fim.

Aqueles que desejam fazer o mesmo deixo algumas dicas para facilitar o processo. Inicialmente, faça uma reclamação junto a sua operadora e anote o protocolo de reclamação. Geralmente eles pedirão 5 dias para averiguar a questão. Caso a operadora não solucione o caso, o que provavelmente acontecerá, ligue para Anatel no número 133. Basta ligar do seu telefone fixo. A Anatel solicitará o protocolo de reclamação de sua operadora para poder concluir a queixa. Novamente, a agência informará que dentro de alguns dias a sua prestadora de serviço (operadora) entrará em contato com o parecer da situação.

Pode parecer que tudo acabará em pizza, mas não foi o que aconteceu comigo. O discurso da Claro mudou completamente quando tiveram de entrar em contato mediante uma reclamação feita na Anatel. No final, consegui o que desejava.


Artigos referentes ao assunto:

Claro 3G, uma grande farsa

Teste de conexão: 3G da Claro

sábado, 11 de abril de 2009

Feriadão...

O feriadão é o tempo que esquecemos dos problemas do dia-a-dia. Principalmente quando os familiares distantes se reúnem. Ontem, por exemplo, passamos a noite cantando músicas ao som do violão. Muito bom! O problema é quando acaba e temos de voltar para nossa rotina. Faz parte!

sábado, 4 de abril de 2009

Diga não ao Bullying

Diga não ao Bullying

Através da Professora Silvia, companheira de trabalho, foi desenvolvido um trabalho sobre o bullying na escola onde trabalho. Junto do aluno Pablo Simões foi proposto uma campanha na internet contra os variados tipos de agressões, no qual alguns alunos são submetidos nas instituições de ensino. O Críticas & Reflexões não poderia deixar de participar da campanha e, desde já, deixa disponibilizado a imagem gentilmente cedida pelo aluno Pablo Simões do Bloga Pop.

As punições devem ser mais severas com o intuito de coibir a atitude daqueles alunos que estão na escola por outros motivos. O estudo geralmente é deixado para último plano. Nos últimos meses, por exemplo, viemos acompanhando alguns trotes em universidades onde o fator brincadeira é deixado de lado, dando-se preferência à humilhação dos calouros. Isso, ao meu ver, também pode ser entendido como um tipo de agressão. Não podemos deixar de lado assuntos como esses.

Ccaso alguém que passar por aqui tiver o interesse em participar da campanha, sinta-se totalmente a vontade. Estará contribuindo para uma sociedade melhor.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Cotas ...

Parece mesmo que para o governo é melhor destinar 50% das vagas de instituições federais para aqueles que cursaram o ensino médio na rede pública, do que efetivamente melhorar a educação básica brasileira. Assim passamos a forjar mais uma vez a realidade.

Se os jovens a rede pública não conseguem nível adequado para ingresso nas federais alguns fatores estão sendo deixados de lado. Falta de um ensino de qualidade, falta de comprometimento por parte dos alunos e, principalmente, cobrança dos pais para com os estudos dos filhos.

Reformar a educação básica é muito mais trabalhoso do que simplesmente reservar vagas para os alunos públicos ou grupos étnicos. Corremos o risco de destruir o desenvolvimento intelectual e a qualidade dos cursos públicos.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Unificação dos vestibulares ...

Tomo a liberdade de disponibilizar um link para íntegra da nota do MEC sobre o novo vestibular. A proposta de unificação dos vestibulares federais, que seriam substituídos por um ENEM reestruturado, parece uma ideia bastante prática e eficiente. Todavia, tenho receio de que a qualidade dos cursos superiores seja diminuída em detrimento do acesso facilitado aos alunos do colégio público.

Em uma análise superficial do texto parece-me que a intenção primordial é mesmo o aprimoramento do processo seletivo no Brasil. A questão é que nosso país tem por hábito manipular os dados estatísticos de setores estratégicos. Cito alguns exemplos. Nosso país orgulha-se de ter praticamente erradicado o analfabetismo no país. Basta dar um pulo em qualquer colégio público perto de sua casa e verá que a grande maioria dos alunos de hoje, são analfabetos funcionais. Isso não é dito pelo governo. Quando também se vangloriam das notas em ascensão e também o nível de aprovações na educação básica, esquecem-se de salientar as aprovações automáticas ou mesmo as pressões pelos quais os professores tem de passar, quando pensam em reter um aluno.

Dessa forma, a tal democratização do acesso as universidades coloca medo nos mais atentos. Quem nos garante que ao invés da melhora significativa da nossa educação básica, para aumentar as chances dos alunos públicos, o governo não sucateie pouco-a-pouco os níveis de excelência que possuem algumas das principais instituições de nível superior?

Ao longo das últimas décadas nosso governo conseguiu desmoralizar a educação básica brasileira. A democratização das fases iniciais da educação não foram acompanhadas do constante investimento no setor. Hoje conhecemos a situação. Nos dias atuais, se olharmos para a estrutura física das instituições superiores públicas, vemos que o governo parece ter iniciado seu processo de destruição do patrimônio. O próximo passo seria a destruição da formação intelectual?

Desejo, do fundo do coração, uma educação básica sadia e capaz de formar alunos preparados para a educação pública superior. Mas que esse acesso seja única e exclusivamente por mérito do candidato. Tomara que a ideia do MEC seja a mesma.