sábado, 25 de julho de 2009

Algo abstrato para se pensar …

Algumas ocasiões me deixam extremamente irritados. No início desse blog utilizava o espaço para minhas queixas em relação as pessoas pertencentes ao meu círculo social. Resolvi que tal tema deveria ser deixado de lado, dando mais atenção a assuntos mais relevantes.

Todavia, é necessário estar aqui às vezes para desabafar um bocado. Apesar de saber que vivemos em um mundo que prestigia a competição, o egoísmo e a futilidade, ainda consigo me impressionar com a necessidade das pessoas em fazer comentários idiotas e sem outro objetivo senão a nos diminuir enquanto indivíduos.

Queria ter forças para viver isoladamente. Não mais pertencendo a um grupo qualquer. Tenho a nítida impressão que os grupos são um bando de hipócritas, muita das vezes se tolerando e se gabando mutuamente.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

VIAGEM

Um pouco ausente do blog devido ao excesso de saídas pelas redondezas de Barra Mansa. Em breve, quando a rotina voltar, novos temas aparecerão e estarei pronto para debatê-los. Boas férias para todos!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Idas e vindas …

1731-16LulaCoordenandoForaCollor 14_MVG_pais_coloor_lula

As imagens acima traduzem com perfeição como a lógica política atua distintamente da tradicional lógica que todos concebemos. Antigos adversários políticos,  Lula e Collor hoje se apresentam como grandes aliados. Parecem que as ideias distintas de outrora não existem mais. Tudo pelo bem maior, ou seja, o futuro de todo o país está acima de qualquer desavença menor. Se essa afirmação fosse verdadeira poderíamos comemorar. Entretanto, sabemos que as alianças na política são voltadas para interesses escusos demonstrando que o bem da população é o que menos conta nessas questões.

Nosso presidente tem pontos positivos e negativos ao longo dos seus dois mandatos. Todavia, o fato de ter desviado totalmente os seus ideais para chegar ao poder e se manter nele, nos faz crer que todos são mesmo farinha do mesmo saco. Permite-nos a sensação de que estamos sozinhos nesse barco.

São acontecimentos como esses que nos fazem perder a esperança de que o Brasil consiga de fato melhorar. Dependemos de uma população culta e preocupada com o país. Para isso precisamos da educação que deve ser fornecida pelos mesmos políticos que estão no poder. Chegamos a uma inevitável contradição. Como exigir algo de um político que irá justamente dificultar sua vida no futuro? Chegamos aí ao porque da educação ser sempre tratada com descaso por nossos “líderes”.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tertúlia Virtual : Expresse-se

 

tertulia2

O tema desse mês é desafiador. Honestamente, fiquei alguns minutos olhando para a imagem acima refletindo sobre o que falaria nesse mês. É a segunda vez que participo dessa corrente e posso dizer com todas as letras que foi uma experiência muito interessante participar de um evento que, pelo que pude comprovar, cresce a cada mês.

Na verdade utilizarei essa oportunidade para fazer um apelo aos mais variados setores da nossa sociedade. A ideia de que devemos nos “expressar” pode parecer simples para muitos, mas para nós que estamos dentro de sala é cruel constatar que nossos jovens estão cada vez menos aptos a refletir, desenvolver ideias e, por fim, se expressar. Temos uma legião de massa de reserva sendo preparadas ano após ano sem a devida atenção de todos nós.

Pode parecer que esteja me referindo apenas aqueles aos pobres alunos da periferia. Entretanto, tenho reparado que a ausência do “criar” e do “pensar” tem assolado cada vez mais as demais classes sociais. Os jovens de classe média, por exemplo, vivem a era do instantâneo, ou seja, tudo aquilo que não dê retorno imediatamente é descartado. Com isso temos uma juventude que ao mesmo tempo em que se interage mais com as tecnologias, proporcionalmente se distancia da cultura e dos valores essencialmente importantes para um cidadão.

Dessa forma, proponho uma reflexão sobre os jovens. Não àqueles distantes de nós, mas os mais próximos como nossos filhos, sobrinhos e afins. Será que estão tendo a educação correta? Será que estão “crescendo” com todas as possibilidades que hoje lhes são oferecidos? Ou apenas se tornam ignorantes cibernéticos?

terça-feira, 14 de julho de 2009

Censura aos blogs…

lei-fdino-400x451 Recebi o nobre apelo do amigo Ery Roberto para que façamos uma campanha contra a Lei Flávio Dino, que impõe restrições à liberdade de expressão na blogosfera. Como todos sabem a blogosfera cresceu no Brasil, assim como no mundo, devido a facilidade para expor suas ideias e pensamentos. Em detrimento do seleto mundo da mídia tradicional (TV e rádio), muitos viram nos blogs a oportunidade de expor tudo aquilo que se pensava a respeito dos mais variados assuntos. Tínhamos a capacidade agora de colocar a “boca no mundo” e chamar a atenção das pessoas para causas antes sem maior relevância. Pelo menos para mídia.

Enquanto a blogosfera era algo incipiente, a mídia tradicional e o governo não deram tanta importância para o novo veículo. Todavia, a oportunidade de ter acesso a ideias fora dos padrões tradicionais e dos interesses dos poderosos, fez com que a blogosfera ganhasse peso pouco-a-pouco. Hoje, são inúmeras as pessoas que utilizam os blog´s como fontes de pesquisa, acesso a diversificados pontos de vista ou mesmo para conhecer pessoas que queiram o bem do Brasil. A blogosfera ganhou tal peso que mesmo os veículos tradicionais passaram a fornecer o serviço para seus colunistas. Atualmente, são inúmeros os colunistas de veículos como Folha, Globo e Estadão que opinam sobre as notícias do nosso cotidiano. Uma adesão que visa se contrapor a quantidade de opiniões dadas pela blogosfera.

Entretanto, nos últimos meses, antes mesmo da Lei Flávio Dino, pudemos comprovar a tentativa de alguns veículos de informação de menosprezar a qualidade das informações dos blogs. É evidente que muitos blog´s não possuem qualquer valor, mas a generalização feita traduz o verdadeiro temor da mídia tradicional em perder credibilidade pelos próximos anos. Afinal, as pessoas começam a perceber que a mídia tradicional há tempos vem se envolvendo com o poder político e econômico. A imparcialidade vem sendo deixada de lado em busca de benefícios próprios.

Finalizo dizendo que este blog adere a campanha e passará a lutar com veemência contra todo e qualquer afronte a liberdade de expressão. A internet nos trouxe a liberdade que, infelizmente, é vista cada vez menos nos demais setores da sociedade.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Breve comentário sobre artigo do O Globo

No artigo Ensino Integral: Uma porta para o futuro, o colunista Demétrio Weber compartilha a ideia muito debatida a respeito da escola integral, capaz de fornecer uma variedade maior de conhecimentos ao aluno da escola pública. Não venho aqui, entretanto, comentar minhas ideias sobre o assunto. Apenas venho chamar a atenção para um conceito implícito na frase de uma entrevistada.

A diarista Cleudna elogia a iniciativa, mas reclama de despreparo dos professores, agressões de alunos mais velhos contra os mais novos e falta de rigor na hora de cobrar que as crianças façam o dever de casa. Ela quer a todo custo que Michael Douglas termine a escola e tenha um futuro melhor.

Na frase a diarista Cleudna acha que falta rigor na hora de cobrar que as crianças façam o dever de casa. Vejam como a família vem transferindo TOTALMENTE a função de educar para a escola. Desculpe-me dona Cleudna, mas quem deve obrigar o filho a fazer as lições de casa são os pais. A escola sozinha não tem como obrigar o aluno a faze-lo, até porque nossos meios são cada vez mais escassos.

Certas vezes tenho a impressão que os pais acham que a escola é a extensão das creches. Sem dúvida deve haver mais rigor com os alunos, mas poderíamos também ter mais severidade com pais ausentes que transferem a sua função para terceiros.

sábado, 11 de julho de 2009

Lutando pelo Brasil

O texto e o vídeo abaixo foram extraídos do blog Infinito Positivo. Após autorização do autor postei o texto na íntegra no intuito de aumentar as chances de que cada vez mais internautas tenham acesso ao conteúdo. É importante que tenhamos a noção do que se passa atualmente em nosso país. É nosso dever buscar solução para tais questões.

"Depois de 'afagar' o presidente do Senado e dizer que ele não era um 'homem comum', ao ser revelado que Sarney recebe dinheiro até da estatal do petróleo, através da Fundação José Sarney, no Maranhão, fica explicado porque Lula brigou tanto contra a instalação da CPI da Petrobrás. Além de tudo, a cada dia que passa é mais perceptível que ele 'sabe de tudo' e, por conseguinte, mostra a cara da sua mentira."

Acredito que chegou o momento crucial. Temos que parar de nos iludir. Vivemos, sim, em pleno século XXI, no ano da graça de 2009, uma nova ditadura no Brasil.
Quem viveu os derradeiros anos da década de 80 pensava respirar alivio com as repercussões dos movimentos populares que pediam o fim da ditadura militar, a anistia e a redemocratização do país, fatos que se consumaram por obra de uma sociedade participativa, de representações de classe e segmentos organizados e de uma imprensa comprometida com a abertura e seus desdobramentos civis.
Hoje, ao acompanharmos a atuação política de certos personagens lendários, como é o caso do presidente Lula, símbolos da oposição ao regime de 64, e de outros tantos que ainda não foram jubilados compulsoriamente da política, como o senador José Sarney, chega-se à conclusão que estes homens viveram uma falsidade de caráter durante toda sua trajetória política. Suas participações nos grandes momentos do país foram resultado do uso contínuo de uma máscara que não resistiu ao tempo e aos grandes interesses da negociata pública que seus cargos lhe permitiram fundar.
Vivemos hoje uma ditadura onde a tortura é o noticiário da grande imprensa. Mas não porque seu produto seja apenas tendencioso, mas sim porque não lhes interessa a mudança do status quo, já que uma postura editorial que fosse de encontro ao poder certamente lhes tornaria cliente desinteressante do pérfido balcão de negócios que se transformou o Poder, que impune sangra o dinheiro público.
O
Observatório da Imprensa publicou hoje um artigo onde trata da descarada diferença de abordagem de dois veículos importantes da imprensa no país: a Folha de São Paulo e o Estadão.
Diz parte do texto:
--------------
A reportagem da Folha de S.Paulo se apresenta quase como uma nota oficial da entidade que o Estadão acusa de desvio de recursos. Começa como um press release:
"A Fundação José Sarney em São Luís, que recebeu R$ 1,34 milhão da Petrobras entre o fim de 2005 e setembro passado para preservação do seu acervo, tem como principal atração para o público, em vez de livros e o museu, uma festa julina idealizada pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney".
A manchete do Estadão começa assim:
"A Fundação José Sarney desviou para firmas fantasmas e empresas da família do senador dinheiro da Petrobrás para patrocínio de projeto cultural que nunca saiu do papel."
--------------
Dizer que o leitor foi enganado é pouco. O leitor teve seu direito usurpado. O direito à verdade lhe foi roubado.
É óbvio, a se valer da extensa ficha crime do senador José Sarney, exposta à sociedade nas últimas semanas, que a Folha entregou-se ao sofisma jornalístico. Não se trata de uma conversão gratuita a um estilo editorial de ocasião, mas sim porque faltou-lhe coragem tempestiva para romper com seu mais odiado colunista, este senhor que tem protagonizado durante décadas o mais sujo comportamento político de todos os tempos.
Ao não se apartar da figura de Sarney, a Folha teve que conciliar o estilo à dura realidade do evidente distanciamento que se estabeleceu para o público, entre sua sufocada vocação de repercutir a verdade e a realidade dos dividendos do balcão de negócios.
Com isto tem servido mais – ante a retratação dos fatos por outros organismos de imprensa – ao ofício de iludir o leitor. Seu papel é traidor.
As malfeitorias de Sarney são tão graves quanto todos os episódios espúrios acontecidos durante o regime militar, eis que seus crimes foram/são praticados sob um regime que se diz democrático, embora a transparência tenha sido oportunamente evitada com o desempenho solidário das quadrilhas que a ele se associaram e se assentaram no Congresso Nacional.
Vivemos uma nova ditadura a partir da interferência do Poder Executivo nos demais. É Lula quem manda no Congresso. No uso da adulteração da lógica, na prática imperialista e no gerenciamento absoluto dos desvios e distribuição irrestrita de dinheiro público à base aliada, ele comprou o Poder absoluto.
Nosso Congresso não serve mais aos seus objetivos precípuos. Ele inclinou-se à subserviência. Seus senhores renderam-se ao mercenarismo imposto pela prática política do PT, cujo ignorante, mas hábil comandante, consagrado pela popularidade comprada com o próprio dinheiro dos que o veneram, considera-se maior que todas as instituições. É dele, inclusive, a decisão do que seja crise e mal entendido. É ele quem diz se a indignidade e o mar de lama do Senado deve ou não levar Sarney para casa. Para melhor conveniência governa do avião enquanto o vice-presidente, internado, luta contra o câncer e o Temer não assume. Deriva é pouco. Estamos no fundo e a caixa preta parou de emitir sinais. Propositadamente.
Este povo não pode ser o mesmo ou, de qualquer forma, ter alguma relação com aquela sociedade dos anos anos 70 e 80. E isto é a grande tragédia. Até onde e por quanto tempo aguentaremos vivos com os maiores pilares da sociedade "comprados" pelo regime da negociata e da intensa habilidade para a desonra e a negação dos valores que um dia lhe restituíram o caráter?

---------- +oo ----------
O vídeo mostra a doença mais grave de Lula: diarréia mental.
Neste comício no Maranhão ele acusava o clã Sarney de "comprar a imprensa". Hoje, o grande articulador das negociatas é ele próprio.
Já que nossa ridícula oposição não divulga nada porque possivelmente também está sendo paga para tal, DIVULGUE ESTAS IMAGENS. É o mínimo que você pode fazer.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Quanto de imposto?

O colunista Gilberto Dimenstein nos chama atenção para uma questão não discutida suficientemente. Muitos manifestam suas opiniões mas nada de concreto é feito. A questão tributária, ligada obviamente a cobrança dos impostos, é algo que deveria ser tratada com maior atenção pela população. Venho discutindo no blog o fato do brasileiro ser comodista e aceitar tudo passivamente. Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo. Mesmo assim contentamo-nos em pagar em dobro por tudo aquilo que o estado não retribui satisfatoriamente. Ou seja, além de já pagarmos por estes serviços através dos impostos, pagamos novamente através do setor privado. Aos pobres, resta depender dos precários serviços públicos.

A postura da sociedade brasileira é errada. Estamos entregando o bolo de bandeja para os governantes, que recebem toda grana e não precisam arcar com suas obrigações. A ideia proposta por Dimenstein é interessante. Segundo o colunista o imposto deveria ser cobrado a parte quando no ato de uma compra. Ou seja, você saberia no momento o valor do produto sem impostos e quanto pagaria de fato. É assim no Canadá e em muitos países do globo. Isso contribuiria, de fato, para que o povo tivesse mais noção do que vai para os cofres públicos. Senhores, o brasileiro não tem noção do quanto poderia ser feito pelo país. O senso comum de inferioridade nos proibe de cogitar investimentos maciços na melhoria de nossas vidas. O país tem dinheiro sim, poderíamos viver melhor.

sábado, 4 de julho de 2009

Realidade na escola

Postei há pouco no Twitter um assunto que ocorreu novamente na escola onde trabalho. Mas, diante da minha indignação, aqueles poucos caracteres permitidos não me foram suficientes. Fui abordado pela orientadora pedagógica sobre meu rendimento com algumas turmas. Não nego aqui nesse espaço que em algumas dessas classes um grupo de apenas 10 ou 12 alunos tenham conseguido ficar acima dos 10 pontos necessários. Os que acabam de ler essa informação podem ter a impressão inicial que o professor é o grande culpado dessa situação. Temos, é claro, de estar atentos as atitudes de todos os professores, pois isso realmente pode acontecer. No entanto, visando uma defesa consistente e coerente com a realidade resolvi buscar os motivos de tão baixo rendimento dessas turmas. Ao analisar meus diários mais uma vez deparei-me com uma situação que chama bastante atenção. Boa parte dos alunos sequer entregam os trabalhos. Senhores, meu calendário de provas e trabalhos foi divulgado no início de maio, para eventos que ocorreriam apenas em junho. O estudo é algo que passa distante da prática cotidiana desses alunos. Não possuem qualquer tipo de responsabilidade por seus atos. Aliás, muitos não aprenderam isso em casa. A falta de uma postura mais rígida por parte do estado, da família e da própria escola encoraja os alunos para o contínuo culto a irresponsabilidade e ignorância.

Sabendo desses aspectos procuro ao longo dos meus 3 anos de sala de aula facilitar o máximo possível em minhas provas e trabalhos, justamente visando a cobrança por parte dos superiores. São provas cada vez mais ridículas e superficiais que exigem o mínimo de cada aluno. Estamos dentro de um sistema que privilegia o errado, o aluno que não estuda. Dessa forma, o indivíduo tem inúmeras chances para recuperar sua nota, e mesmo assim não o faz. Apenas para apreciação dos leitores demonstrarei agora como é o funcionamento da escola hoje em dia.

O aluno, dos dez pontos possíveis em um bimestre, é obrigado a tirar apenas a metade. Ou seja, cinco pontos em cada bimestre. Caso não consiga ele tem direito a uma prova de recuperação paralela em cada bimestre. Essa prova tem o poder de substituir a nota mais baixa. Em caso de insucesso, o aluno ainda tem a oportunidade de fazer uma recuperação semestral, geralmente em julho e dezembro, que permite que uma prova valendo dez pontos possa substituir a nota menor de dois bimestres. Caso ainda não consiga se recuperar, o aluno ainda pode ficar reprovado em 2 matérias, empurrando-as para o ano seguinte através das dependências.

Dessa forma senhores, não há como negar que a escola de hoje privilegia o irresponsável. A ânsia por aprovações em busca de verbas faz com que a escola facilite para o “incompetente” e deixe de trabalhar satisfatoriamente com aqueles que aprenderam em casa e no dia-a-dia o valor dos estudos para sua vida futura.

Depois dessa explicação, volto ao início do texto quando a orientadora pedagógica me abordara. O questionamento dela foi o seguinte: “Será que o senhor professor não está cobrando demais dos alunos?” “Quem sabe novas práticas dentro de sala poderiam aguçar a criatividade e atenção dos alunos?”. Veja, a profissional não pode ir direto ao ponto, precisa falar de modo indireto o que de fato ela precisa. Comprovamos, então, que os questionamentos da orientadora não tem qualquer intuito em viabilizar o aprendizado real dos alunos, mas apenas contribuir para que as notas estejam sempre acima de cinco pontos. Ou seja, se sou um professor ridículo que passo o tempo todo sentado sem dar aulas verdadeiras aos alunos, mas que ao final do bimestre todos estão acima da média, de fato sou um professor “nota 10”. Caso busque desenvolver um trabalho coerente com a prática de um verdadeiro profissional, é fato que diante da atual condição da escola e da juventude, os índices não serão satisfatórios para os governantes. Fazendo isso não serei um profissional digno de destaque.

A hipocrisia permeia os meandros educacionais. Somos forçados direta ou indiretamente a aprovar o maior número de alunos possíveis. É assim que o sistema funciona. O que fazer? Continuar com minha luta em favor do desenvolvimento real dos alunos, ou me entregar ao sistema? Acho que esse dilema faz parte da vida de boa parte dos profissionais de educação, que trabalham dentro de sala de aula.