quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Impermeabilização nas áreas urbanas

Bairro Conforto enchente1

Fazendo algumas pesquisas sobre o tema pela internet, descobri que desde 2008 a população mundial está em maior número nas zonas urbanas do que em zonas rurais. Tal notícia nos chama atenção para uma realidade que já ocorre no Brasil há muito tempo. Foi-se o tempo em que muitos de nós tínhamos parentes no campo onde geralmente viajávamos nas férias. O mundo está cada vez mais urbano e com esta característica alguns problemas crônicos aumentam significativamente.

Deixando a violência, a superlotação, as submoradias, o desemprego e outros problemas de lado, temos na impermeabilização dos solos um problema que poucos dão a devida atenção em tempos de poucas chuvas, mas que nas épocas mais úmidas provocam sérios danos.

Na segunda-feira, dia 19 de outubro, tive um desses exemplos que comprova que em obras de urbanização a importância dada à drenagem das águas é quase nula. Em um pé d’agua daqueles, voltando do trabalho pela Rodovia Presidente Dutra, por pouco não fico sem carro. Ao conseguir me alojar em um posto de gasolina percebi que pouco tempo depois a água havia subido acima da mureta central que divide as duas pistas da rodovia. Mesmo sabendo que o volume de água em poucos minutos fora tremendo, o sistema de escoamento ficou longe do ideal para a localidade. Afinal, trata-se de uma rodovia federal, de grande importância para o país.

Nos centros urbanos de Volta Redonda e Barra Mansa a situação é bem pior. No caso da última cidade ameniza o fato da zona urbana ter crescido entre os morros e o rio Paraíba do Sul, dessa forma muito difícil de planejar algo em cima do que está pronto. Volta Redonda não, é um caso clássico de como as obras públicas são feitas com descaso. Zonas planejadas, amplas, planas, dotadas de grande infra-estrutura, simplesmente se “afogam” com qualquer chuva mais forte.

Nada de relevante foi anunciado para solução desses problemas. Dificilmente serão solucionados uma vez que em centros maiores essa já é uma realidade de décadas. Parece que o brasileiro se acostumou com essa realidade e já consegue conviver com o caos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Irracionalidade

Como rubro-negro é inegável a felicidade por estar em busca de um título nacional. Felizmente, o futebol funciona para mim apenas como ferramenta de descontração. Quando esse recurso ultrapassa o senso de racionalidade e inteligência a situação pode se complicar.

A ignorância e intolerância de alguns torcedores para com o rival é inaceitável. O caso dos torcedores do flamengo que depredaram o lindo estádio do Engenhão deve ser passível de punições severas para o que o mesmo não possa voltar a ocorrer.

Uma pena que devido as facilidades que os meliantes encontram em nossa justiça, tenhamos de constatar mais e mais eventos como o de ontem.

Todavia, mesmo com toda irracionalidade e violência, o que mais me incomoda é que enquanto milhares estão se quebrando mutuamente por questões banais, assuntos mais sérios são deixados de lado. Não seria ótimo se essa voracidade fosse descarregada em questões como o descaso com a saúde e a educação? Tudo sem violência, claro.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pelo jeito não é só por aqui.

professor Um dos grandes problemas que enxergo quando se questiona sobre os gargalos da educação, diz respeito ao nível de preparo dos professores. Em outras ocasiões citei que de fato a formação de qualidade do profissional faz muita diferença. O problema se cria quando pegamos um problema complexo e atribuímos a este uma solução fácil, geralmente tentando encontrar um bode expiatório.

A formação, bem como a valorização do profissional, deve ser continuada. Todavia, os problemas não se resumem a isso. Por que não parar para averiguar as condições a que muitos professores estão submetidos? Em muitos casos não só apenas à falta de preparo e valores dos discentes, como também à sensação de insegurança.

Hoje, saiu na coluna de Demétrio Weber do O Globo, uma matéria relatando a visão do presidente do Centro de Política Educacional (Center of Education Policy), nos Estados Unidos. Para ele, da mesma forma como muitos reducionistas por aqui, a solução seria derrubar a estabilidade profissional que os professores possuem e vincular seu salário ao desenvolvimento dos alunos.

Mesmo os Estados Unidos possuindo realidade distinta do Brasil em alguns aspectos, torna-se complicado fazer uma coisa dessas. Eu mesmo, que sempre me dediquei como profissional, possuindo um salário vinculado ao desempenho dos alunos estaria perdido. Dessa forma, estariam aumentando drasticamente a pressão sobre o profissional e, ao mesmo tempo, isentando de culpa outras esferas como a família, o estado e o próprio aluno.

Confira a matéria na íntegra.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Transporte Público em Barra Mansa

02052c0f4599c2aa6bead905338f1214Em tempos de aquecimento global e da maior preocupação com o meio ambiente pensar na evolução dos transportes públicos passa a ser inevitável. Não apenas por questões ambientais, mas pela situação em que se encontram as cidades com o excesso de automóveis em suas vias.

Sim, meus senhores, mesmo em Barra Mansa, cidade do interior do Rio de Janeiro, com aproximadamente 180 mil habitantes, nos horários de maior tráfego fica impossível circular com seu veículo. Nessa dinâmica, a atitude de deixar seu veículo em casa para aderir ao transporte público passa a ser cogitado. Isso é fato em muitas cidades no mundo, principalmente nos países desenvolvidos.

A questão que fica é como aderir a um transporte público tão ineficiente. Tratando-se mais especificamente de Barra Mansa a situação pode ser considerada mais delicada. A Auto Comercial Barra Mansa, há décadas como prestadora de serviços no município, deixa muito a desejar quando nos referimos a qualidade dos serviços. São horários instáveis, pouquíssimos ônibus em horário de “rush”, passagens proporcionalmente caras, dentre outros.

Focarei-me especificamente nos dois primeiros quesitos. Os horários instáveis talvez sejam os que mais me preocupem atualmente. Se você pretende utilizar o transporte público em Barra Mansa é bom saber o horário exato do seu ônibus e ainda torcer para que ele realmente passe na hora desejada. São inúmeros os relatos de pessoas que permanecem nos pontos por mais de uma hora.

Quando a questão se refere aos horários de maior circulação populacional, o número de veículos introduzidos para o momento é incapaz de suprir a necessidade. Eu sinceramente, não consigo entender que em pleno 2009 ainda achemos normal as pessoas circularem de ônibus em pé, sem qualquer medida de segurança. São ônibus entupidos onde o risco de acidentes torna-se latente.

Seria interessante explicações por parte das autoridades locais, como o prefeito Zé Renato e o ex-prefeito Roosevelt Brasil. Talvez maior pressão populacional surtisse efeito. Mobilização pacífica diga-se de passagem.

É interessante como uma empresa que há tempos não cumpre seu papel com qualidade consegue se manter como prestadora dos serviços públicos tão necessários à população.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Retorno antecipado

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Confesso que há alguns dias vinha passando por um período bastante angustiante. A sensação de impotência que geralmente nos assola, faz-nos desgostar de todas as práticas que geralmente cultivamos em nosso cotidiano. Foi assim que por pouco o Críticas e Reflexões deu adeus a blogosfera.

Aproveitando o gancho deixado indiretamente pelo amigo Ery Roberto, passei a tentar arrumar uma forma de resgatar meu ânimo para escrever. Percebi que o amigo havia reformulado seu blog e pensei que poderia ser interessante uma ampla mudança em meu espaço.

Apesar de ainda inacabado a nova aparência e formato do blog parece ter trazido de volta minha vontade de escrever. Aproveitarei para abordar temas diversos em vez de ficar na depressiva abordagem constante do tema educação.

Na barra lateral deixei bem destacado minhas atualizações no Twitter para que mesmo que as postagens não venham com frequência, o leitor esteja informado das minhas últimas novidades.

Espero que os leitores assíduos e também aqueles que aparecem apenas de passagem tenham gostado da mudança.

domingo, 18 de outubro de 2009

A Evolução do Ensino da Aritmética (Adaptado)

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se
convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

 

** Autor desconhecido **

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Despedidas e agradecimentos ...

O desanimo chegou. A vontade de escrever se foi ...

O blog fica suspenso por tempo indeterminado. Talvez uma nova ideia floresça, sendo uma evolução do Críticas e Reflexões. O tempo se encarregará de determinar os próximos passos.

À todos que aqui estiveram meus sinceros agradecimentos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Até quando ?

Enquanto o Brasil parava para a escolha da sede das olimpíadas de 2016, uma jovem era morta por um tiro dentro de sala de aula. Os noticiários comprovam o que um país ganha quando sucateia o setor mais importante de uma nação. Contudo, o crime não reflete apenas crise na educação, mas em toda sociedade. Além da falta de projetos que busquem realmente a inserção desses jovens em sociedade e deixe de lado a demagogia, estamos atrelados a um sistema judiciário ineficiente que contribui para a permissividade total. A violência está passando a valer a pena …

Vamos agora gastar milhões, bilhões para fazer uma “vitrine” para os “gringos” verem. Na verdade, o Brasil está doente e ninguém se deu conta disso.

Mas pra que reclamar? Vamos continuar a jogar tudo para debaixo do tapete e pronto!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Informatização no Estado do Rio de Janeiro

A introdução dos recursos da informática, no cotidiano da educação estadual do Rio, tem divido opiniões. Afinal, ao mesmo tempo em que faz propagandas do novo sistema, massacra a classe com a incorporação do Nova Escola em parcelas que vão até 2015.

Sendo professor da rede pública estadual, devemos concordar que o tratamento dado pelo governador aos profissionais da educação está longe do ideal. Mesmo assim, o projeto de informatização tem seu ponto positivo. Se, de fato, o sistema contribuir para abolir a burocracia a que o professor está submetido terá todo meu apoio. Estamos na era dos computadores e o uso dessa tecnologia deve facilitar o trabalho de todos. O professor não deve perder tempo com diários e papeladas desnecessárias e mentirosas. Sonho com o dia em que não terei mais contato com preenchimento de diários e “listinha” de rendimento dos alunos.