terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pulseiras do sexo

Depois de apresentada em alguns jornais, as tais pulseiras do sexo vem dando o que falar. Principalmente pelo fato dela estarem chegando agora nas principais cidades brasileiras. Se isso estiver realmente acontecendo no Brasil, será questão de tempo a chegada nas cidades de pequeno e médio porte.

A verdade é que essa brincadeira escancara ao público um fato que já vem acontecendo nos últimos anos, mas que muitos insistem em ignorar: A banalização sexual. Como professor de ensino fundamental e médio constato que já é algo habitual nas escolas a insinuação sexual principalmente das meninas.

Nas redes sociais, como o orkut, já é fato comum as jovens exibirem seus corpos para que todos vejam. E para surpresa de muitos já constatamos que há casos em que as próprios pais fazem as fotos.

Essa realidade sexual já está aí há muito tempo. A questão das pulseiras é apenas mais uma modalidade. Para quem tem filhos fica o questionamento: O que fazer com nossos filhos quando estão diante de tantos estímulos dessa natureza? A resposta é sempre a mesma: Conversa. Não adianta prender em casa, nem proibir sua filha de namorar, pois certamente ela o fará escondido. Então, se isso fatalmente vai acontecer, melhor que seja através de uma relação baseada em cumplicidade, respeito e confiança entre pais e filhos.

Também não adianta não ter uma relação aberta com os filhos e resolver do nada ter uma conversa relacionada ao sexo. Isso certamente não irá colar. A relação de confiança deve ser moldada desde os primeiros anos de vida, fazendo com que a criança cresça com a sensação de que não existem apenas pais em sua casa, mas também amigos verdadeiros.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Enfim, o fim

Na verdade o mês de dezembro não me inspira muito a escrever. A hipocrisia constante, que o meu amigo Ery bem conhece, me deixa um pouco sem saco para essa tarefa. Essa necessidade de “ajudar o próximo” característica desse mês não passa da mais pura falta de vergonha na cara. Significa que “ajudamos” para que nossa consciência fique bem consigo mesmo e não tenhamos que sofrer por eles no próximo ano inteiro. Apenas no próximo dezembro. O “não ajudar” torna-se politicamente incorreto, classificando-nos como sem coração ou coisas do tipo. As pessoas nos olham como se quisessem dizer que o menino Jesus se encarregaria de castigar-nos.

Mas não venho aqui para ficar me queixando dessa época. As aulas finalmente terminaram restando apenas as confraternizações de fim de ano. Felizmente. Apesar de algumas decepções com relação ao colégio escolhido na rede Estadual do Rio de Janeiro, posso dizer que a sensação de vitória reside em minha mente. Tenho uma família linda, uma renda que permite uma vida feliz e satisfatória, além do pensamento de que o que vem pela frente tende a melhorar ainda mais a minha vida.

Não sei se voltarei aqui até o final desse ano. Talvez para desejar um excelente “recomeço”. Todavia, fica os meus sinceros agradecimentos para aqueles que estiveram ou passaram por aqui.

Que as festas sejam baseadas na alegria, na felicidade, na família, etc. E claro, tudo acompanhado de uma bela Bohemia gelada.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Considerações sobre o brasileirão

Deixei para escrever hoje pois antes não tinha inspiração diante de tanta euforia por ser campeão brasileiro por mais uma vez. Só havia visto tal fenômeno em 1992, ainda com 9 anos de idade.
Apesar de jogar muito mal, parecendo tremer diante de sua própria torcida, felizmente o mengão se sagrou campeão. Não posso negar que foi um momento muito feliz para todos nós. Todavia, meu escritos se destinarão às atitudes criminosas por parte da torcida do Coritiba e do Flamengo.
É lastimável que a paixão pelo futebol seja levada tão a sério, ao ponto do indivíduo achar que um resultado positivo ou negativo fará muita diferença em sua vida. Esse esporte deveria servir como distração e uma forma de nos entreter ao longo do ano. Infelizmente, temos de salientar que diante das tais torcidas organizadas somos obrigados a constatar a existência de verdadeiros marginais, delinquentes que deveriam sofrer os rigores da lei. Se esta de fato funcionasse no Brasil.
É uma pena que um time tão lindo como o Coritiba tenha caído, mas é fato que alguém teria de cair. Vários outros grandes já caíram um dia e retornaram à elite.
No Rio, torcedores do Flamengo deixaram de lado a comemoração para se auto destruírem. Algo estranho diante do significado do momento. Após 17 anos de espera o indivíduo prefere brigar a comemorar.
Encerro cobrando maior rigor das autoridades. A sensação de que no Brasil se pode fazer de tudo encoraja os meliantes para práticas inapropriadas. Esperamos que coisas do tipo não se repitam, mesmo sabendo que tem tudo para voltar a ocorrer.
ps. Gostaria de manifestar o apoio ao amigo @eryroberto, torcedor do Coritiba. Tenha certeza que esse é apenas um momento que será contornado o quanto antes. Grande abraço.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Como mudamos …

É engraçado, mas hoje por acaso resolvi visualizar os termos que os internautas pesquisam e que acabam por chegar em meu blog. Engraçado porque se paramos para reler alguns textos antigos percebemos como os blogs podem mostrar o desenvolvimento de nossas opiniões e até mesmo de toda nossa personalidade.

Paramos para pensar sobre como nossas opiniões se transformam e como nosso ponto de vista pode chegar a ser o oposto do passado. Claro, o nosso dia-a-dia fornece constantemente novas formas de interação e conhecimento. Seria natural e sadio que interpretássemos essas mudanças como positivas.

Sendo mais específico diria que se o artigo “O aborto deve ser legalizado?” fosse escrito nos dias de hoje, teria uma abordagem um tanto diferente. Alguns conceitos mudaram, tornando alguns raciocínios incompatíveis com o que acredito hoje.

De qualquer forma, jamais irei apagá-lo. Está lá para registrar, assim como as demais postagens, que sou um ser humano passível de erros e mudanças de pensamento. Trata-se de uma evolução contínua e perfeitamente sadia.

Seria inclusive muito interessante se tivesse o mesmo número de comentários que um dia já possuí, ainda em tempos de “wordpress”. Os comentários, que em alguns casos chegaram até a agredir, contribuíram demais para a reformulação de alguns pensamentos expressados nas postagens.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Educação e disciplina

Recebi da minha prima um vídeo um tanto pertinente para realidade vivida hoje em dia nas escolas: A atitude desaforada da grande maioria dos alunos como reflexo da educação fornecida por pais e demais instituições. Principalmente pelos primeiros.

O autor desse blog não compactua totalmente com esse vídeo, mas concorda que o excesso de permissividade contribui para essa sensação de caos nas escolas.

Peço aos internautas que por aqui passam a gentil contribuição de suas opiniões sobre a questão. Acesse os comentários abaixo e participe. Será muito importante para todos nós.

O vídeo é do jornalista Luiz Carlos Prates