segunda-feira, 29 de março de 2010

George Carlin – Save the planet

Um pouco de humor crítico sobre as questões mais recentes envolvendo o meio ambiente. Será que George Carlin tem um pouco de razão? Ou não passa de um despreocupado com os reais problemas do planeta? Seria legal ver os comentários de vocês.

sábado, 27 de março de 2010

A quem interessa a greve dos professores de SP?

788665-5063-it2 Venho falando aqui desde 2006 sobre o descaso que o magistério vem sofrendo por parte dos governantes, mas também por parte de toda sociedade. Analisar assuntos referentes a educação, principalmente quando da existência de greves, passa a ser crucial para analisarmos a postura daqueles que não estão ligados DIRETAMENTE a educação.

Refiro-me aqueles que acham que educação é problema de professores e educadores em geral. Aqueles que acreditam que sua medíocre vida em nada tem a ver com a qualidade do ensino no Brasil. São advogados, engenheiros, médicos, arquitetos e profissionais de áreas distintas que vivem o seu cotidiano sem conseguir ligar a falta de qualidade do ensino, ao aumento dos índices de violência,  dos subempregos e da concentração de renda.

É mais fácil reclamar de um trânsito parado devido a greve, do que entender as reais condições a que estes profissionais são submetidos. É mais fácil ir na onda da mídia, que prefere mostrar os alunos sem aula como pobres coitados, vítimas dos professores grevistas.

É preciso que o Brasil ACORDE e perceba que são justamente estes profissionais, que deveriam ser considerados os mais importantes para uma nação saudável. São estes que formam os demais profissionais, mas acima de tudo são estes também que, em condições satisfatórias, serão capazes de fomentar o caráter e a ética na mente dos novos brasileiros.

Um país com uma EDUCAÇÃO de qualidade formaria também melhores profissionais no futuro, que atrelado a uma política de geração de empregos e da diminuição da concentração de renda, teria mais justiça social e a consequente diminuição da violência e demais catástrofes, que tanto nos assolam nos dias de hoje.

É fato que em uma sociedade EGOÍSTA e HIPÓCRITA tal realidade não seja perceptível.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sérgio Cabral e o desespero pelos royalties

Diante de toda essa problemática envolvendo a questão dos royalties no Rio de Janeiro, eis que surge a dúvida cruel. Sabemos por A + B que setores como educação e saúde são sempre os mais sucateados no governo do Estado do Rio de Janeiro. Dessa forma, como entender os dizeres do governador quando afirma que tais setores poderiam vir a sofrer com a redução dos royalties?

Quer dizer que além de em época de "vacas gordas" os dois setores não se beneficiarem preferencialmente, são justamente os mesmos que pagarão as contas na possível época de "vacas magras"? Dizer isso, senhor governador, é tentar pressionar a opinião pública para o seu bel-prazer. Usa setores ESSENCIAIS de acordo com os seus interesses e se esquece de que a massa populacional do estado depende exclusivamente deles.

O mais engraçado é que diante de greves de professores assistimos a todo tipo de represália. Mas, quando o problema cai diretamente no bolso do governo são os próprios que convocam manifestações para parar o trânsito da capital.

Triste constatar como a opinião pública pode ser manipulada dessa forma. Saibam que não escrevo esse texto contra as pretensões do Estado. Apenas fico impressionado com a capacidade do governador em jogar a possível conta justamente para Educação e Saúde. Temos verdadeiramente um grupo nojento de governantes no país.

terça-feira, 16 de março de 2010

Com quem ficam os royalties?

Pesquisando sobre o assunto achei uma opinião muito interessante sobre os principais pontos a respeito dos royalties do petróleo. Essa questão vem chamando mais atenção pela recente atitude do então governador do Rio, Sérgio Cabral. Após choro diante das câmeras está sendo organizada uma passeata para amanhã buscando envolver os mais variados setores no estado.

Clique aqui para acessar a matéria escrita pelo leitor do jornal O Globo, Willian Aparecido Martins.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Fórmula 1 com SENNA

A estréia é nesse domingo. O carro é desconhecido e ainda sem quilometragem suficiente para um campeonato dessa categoria. Poderíamos aqui enumerar os obstáculos que Bruno Senna terá de enfrentar se quiser um posto de respeito na Fórmula 1. Não podemos, por isso, esperar por vitórias ou resultados impactantes. Não importa, o simples fato de acordarmos novamente pensando que temos um Senna na categoria, é motivo de orgulho e boas lembranças. Fica o intenso desejo de que tudo transcorra perfeitamente e que o jovem Senna tenha a garra, a perseverança e um pouco do talento que seu tio possuía.

Quem sabe em pouco tempo não teremos um Senna na frente novamente!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ensino superior não significa indivíduo crítico

Segundo pesquisa analisada pelo colunista Gilberto Dimenstein, os jovens da classe (C) são mais propensos aos estudos que os de classe (A) e (B). Ainda segundo a mesma pesquisa, a maioria dos chefes de família da classe (C) já possuem Ensino Médio e 19% já constam com Ensino Superior.

O que me chama atenção na análise é que o jornalista associa o aumento de pessoas com formação superior ao maior nível intelectual e crítico que teremos no decorrer do processo.

“Mais: segundo a pesquisa, a imensa maioria dos chefes de famílias da classe C (70%) já tem ensino médio --e 19% tem ensino superior. Ou seja, é gente mais crítica capaz de fazer cada vez mais barulho.”

Penso que o Ensino Superior, que deveria realmente ser o passaporte para intelectualidade e capacidade crítica, é feito hoje em dia de qualquer forma por um grande número de universitários. As certas exigências do mercado acabou criando um “modismo” em cima do curso superior. Uma boa parte dos universitários não estão convictos do que estejam fazendo. Fazem porque precisam fazer.

Essa dinâmica acaba colaborando para ideia de que os diplomas estão cada vez mais distantes da capacidade crítica e intelectual. Não fosse assim não teríamos o grande número de diplomados ignorantes por aí.

Fica explícito que isso é uma realidade de uma parcela dos universitários, não refletindo a totalidade da categoria.

sábado, 6 de março de 2010

Não vejo muita diferença entre PT e PSDB

Lamentavelmente, no Brasil, o voto não é ideológico, e as pessoas lamentavelmente não votam partidariamente. E lamentavelmente você tem uma parte da sociedade que, pelo alto grau de empobrecimento, é conduzida a pensar pelo estômago e não pela cabeça.

É por isso que se distribui tanta cesta básica. É por isso que se distribui tanto tíquete de leite. Porque isso, na verdade, é uma peça de troca, em época de eleição. E assim você despolitiza o processo eleitoral.

Você trata o povo mais pobre da mesma forma que Cabral tratou os índios quando chegou no Brasil, tentando distribuir bijuterias e espelhos para tentar ganhar os índios. Você tem como lógica a política de dominação, que é secular no Brasil.

Fica parecendo que esteja querendo fazer campanha anti-PT ou anti-Lula. Na verdade meu objetivo é de mostrar que essa luta ideológica entre PSDBistas e PTistas é vazia e sem sentido. Sinceramente fica difícil separar os dois. São, na maioria dos casos, farinha do mesmo saco.

Educação, sinônimo de descaso no Brasil



Sinal de que apesar do leve aumento no governo Lula, ambos presidentes desdenharam da educação em seus respectivos governos. Assim vamos assegurar o crescimento do país? Nenhum país consegue manter tal crescimento com uma população ignorante. Continuando assim deixaremos os "gringos" e um pequeno "clã" da sociedade usufruir da potencialidade do país em detrimento da miserabilidade dos pobres.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Bolsa Família e a possível vinculação ao rendimento do aluno

Ontem ao ver alguns escritos sobre o tema através do @briguilino, não pude deixar de manifestar minha opinião sobre o assunto. A questão envolve muitas ideias e teorias e, por isso, passa a ser tão polêmico. Ainda mais em um período tão delicado como em ano eleitoral.

O Bolsa Família é vinculado a uma série de deveres que os beneficiários devem cumprir. Um deles reside na frequência que seus filhos devem ter nas escolas. Na teoria parece uma medida muito útil uma vez que obriga os pais a deixar seus filhos estudando para receber o benefício. Na prática, a evasão escolar diminui e também a frequência se torna mais positiva. Todavia, devemos mergulhar um pouco mais no assunto para sabermos o que ocorre de fato dentro de sala de aula.

Como professor, sinto-me no direito de expressar experiências e sensações diante da atual conjuntura exposta acima. Os alunos de fato estão indo a aula, mas não são obrigados a estudar. Tudo porque o programa só exige que o aluno vá a aula, mas não cobra por seu esforço diante das disciplinas conhecidas. O resultado disso são alunos que, sem querer generalizar, transformam a sala de aula na extensão da sua vivência em casa e na rua. Alunos que vão para qualquer outro motivo que não seja estudar. Pais, por sua vez, só comparecem à escola quando faltas são creditadas ao filho, colocando em risco o recebimento do benefício.

Pergunte quantos pais de fato vão a escola para tomar conhecimento das atitudes e rendimento dos seus filhos. Pouquíssimos! Sendo assim, a vinculação ao rendimento do aluno faria com que pais relapsos exigissem não só a frequência, mas o compromisso com as tarefas e o estudo em geral. Já não é de hoje que venho concebendo a atual escola como um depósito, e não como um ambiente que possa propiciar o desenvolvimento do indivíduo.

Existe também de minha parte a consciência de que tal vinculação dificilmente ocorrerá. Uma vez adotada muitos poderiam perder o benefício mais facilmente, tornando a eficácia do programa (eleitoreira ou não) menos positiva.

Fica declarado minhas considerações a respeito do tema. Não sou político, sou professor. Relato a realidade dentro de sala de aula e o que precisaríamos fazer para tornar a educação um pouco melhor.