Que a educação pública brasileira deixa a desejar em vários sentidos, todos já sabemos. Mas no meio de tanta desordem e desesperança eis que surgem boas medidas que podem surtir efeito. Participei no dia de hoje do Quarto Salão do Livro, no Centro de Convenções Sul-América, no Rio de Janeiro.
Todos os anos, e isso já pela quarta vez, as escolas públicas estaduais ganham uma quantia em dinheiro, para que professores das unidades comprem novos títulos. Com um valor girando em torno de cinco a oito mil reais, os professores tem a oportunidade de apreciar livros de inúmeras editoras.
Fica ainda mais latente a necessidade de estimular a utilização das bibliotecas escolares. Os alunos precisam agora entender que a biblioteca é a extensão de suas casas e que, acima de tudo, torna-se crucial para o seu desenvolvimento intelectual. As obras são variadas, abordando temas do cotidiano, literatura em geral, além de obras críticas e reflexivas.
Penso que nós professores muitas vezes deixamos de estimular a prática da leitura. Perdemo-nos em conteúdos programáticos e esquecemos de que a vida em sociedade é muito mais que isso. A leitura amplia horizontes, aumenta o vocabulário e melhora a escrita. Fundamental para um mundo tão superficial e ignorante.

