quinta-feira, 24 de junho de 2010

Boas ideias em uma educação precária

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Que a educação pública brasileira deixa a desejar em vários sentidos, todos já sabemos. Mas no meio de tanta desordem e desesperança eis que surgem boas medidas que podem surtir efeito. Participei no dia de hoje do Quarto Salão do Livro, no Centro de Convenções Sul-América, no Rio de Janeiro.

Todos os anos, e isso já pela quarta vez, as escolas públicas estaduais ganham uma quantia em dinheiro, para que professores das unidades comprem novos títulos. Com um valor girando em torno de cinco a oito mil reais, os professores tem a oportunidade de apreciar livros de inúmeras editoras.

Fica ainda mais latente a necessidade de estimular a utilização das bibliotecas escolares. Os alunos precisam agora entender que a biblioteca é a extensão de suas casas e que, acima de tudo, torna-se crucial para o seu desenvolvimento intelectual. As obras são variadas, abordando temas do cotidiano, literatura em geral, além de obras críticas e reflexivas.

Penso que nós professores muitas vezes deixamos de estimular a prática da leitura. Perdemo-nos em conteúdos programáticos e esquecemos de que a vida em sociedade é muito mais que isso. A leitura amplia horizontes, aumenta o vocabulário e melhora a escrita. Fundamental para um mundo tão superficial e ignorante.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Divisão da América: México

mp-america Aproveitando a fantástica vitória da seleção Mexicana sobre a França, vamos abordar uma questão que sempre passa despercebida para maioria das pessoas. Ao utilizar os dois critérios de divisão do continente americano (físico e socioeconômico), o México pode dar certa dor de cabeça para aqueles que buscam entender a região.

Pelo critério físico são considerados os aspectos referentes à localização geográfica. Nesse aspecto, o continente americano é dividido em três partes (Nortel, Central e Sul), sendo o México classificado como um país da América do Norte, junto de Estados Unidos e Canadá.

No entanto, ao analisarmos os critérios sociais e econômicos do continente dividimos a região em duas partes (Anglo Saxônica e Latina). Nesse critério são agrupados os países que possuem semelhanças em relação à cultura, etnia, além dos fatores econômicos. Por essa divisão o México se separa de Estados Unidos e Canadá e passa a fazer parte da América Latina. O país possui idioma, religião e condições sociais e econômicas semelhantes a países como Argentina, Venezuela, Colômbia e Brasil.

A verdade é que México e Estados Unidos só estão juntos por uma questão puramente geográfica. As condições sociais distintas são explicadas pela história, que nos mostra como o México fora explorado e roubado pelos vizinhos do norte. Perdeu territórios e hoje, mesmo com o crescimento do PIB devido ao NAFTA, se vê vítima de um bloco econômico consideravelmente vantajoso para os estadunidenses. Lázaro Cárdenas, presidente mexicano (1934-1940), parece ter acertado ao dizer "Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos".

Clique aqui se quiser saber mais sobre o México.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Copa, África e Educação

Nessa quinta-feira tive duas demonstrações de como a educação pode ser fundamental para grandes mudanças sociais. Pela manhã, o Blog do Campbell divulgou a pesquisa de que a educação já se encaixa em quarto lugar, na lista de prioridades da população brasileira. É bem verdade que deveria estar no topo da lista, uma vez que com uma educação de primeira conseguiríamos conquistar as demais reivindicações de forma mais consistente. Mesmo assim, é bom saber que hoje ela está bem mais próxima do topo do que em pesquisas anteriores.
À tarde, chegando do trabalho, vi que o tema central do show de abertura da Copa do Mundo foi justamente a educação. É evidente que o tema vem atraindo cada vez mais adeptos. A noção da sua importância aumenta substancialmente. Triste é constatar que muitos utilizam dessa questão como trampolim para suas realizações. Defender a educação, assim como o combate à fome ou à miséria, em eventos dessa magnitude virou clichê. Abusam do apelo emocional e da hipocrisia para seduzir os expectadores. A sensação de que tudo vai mudar toma conta das pessoas comuns.
Torço para que esteja errado, mas após os 31 dias de copa o continente retornará ao seu lugar no esquecimento. Mais uma vez terão ser aproveitado da pobreza do continente para gerar riqueza. Assim como no Brasil, os pobres terão sido manipulados em detrimento do enriquecimento alheio.
Dentro de um sistema capitalista cada vez mais concentrador de riquezas, torna-se claro que tais contrastes sociais dificilmente terão fim.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O que são afluentes


A panorâmica acima mostra a região sul fluminense no estado do Rio de Janeiro, pertencente ao Vale do Paraíba. Em uma análise superficial percebe-se a presença de dois grandes maciços cristalinos. A Serra do Mar (esquerda) e a Serra da Mantiqueira (Direita) são caracterizados como divisores de águas na região. Canalizam as águas pluviais que vão ter como destino o rio Paraíba do Sul. As águas pluviais canalizadas, aliado às águas subsuperficiais, dão origem aos rios tributários ou afluentes.

Segundo Guerra (2006, Dicionário de Meio Ambiente, p.26) Afluente é um curso d’água, que desemboca em um outro rio. Os afluentes podem também desembocar num lago. Os afluentes possuem tamanho menor e também menos volume d’água, do que os rios principais.

Em toda sua trajetória o rio principal recebe a contribuição desses inúmeros cursos d’água. Estando estes rios comprometidos torna-se evidente o grau de impacto a que o rio principal estará submetido.

Na região de Barra Mansa-RJ e Volta Redonda-RJ, a situação dos afluentes é preocupante. Marcada pela cafeicultura e pecuária, grande parte da vegetação nativa foi retirada. A ausência da mata ciliar contribui para o assoreamento dos tributários e desregula o regime fluvial. O relevo de mar-de-morros favorece o povoamento das margens dos afluentes. Dessa forma, construções irregulares causam não só impactos ambientais mas um número crescente de enchentes. Além desses fatores cabe destacar que o esgoto doméstico é lançado in natura.

É certo que em inúmeros municípios brasileiros, principalmente os grandes centros urbanos, os afluentes tenham sido canalizados e perdido totalmente suas características naturais. Nessa temática, O objetivo desse artigo consiste na tentativa de chamar a atenção das pessoas para a importância da preservação dos afluentes. Seria fundamental que a mobilização populacional não fosse apenas em virtude de pavimentação de ruas e construções de praças. O cidadão ético e consciente tem o dever de trabalhar no sentido da preservação e utilização sustentável dos recursos disponíveis a sua cidade.









Fotos tiradas por Ítalo de Paula Pinto.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Fim de uma etapa, início de outra

feed_email_2009 O Críticas e Reflexões acabou. Não o blog, mas o nome criado em 2006 chega ao seu derradeiro fim. O blogueiro continua, mas agora com uma nova filosofia. Os assuntos do novo blog, batizado de “italogeo”, serão restritos ao conteúdo da geografia com algumas críticas a respeito. O tema educação também não será deixado de lado.

Enfim, a ideia do novo blog é servir como um lugar de encontro dos profissionais da área, sejam geógrafos, sejam professores e profissionais da educação em geral. Não há aqui pretensão em se tornar referência, mas apenas um ponto de vista a mais sobre os temas propostos.

Na verdade o título antigo sugeria uma abrangência muito ampla sobre temas a serem discutidos. Era necessário dar um rumo ao blog caracterizando-o de forma mais específica.

Por enquanto a url do blog permanece no tradicional “criticasereflexoes.blogspot.com”. Um registro de domínio está sendo providenciado para tornar o acesso ainda mais fácil aos internautas. O domínio próprio trará a responsabilidade de tratar o blog com mais seriedade e profissionalismo.