As matas ciliares há tempos foram destruídas pelo processo de urbanização. As construções irregulares tomaram todo e qualquer espaço, que antes era prioridade para o equilíbrio hidrológico dos rios. A aglomeração populacional dificulta a reversão desse processo. Mesmo assim, o que não entra facilmente na minha cabeça é que ainda tenhamos “cidadãos”, se é que podemos chamar assim, que despejam restos de material de construção na margem de um rio. Ou seja, simplesmente executam as obras e o que resta é jogado de qualquer jeito.
Interessante é saber que hoje em dia existam serviços que resolvem esse problema, como a contratação de caçambas para remoção do entulho. O problema é que esses serviços em muitos lugares pode ser cobrado e, por isso, colabora para que os pseudo-cidadãos se desfaçam de seu lixo em qualquer lugar. Sem a devida fiscalização da prefeitura, esses indivíduos continuam a praticar atos sem se preocupar com a qualidade de vida do restante dos moradores.
Além de colaborar para uma possível contaminação dos solos, aumenta a possibilidade de assoreamento do rio. Não menos importante, deixa a paisagem menos agradável de ser vista. Seria somente a sensação de impunidade que encoraja a prática desse ato? Ou talvez a existência de indivíduos cujo ego se sobrepõe a qualquer tipo de anseio em favor de um bem comum?