domingo, 31 de outubro de 2010

O que se espera do povo após as eleições

Sem título

Passado a disputa eleitoral é tempo de refletir. Para aqueles que apoiaram Dilma é o momento da vitória. Aos que apoiaram Serra resta o conformismo diante da situação. Mesmo não tendo apoiado nossa futura presidente durante o período eleitoral, precisamos conceber a ideia de que ela será durante os próximos anos a nossa líder. É dever de cada brasileiro a fiscalização constante do seu mandato. Cidadania não se conquista apenas no voto, mas na contínua preocupação com os rumos do nosso país.

No Brasil, discutir política se restringe a períodos eleitorais. As pessoas em geral não vivem a política durante o dia-a-dia e querem, justamente no momento da disputa, dar palpites sobre assuntos que na maioria das vezes desconhecem. Lamentável que boa parte daqueles que “lutaram” em prol dos candidatos retorne, a partir de hoje, ao seu mundo recheado de partidas de futebol, novelas e reality shows.

Por isso, o desejo é que cada brasileiro sinta-se na obrigação de fiscalizar o futuro governo. Independente da sua simpatia partidária. Que os jornais e demais ferramentas de informação sejam acessados cada vez mais, em detrimento de uma vertiginosa diminuição do culto à ignorância, tão latente entre a população brasileira. Afinal de contas, quando deixaremos de aceitar a política do “panem et circenses” em voga há tempos no Brasil?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Anseios de um brasileiro comum

É certo que em tempos de disputa presidencial cada partido ou candidato tenha a prática de louvar seus feitos e ignorar os de terceiros. Não podemos esperar que os candidatos utilizem do bom senso para falar do Brasil, em um período que vale "quase" tudo para se conquistar o poder. Cabe aos homens comuns uma análise um pouco mais crítica e racional.

Engana-se quem acredita que o Brasil de hoje é resultado das exclusivas medidas de Lula ou de FHC. O Brasil de 2010 é resultado de uma política econômica, financeira e monetária que já dura 16 anos. Sem entrar no mérito de quem errou ou acertou mais é louvável podermos afirmar que estamos completando o segundo governo de 8 anos, que manteve as regras do jogo e conseguiu ampliar significativas melhoras para população brasileira.

Fica o apelo para que nos próximos governos prevaleçam os investimentos em educação atrelados a um assistencialismo cada vez menor. Que os lucros advindos dos superávits econômicos sejam distribuídos da maneira correta para a população, através de estudo, emprego e salário dignos. E que no final, o brasileiro seja capaz de entender que pelo potencial que o Brasil possui (economicamente), nós exigimos muito pouco de nossos governantes.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Problemas com o blog

Devido a postagem automática de SPAM´s nesse espaço fui obrigado a retirar o antigo template. Após inúmeras tentativas de solucionar o problema restou creditar ao template antigo a culpa pela publicação dessas mensagens indevidas.

Fica o meu sincero pedido de desculpas pelo incômodo provocado. Espero solucionar o problema daqui pra frente. O novo template será adaptado com o decorrer das semanas deixando a navegação ainda mais agradável e acessível.

Obrigado.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Religião? Agora?

Poucas pessoas tem a capacidade e inteligência em sintetizar um complexo raciocínio, em um texto claro e objetivo. Sem delongas, apresenta uma visão crítica de alguém que analisa o mundo sem hipocrisia, preconceito e falso moralismo. Tomo a liberdade de publicar e divulgar essa obra prima, uma verdadeira contribuição para o surgimento de uma sociedade mais crítica e coerente.

Nessas eleições para presidente da República ganhou espaço o discurso religioso em detrimento do político. Lamento profundamente por isso, mas não quero aqui argumentar em defesa de um candidato ou de outro.

Para início de conversa não há sentido nenhum em usar argumentos religiosos para angariar votos para qualquer candidato, uma vez que nenhum deles representa legitimamente uma tendência religiosa. Nem mesmo Marina Silva, conhecida evangélica, representa o eleitorado fiel.

Lamentavelmente, um número considerável de igrejas evangélicas e setores da Igreja Católica resolveram inserir-se na militância política como se tratasse este Estado democrático de direito de uma teocracia.

Como outras muitas vezes na história da humanidade o hipócrita discurso religioso não atenta para a dignidade do ser humano, ora faminto, ora sem-terra, sem-teto, analfabeto.

Em vez disso, ele insiste em lançar mão da homofobia que lhe é típica e de uma suspeita defesa da vida contra a regulamentação do aborto. E o faz como se a opção pelo candidato de oposição (que apoia a união civil homossexual) pudesse impedir que tais regulamentações fossem aprovados pelo Congresso Nacional.

Parece-me cada vez mais claro a inutilidade da religião e da religiosidade para o ser humano. Quanto mais me interesso em observar os passos dos líderes religiosos, mais me convenço de que a religião só torna o mundo mais divido, na medida em que o que se conhece como religião é essencialmente egoísta e excludente.

Até há um certo tempo atrás, optei por uma postura de respeito ao indivíduo em manifestar e cultivar sua crença, mas hoje, me aproximo de um estágio em que o respeito dá lugar à tolerância, obrigado por força de lei. Desde que comecei a assumir o ateísmo como a única possibilidade racional de interpretar os fatos e fenômenos, nunca estive tão convencido de que a religião não só aliena o indivíduo e a coletividade, como também é altamente danosa para a sociedade.

É constatável que sociedades com elevadíssima qualidade de vida já estão abandonando esse atraso social. Parece claro que quanto maior a escolaridade e menos dependente de assistencialismo do Estado é a sociedade, menor é o número de habitantes que se dizem religiosos.

Que benefício pode ser constatável em termos estatísticos em ser religioso? A escolaridade, essa sim é, de longe, o fator que mais diretamente influencia na qualidade de vida do indivíduo.

Estudos científicos apontam uma sensível superioridade de tratamentos médicos bem sucedidos em religiosos, se comparados àqueles que não professam religião. Os mesmos estudos apontam que a fé, a esperança, a expectativa, o pensamento positivo, a auto-sugestão ou como quiser chamar, eleva a liberação de determinadas substâncias que aumentam as defesas do organismo. Assim, a simples fé na eficácia do tratamento é suficiente para substituir a crença em um ser supremo capaz de curar.

É cada vez mais evidente que o desenvolvimento técnico-científico é inúmeras vezes mais útil que a religião. É evidente que as melhorias das condições médico-sanitárias elevam a expectativa de vida e diminuem a mortalidade infantil, algo que a predominância católica europeia em milhares de anos e as igrejas evangélicas, nas comunidades de baixa renda, onde crescem em ritmo vertiginoso não conseguiram.

Defensores desse grande mal inerente ao ser humano insistem em defender que sua suposta divindade é capaz de evitar da morte diante de acidentes ou catástrofes, como se uma prece fosse mais eficaz que um capacete, um cinto de segurança ou a simples manutenção de equipamentos destinados a esse fim.

Para ser bem sincero, pelo menos dois ensinamentos eu recebi nos meus tempos de católico: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” e “O pior cego é aquele que não deseja ver”. Muitos outros ensinamentos o Evangelho cristão pode oferecer, mas essas duas mensagens me parecem muito produtivas e, evidentemente apontam à descrença absoluta. A ciência tem comprovado com evidências que nem a Bíblia, nem o Corão, nem a Torá ou nenhum outro livro sagrado detém a verdade, pois a verdade ainda está a ser descoberta, aos poucos e com experimentação e comprovação. Quem não quer ver é gente da pior espécie.

Por Abner de Paula

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Filhos são reflexos dos seus pais

Muitas vezes nós professores nos perguntamos como alguns alunos podem ter determinadas atitudes consideradas absurdas por nossa sociedade. Frases como “Você não tem pai menino?” ou mesmo “nunca te deram educação?”, são sempre faladas diante do desrespeito que muitas crianças e adolescentes cometem.

O vídeo acima mostra um dos fatores que justifica essa postura cada vez mais agressiva por jovens e crianças. Eles aprendem convivendo com pais que perderam a noção do que é certo e o que é errado, além de ter esquecido o real significado da palavra caráter. A atitude do pai agressor dá aval às atitudes inconsequentes do filho que deveria, justamente nesse momento, receber lições de boa conduta e respeito mútuo.

Difícil conceber a ideia de um Brasil melhor quando percebemos que os dois pilares de uma boa formação (escola e família), estão praticamente falidos e incapazes de executar suas funções.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Para conscientizar os alunos

Usar esses espaço para promover a conscientização dos jovens também é fundamental. Esse vídeo traduz de maneira clara como os brasileiros são manipulados e porque as coisas não mudam. Parabéns ao autor do vídeo por essa contribuição.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Era uma vez Flamengo

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Pode parecer estranho um blog de geografia abordar um assunto tão batido pela mídia. Mas a saída de Zico do flamengo significou apenas uma mera mudança de gestão administrativa. Quando Zico chegou ao flamengo tinha propostas concretas de transformar um dos times mais populares do Brasil em uma verdadeira potência no futebol. Queria estruturar um clube que há tempos vinha sendo castigado por uma sequência de desmandos e corrupção. Não conseguiu.

Na verdade a saída de Zico se torna emblemática no sentido de que representa a vitória da corrupção contra o caráter e o comprometimento de um indivíduo que queria trazer de volta os áureos tempos da década de 1980. Não vi o Zico jogar, mas a sua pura demonstração de honra, caráter e determinação mostraram para mim o que é ser um grande ídolo.

Esse clube, onde me formei e me tornei um ídolo, precisa voltar a ser grande. O caminho da grandeza foi perdido não agora. Lamentavelmente é fruto de anos e anos de um sistema histórico incompatível com as coisas que eu acredito.

Para mim, esta quinta-feira foi um dia especial porque nasceu meu neto Antonio, mas ao mesmo tempo morreu no meu coração esse Flamengo de hoje que está representado por essas pessoas, algumas delas que sequer conheço e atuam dentro do clube como se fossem os donos.

As palavras de Zico não carecem de explicação. Demonstram por si só que o Flamengo acabou há muito tempo, assim como o caráter e a decência da maioria dos brasileiros.