quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Está mais quente mesmo?

Há pouco conferi o último artigo do Blog do Sakamoto onde ele analisa as ideias por detrás de frases já prontas, quase clichês. No instante em que lia não pude deixar de lembrar de uma frase que também é repetida incessantemente pelas pessoas, que na verdade não sabem bem o que estão dizendo. Em tempos de “aquecimento global” quem por aí nunca teve a oportunidade de ouvir alguém dizendo: “Meu Deus, mas esse ano o verão está quente demais…Nos anos anteriores não esquentou tanto”, ou mesmo “Ah rapaz, isso é por causa do aquecimento global…”, e por aí a conversa segue seu rumo. Na verdade, há dois erros básicos nessa percepção:

Primeiro, dificilmente as pessoas carregam consigo uma verdadeira sensação de como foi a mesma estação no ano anterior. É evidente que o verão desse ano provoque uma sensação de mais calor, porque o calor do passado nunca é tão ruim quanto o atual, que você sente na pele nesse exato momento.

Segundo, mesmo que realmente haja diferenças entre os verões, não se pode creditar os efeitos apenas ao aquecimento global. Caso contrário já poderíamos contar com um verão de 60º graus em 2030, pois as pessoas sempre tendem a afirmar que a cada ano fica mais quente. A análise das médias térmicas e pluviométricas de uma estação, só podem ser feitas através de um estudo constante ao longo de várias décadas, para se ter a real noção das variações de cada ano. No final, constata-se que as estações também passam por ciclos e é natural que em um ano, o verão chegue mais forte do que em outros. Fenômenos como o El Niño e La Niña, que periodicamente alteram as características climáticas, estão aí justamente para comprovar o que afirmo.

É claro que esses erros de percepção não provocam danos relevantes. Mas é legal podermos compartilhar raciocínios e aprender um pouco mais sobre essas complexas condições da atmosfera.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Região Serrana e a culpa que nos cabe.

Diante dos últimos acontecimentos na região Serrana do estado do Rio de Janeiro e da já conhecida reincidência desse fatos, um questionamento paira no ar: Por que eventos catastróficos insistem em ocorrer com frequência no Brasil? Poderia discorrer sobre inúmeros fatores que influenciam a questão, mas penso que este assunto já está um tanto batido pelos blogs, redes sociais e sites oficiais de grandes veículos de informação.

O que me chama atenção, e me parece estar cada vez mais presente no pensamento das pessoas, é o fato dessas questões só serem levadas a sério diante da catástrofe. Nos meses mais secos do ano a impressão que se tem é que o problema foi perfeitamente sanado, e no final, sabemos que ele apenas estará em uma nova localização geográfica. Se ontem foi em Angra e hoje na região Serrana, resta esperar a nova localidade em 2012.

Falando especificamente do estado e da cidade do Rio de Janeiro tornou-se comum avistar moradias irregulares nos 360º a nossa volta. Como se esse tipo de moradia fosse algo típico do Brasil. A desigualdade e a pobreza não podem parecer inerentes ao país. E é dever da sociedade essa mobilização. A pressão ao poder público precisa funcionar o tempo todo.

Lembro-me até pouco tempo atrás do ufanismo dos governistas em tempos de eleição, mostrando um Brasil quase perfeito. O próprio governador Sérgio Cabral afirmava, diante de mais uma vitória, que tudo era resultado da sensação do carioca de que a casa estava enfim arrumada.

Eventos vergonhosos de um país que almeja ser grande sem antes arrumar a própria casa. Que todo esse crescimento econômico tão falado por nosso ex-presidente, seja a máquina motriz de uma vida melhor para o cidadão brasileiro e não apenas para grupos já abastados.

Por todo esse desabafo termino afirmando que quero e preciso ter orgulho do meu Brasil. Mas, diante do descaso de nossos governantes e da alienação social em que vivemos, sei que ainda precisarei esperar muito.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Por que se preocupar com o planeta Terra?

Analisar a questão ambiental, o problema do aquecimento global e os impactos que o desenvolvimento econômico provoca no planeta, tornou-se o assunto da década e talvez do milênio. Muitas pessoas são levadas pelos principais veículos de informação a mudar atitudes, no intuito de causar o menor impacto possível ao meio em que se vive.

No entanto, essas mesmas pessoas o fazem sem buscar maiores reflexões sobre o assunto. Por que se preocupar com o planeta Terra? Essa pergunta a princípio pode provocar no leitor uma certa repúdia em relação a quem vos escreve. Fiquem calmos, não venho defender a degradação ambiental. Apenas propor um debate maior sobre os reais motivos de se tentar conter a degradação ambiental em voga.

A ideia de preservação do meio ambiente no seu real objetivo não tem interesse em preservar o planeta apenas porque é certo, ou porque é lindo, ou porque existem muitas espécies vegetal e animal morrendo. Essas visões melódicas não colam em um mundo que é regido pela ganância, pelo dinheiro e pelo interesse próprio. Eu até concordo que existam grupos com os ideias acima, mas no geral é a preservação própria que lidera toda essa campanha.

Na verdade, pensar no planeta Terra como um pobre oprimido, que vem sendo destruído por esse “vírus” chamado ser humano é um tanto paradoxal. Nosso planeta possui aproximadamente 4,5 bilhões de anos e já passou por poucas e boas durante todo esse tempo. Vale lembrar que em muitas catástrofes a vida foi dizimada, bastando alguns milhões de anos para que ela se refizesse. E aí reside o detalhe, mesmo com inúmeras destruições a vida se refez. Basta a constatação de que de todas as espécies que já estiveram na Terra, as atuais são minoria absoluta. Incluindo o Homo Sapiens.

Portanto, caso as alterações climáticas ou algo do tipo venha realmente acontecer, o único que deve se preocupar é o ser humano pois estará com o seu na reta. O planeta continuará no sistema solar, firme e forte, aguardando condições para se refazer novamente e ser, quem sabe, habitado por novas espécies que não as atuais.

Termino essa superficial análise afirmando ser um defensor do meio ambiente. Mas porque obviamente quero um mundo mais limpo pra mim, para meus descendentes e para todos aqueles que conheço. Por favor, sem essa de que o planeta está sofrendo ….

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quem é Lula na verdade?

Os pontos positivos do governo Lula são incontestáveis. Todavia, muitos são os quesitos negativos que parecem não ter força, diante de tanta euforia por parte da população brasileira. Não acredito em mocinhos e bandidos na política e vejo, assim como muitos brasileiros, uma série de problemas no governo Lula que não seriam capazes de descaracterizar um dos maiores presidentes do Brasil, mas que são capazes de mostrar que Lula jamais poderia ser considerado como aquele que veio para ajudar as pessoas pobres em detrimento dos ricos. O vídeo acima apresenta um panorama superficial sobre os oito anos de governo do ex-presidente, e é de fundamental importância para todos aqueles que se interessam pelo futuro do país.