quarta-feira, 30 de março de 2011

#InclusaoDigital

O tradicionalismo na educação vem sofrendo severas críticas daqueles que buscam inovar e promover uma nova educação. Para isso, o domínio e utilização de recursos diversificados, principalmente ligados à informática, trazem à tona um tema bastante discutido. A chamada #inclusãodigital vem se caracterizando como a possível solução para o problema do ensino. Tais ferramentas seriam capazes de promover maior conhecimento e criatividade por parte dos alunos. Afinal de contas, estariam ligados a rede mundial de computadores.
Mas será que os jovens de hoje sabem usar os recursos que a internet nos oferece? Minha experiência como professor e os últimos acontecimentos, envolvendo a inserção de minhas aulas na internet, vem provando o contrário. Os alunos que possuem acesso à rede a utilizam única e exclusivamente para acesso a redes sociais (orkut) e programas de mensagens instantâneas (msn). Se ousarmos desenvolver um trabalho que utilize um recurso que não sejam os acima citados, como E-mail, blogs ou discos virtuais, tais termos são encarados com ar de surpresa pelos jovens. Muitos não sabem do que se trata.
Presencio pais que presenteiam seus filhos com computadores, mais recentemente os notebooks, como se estivessem fazendo um grande investimento para o futuro. Pouco fazem no sentido de fiscalizar ou de realmente preparar sua cria para o uso correto e eficaz do computador. Crianças que sabem tudo de fofocas e intrigas pela internet, mas não dominam corretamente um simples editor de texto.
Recentemente, após uma tentativa frustrada de comunicação por e-mail, tomei a liberdade de publicar minhas aulas aqui nesse espaço, no sentido de compartilhar com outros profissionais da área, mas principalmente com o objetivo de auxiliar os alunos com os estudos. Apesar do grande número de acessos na seção “aluno”, pude evidenciar que muitos ainda tem dificuldade em como fazer o “download” do arquivo, para visualizar em seus respectivos computadores.
Dessa forma, constata-se que fornecer computadores não significa promover a tão falada #inclusãodigital. As crianças precisam ser fiscalizadas e treinadas. Os novos laboratórios de informática estão por todo lado. São sub aproveitados e usados para os mesmos fins banais citados nesse artigo. Isso sem mencionar o fato de que essa #inclusãodigital deveria vir ao lado da INCLUSÃO SOCIAL, que boa parte da população ainda carece.

sábado, 26 de março de 2011

#HoradoPlaneta

Sinceramente não consigo entender a importância em desligar as luzes por uma hora, no que muitos vem chamando de a Hora do Planeta. Tá certo! Muitos dirão que é uma atitude positiva no sentido de conscientizar as pessoas. Mas com que objetivo? Para que as pessoas não usem mais luz? O ser humano contemporâneo se tornou extremamente dependente da energia elétrica e pouco pode fazer para reverter esse quadro. Muitos desligarão a luz na ânsia de que esse tempo passe rápido, para a “vida” voltar a ser feliz novamente junto de seus “brinquedinhos” eletrônicos.

O assunto energia elétrica passa mais pela análise das matrizes energéticas usadas do que pelo número de horas utilizadas. E nesse aspecto, melhor pressionar o poder público por fontes mais limpas e renováveis, do que simplesmente apagar as luzes. Na prática reina a pura demagogia de sempre. Passa-se a ideia de que os governos mundiais tem consciência social e ambiental. No fundo, vale mesmo a busca incessante por consumo, petróleo e derivados fósseis. O pobre mortal fica confuso diante de tanto estímulo na mídia para que tenha consciência ambiental e mantenha, ao mesmo tempo, uma vida de consumo excessivo. Afirmo, os dois modelos não conseguem coexistir.

Mercosul completa 20 anos

O breve documentário da Globo News tenta nos mostrar o que o Mercosul conseguiu trazer de positivo para região nesses 20 anos.

Para os usuários que recebem as atualizações por email será necessário entrar diretamente no site: www.italogeo.com

quarta-feira, 23 de março de 2011

O professor que estuda tem que sofrer

Quando o assunto educação entra na pauta de discussões um dos quesitos que mais chamam a atenção diz respeito a formação continuada do professor. Tal profissional necessita de formação constante e, para tal, seria fundamental que as instituições de ensino facilitassem o acesso a esses cursos.

A teoria é linda. A prática nos mostra que as atuais instituições de ensino colaboram para inércia do professor. Ou seja, professor bom é o professor que estaciona na profissão e não dá trabalho para seus superiores. Quando o professor, por conta própria, busca um programa de pós graduação (mestrado ou doutorado), se esbarra na burocracia e na falta de interesse dessas instituições em ter profissionais mais bem formados e capacitados.

O professor que estuda tem que sofrer. Se quiser realmente continuar seus estudos terá de aliar sua elevada carga horária ao ritmo dos cursos. Tarefa árdua que consegue aos poucos desmotivar qualquer iniciativa do profissional.

No intuito de amenizar o peso da culpa que as instituições carregam, estas promovem cursinhos ridículos de curta duração, que pouco irão agregar ao currículo e formação do professor. Fica evidente que o professor, muitas vezes taxado como o culpado mór do fracasso educacional, é na verdade uma das maiores vítimas de todo processo.

Desculpem-me as demais profissões, mas em um país que dá tão pouca atenção ao professor, não dá para levar a sério a ideia de que o Brasil será um país de verdade no futuro.

sábado, 5 de março de 2011

Um pouco de crítica em tempos de carnaval

Que o vídeo seja uma forma de analisarmos essa “festa popular” com um olhar um pouco mais crítico. Na verdade, quando destacamos os problemas do mundo, ou mesmo de nosso país, temos a prática de nos excluirmos da culpa. É bom fazermos uma auto-reflexão nessas horas.