terça-feira, 26 de abril de 2011

#educacao - O que “encinam” aos nossos filhos …

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O cartaz acima, feito por alunos de um colégio estadual, demonstra a que pé anda a educação no estado do Rio de Janeiro. Após uma análise superficial é possível destacar dois erros básicos na postura do profissional, que induziu as crianças a executar esse tipo de trabalho:

Inicialmente, e esse já é um questionamento que venho fazendo há tempos, devemos abordar a questão do estado laico. Ainda é grande o número de profissionais que fazem apologia a determinados tipos de crença, se esquecendo que a escola é um estabelecimento público voltado à difusão do conhecimento racional, e da busca pela criatividade dos alunos. Um problema que, segundo minha humilde opinião, já deveria ser caso passado se no Brasil reinasse uma educação correta e séria.

A segunda observação complementa a primeira. Repare pelas duas imagens que o(a) professor(a) se preocupou mais em falar de Jesus do que zelar por uma ortografia correta. A frase “Nesse dia Jesus nos encina-a compartilhar” demonstra a qualidade do trabalho que vem sendo desenvolvido nas escolas. Mais triste ainda é constatar que não são casos isolados.

Esse é um assunto complexo que exige uma abordagem sob diferentes perspectivas. Prometo em breve voltar a esse assunto “tentando” mostrar um pouco da minha visão sobre a origem, os culpados e as soluções para esse problema. Mesmo assim, aproveito para propor uma reflexão: Você é culpado por esse problema? Mesmo não trabalhando com educação, tem alguma parcela de culpa? Exponha a sua opinião logo abaixo, no espaço reservado para os comentários.

domingo, 24 de abril de 2011

#meioambiente - A que ponto chegamos …

Acabo de assistir um vídeo no Blog do Sakamoto sobre a poluição extrema no rio Tietê, marcado por grande quantidade de matéria orgânica e detritos químicos provenientes das casas e indústrias. Poderia simplesmente compartilhar esse artigo no Twitter e Facebook, mas um vídeo como esse merece ser divulgado da forma mais variada possível.

Em um país que mantém sua economia entre as oito maiores do globo, é de se admirar que campanhas de recuperação dos mananciais, tão importantes e fundamentais para manutenção da nossa sociedade, sejam tão negligenciadas.

Confira agora o artigo na íntegra.

terça-feira, 12 de abril de 2011

#educação - A qualidade do ensino e o amparo da família

Final de bimestre é sempre aquela correria. Fechar diários, corrigir provas e constatar, na maioria das vezes, que grande parte dos alunos pouco se importa com os estudos. Entre a correção de uma prova e outra tomei a liberdade de mostrar dois exemplos de alunos de uma mesma classe, com a finalidade de fazermos algumas considerações a respeito.

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A primeira pergunta que paira ao analisarmos as questões acima é saber como um indivíduo com tantas lacunas referentes a escrita, pode ter chegado ao 8º ano do ensino fundamental. Certamente a qualidade de sua alfabetização esteve aquém da ideal. Uma criança mal alfabetizada terá comprometido todo o seu desenvolvimento nas séries subsequentes. A pressão por “rendimento” a que muitos professores estão submetidos, ainda colabora para que esse aluno obtenha progressão entre as séries, sem qualquer possibilidade de êxito no futuro.

O segundo questionamento a ser feito tem relação à postura dos pais. Pais que passaram por uma escola que pouco lhes ofereceu, certamente deixarão passar absurdos como esses como uma coisa natural. Os alunos são mal formados com o aval de pais desinformados e desinteressados pela vida estudantil de seus filhos. A família tem papel preponderante na qualidade da educação que os filhos receberão. Mesmo em escolas públicas, os alunos que possuem fiscalização e auxílio da família, conseguem atingir os objetivos com qualidade e eficiência.

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A resposta da aluna acima comprova que nesse caso há uma intensa participação da família na sua formação. Bem alfabetizada e, certamente, com uma educação voltada à prática da leitura, consegue responder um questionamento com extrema desenvoltura e simplicidade. Atentemos para o detalhe de que os dois exemplos citados nesse post são de alunos do mesmo ano.

Políticas educacionais vão e vem à medida que os governos se alternam. Em nenhuma das políticas vejo um incentivo efetivo à participação dos pais. Na atual conjuntura, é triste constatar que para maioria dos pais, os filhos são estorvos e as escolas depósitos de gente.

Nenhuma política ou plano de educação terá êxito enquanto apenas os educadores fizerem parte do processo. A família precisa estar presente. Precisa ser responsabilizada e, na pior das hipóteses, penalizada pela omissão e pelo abandono intelectual de seus filhos.

 

Ao clicar nas imagens, poderá visualizá-las em tamanho original

sexta-feira, 8 de abril de 2011

#realengo – O massacre no Rio de Janeiro–Parte II

No post anterior atentei para os perigos em manifestar opiniões no calor do momento. As reflexões feitas pela emoção podem nos levar a erros bastante desagradáveis. Contudo, após um dia de análises, é possível exprimir alguns comentários, mesmo que superficialmente.

A postura da sociedade em geral diante de catástrofes me assusta. As opiniões vão desde medidas práticas, como detector de metais nas escolas, até as mais infantis, digamos dessa forma, como desejar o inferno para o assassino das crianças. No Orkut, uma comunidade chama a atenção. O grupo recém criado, batizado de “VAI ARDER NO INFERNO” nos dá mais um exemplo de como as pessoas em geral tendem à superficialidade, mas acima de tudo,  a uma crueldade tão latente, guardada as devidas proporções, como a manifestada pelo assassino.

Como professor, posso entender a raiva e a angústia de uma criança, como pude verificar em meus alunos. Mas é triste constatar que mesmo os adultos tendem a lidar com a violência praticando ainda mais violência.

Tal catástrofe deveria servir para refletirmos sobre a sociedade em si. Sobre os valores baseados na ética e na moralidade, que vem sendo dilapidados ao longo dos anos. Wellington Menezes é “cria” da nossa sociedade. Sua personalidade se formou da interação com outros indivíduos. Até quando classificaremos atitudes como essas como meros atos de loucura, sem levarmos em consideração a culpa de uma sociedade cada vez mais individualista, preconceituosa e hipócrita? Quando passaremos a perceber que assassinos cruéis também são vítimas de um modelo excludente a que todos estamos submetidos?

Faz-se necessário o convite a uma auto-avaliação enquanto cidadãos inseridos em uma sociedade. Nessa história, não existem mocinhos ou vilões. No fundo, todos somos vítimas de um mundo cada vez mais doente e incompreensível.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

#realengo - O massacre no Rio de Janeiro

Procurar respostas no calor do momento pode ser complicado. Nessa hora a reflexão sobre os fatos deve ser pessoal. Uma barbaridade nessas proporções nos comove e induz a construir juízos baseados no campo emocional.

Esse blog manifestará a sua opinião posteriormente. Apenas presto a minha homenagem que, parafraseando a nossa presidente, são "brasileirinhos que perderam a vida e o futuro". 

O ocorrido serve para pensarmos no todo e constatar que precisamos, indubitavelmente, pensar com mais carinho nas nossas crianças que estão crescendo por aí sem o suporte necessário.

#gasolina e hipocrisia

Essa recente alta dos combustíveis no Brasil, nos chama a atenção para a postura que a sociedade brasileira, mais especificamente a classe média, passou a adotar. Campanhas diversas na internet mostram o empenho desse setor da sociedade, em repudiar completamente essa alta que, de fato, irá afetar a vida de todos no país. Antes de qualquer julgamento prévio por parte dos leitores, cabe destacar que o autor desse blog não apoia as recentes altas nos combustíveis.

Brasileiro se acostuma com um sistema de saúde precário que não oferece básico. Acostuma-se com uma educação que há décadas não forma, se constituindo em um depósito crescente de pobres alienados. Não se revolta como deveria com os altíssimos índices de violência em todos os sentidos. A explicação para a postura passiva nos casos acima citados, se deve ao fato de que no Brasil reina a política do "salve-se quem puder". Para que me preocupar com educação, saúde ou segurança se eu posso pagar por esses serviços? Os planos de saúde, as escolas particulares e os serviços de seguro são as válvulas de escape para uma classe média, que pouco se importa com o coletivo.

Entretanto, quando essa mesma classe se encontra vítima de uma situação onde não tem muito o que fazer, passa a apelar para o senso de coletivo. Tenta passar a ideia de que esse é um problema de graves proporções e que irá afetar a vida de toda a população. Trabalha no sentido de engajar até mesmo aqueles que foram excluídos de uma vida de consumo semelhante a deles.O aumento da gasolina afeta a todos, mas não tanto aos menos afortunados como se tenta passar.

O aumento nos combustíveis se torna emblemático, pois o carro além de ser um veículo útil para o deslocamento diário, ainda é símbolo pleno de status em uma sociedade capitalista. Dessa forma, esse grupo de pessoas se vê acuado, sem ter opção. Quer continuar a andar de carro, mas não quer pagar mais caro por isso. Chega ser cômico ver algumas pessoas se passando por cidadãos conscientes, quando sabemos que na verdade é o interesse individual que está em jogo.

terça-feira, 5 de abril de 2011

#geoide – O verdadeiro formato da Terra

A Agência Espacial Europeia (ESA), divulgou na última semana a verdadeira forma do Planeta Terra. As informações foram coletadas durante dois anos pelo satélite GOCE. Nesse vídeo você pode conferir a ação da gravidade sem a influência das marés e correntes oceânicas.