quarta-feira, 29 de junho de 2011

Professor precisa viver o que defende

Sempre notei durante o meu período como estudante, uma certa apatia por parte dos professores. Explicações monótonas, chatas e sem sentido. Durante a formação como professor, buscava incessantemente o caminho correto para me tornar um profissional, que conseguisse cativar os alunos para aquilo que iria defender em sala de aula. Qual seria a forma ideal para conseguir tal feito?

Hoje, após 5 anos em sala de aula, é cada vez mais forte a sensação de que professor competente não é aquele que apenas cumpre as suas tarefas no prazo. Não apenas aqueles que possuem a assiduidade como virtude. O professor ideal é aquele que também vivencia tudo aquilo que defende à frente dos alunos. É contraditório perceber a existência de professores que ministram conteúdos tão importantes, e que em nada alteram o seu comportamento ou forma de pensar. São pessoas que estão ali apenas para passar conteúdo e cobrar por ele, sem mostrar qualquer relevância daquilo para formação de um cidadão mais crítico.

Como vive um professor de história que após a sua aula se entrega a uma vida de consumo desvairado? Como entender um professor de geografia que, fora de sala, é um ser totalmente despreocupado com as mazelas sociais? Como analisar um professor de biologia que ministra aulas sobre o evolucionismo, mas acredita em Adão e Eva e que a Terra tem pouco mais de 4 ou 5 mil anos? Como atrair a atenção do aluno se na maioria das vezes nem mesmo o professor vivencia o que se diz?

Uma pessoa que não vive o que defende é uma pessoa vazia, sem credibilidade. Faz o seu discurso para o vácuo e não atinge quem quer que seja. Os alunos de hoje são vítimas desses maus profissionais. A educação precisa, mais do que em qualquer época, de pessoas que queiram ser professores. Que vivam a profissão. Um profissional de geografia, por exemplo, precisa pensar geografia em qualquer momento sem que isso lhe pareça um ofício. Precisa ser a sua essência.

É bem verdade que os problemas que envolvem o magistério são inúmeros. A culpa não reside apenas no professor. No entanto, é válido destacar que um professor atuante nesse sentido traria grandes benefícios não apenas para seus alunos, mas para toda a sociedade.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Uma nova realidade

1 (28)

É interessante como uma simples mudança de postura pode alterar completamente a forma de pensarmos o lugar em que vivemos. O ciclismo entrou na minha vida há apenas 4 meses, mas foi capaz de provocar profundas transformações na forma de observar e sentir o mundo.

Tem sido incrível poder vivenciar alguns dos inúmeros conceitos que trabalho no dia-a-dia em sala de aula. A paisagem natural alterada pelo homem, as formas de relevo, os ciclos econômicos passados, o frio em conjunção com a umidade provocando intensa neblina.

Não menos importante, vale destacar as amizades conquistadas. Pessoas distintas unidas pelo mesmo objetivo: a prática do esporte aliado ao prazer de apreciar inúmeras paisagens. Não seria exagero afirmar que diante dessa nova perspectiva de vida, os problemas do cotidiano se tornam menores e mais fáceis de serem superados.

Abaixo, tomo a liberdade de compartilhar com vocês um pouco do que venho vivenciando

S6304585S6304614S6304631S6304680S6304702OgAAAK20goES3FAitAY2lJaxz2Fb-zv4_q3ZAKTlZDaq96sKRJvlPLq662dMwXIHbwalrIOL_3uItYVloVgkmYnXq3cAm1T1UIuEYo1yUzBxbnZUslKaPwnzS7C2OgAAAOaQutqxs91Vs-GFIz9LW_MlepkYBzk0N3SyagyN3EplFOX0hHWOBkJHKdOAy3YAPAPnVVSM46W6O0d0d6dZbdAAm1T1UKKs2l36qlENMKow-qGYTvUJTVHyS6304449S6304445S63045081 (31)1

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Alunos de Resende fazem manifestação em favor dos professores e bombeiros


Professores incoerentes

Sempre tive interesse em discutir os reais motivos que provocam tantos reclames por parte dessa classe tão importante em nosso país. Quem convive com professores, principalmente nos intervalos, está acostumado a ouvir lamúrias frequentes. Em algumas escolas tais lamúrias se transformam em mantras, iniciando um processo de auto-flagelo coletivo, capaz de estragar a alegria de qualquer um que esteja por perto.

O professor de hoje precisa dar muitas aulas para que a remuneração mensal seja um pouco mais satisfatória. Dessa forma, as elevadas cargas horárias contribuem para insatisfação do profissional com o decorrer do tempo. A sensação de impotência diante de uma situação aparentemente imutável pode contribuir para provocar sérios problemas na vida e na saúde do professor.

Tal realidade deveria promover coesão, mas não promove. A mesma sala dos professores também é capaz de nos mostrar que ali cada um trabalha individualmente, sem pensar no coletivo. Salvo raríssimas exceções, o professor de hoje ignora o fato de que apenas a união em torno de uma causa comum pode surtir efeito.

Além disso, constata-se que são justamente os professores que mais reclamam os primeiros a não aderir a qualquer tipo de movimento nesse sentido. Eu poderia nesse momento discorrer uma série de críticas a estes profissionais. No entanto, darei ênfase a apenas um aspecto: coerência.

A incoerência desses profissionais me irrita. Trabalham diariamente como se estivessem em um sofrimento digno de causar inveja aos que estão no inferno – se é que ele realmente existe – mas diante de uma possibilidade de luta, contentam-se com o que está presente.

Dessa forma, aqui vai o meu apelo para os profissionais parasitas do Estado do Rio de Janeiro: Se a crítica ou reclame não for no sentido de acrescentar ou buscar soluções, que o silêncio faça parte do seu cotidiano. É bem melhor se calar, quando nada de produtivo se tem para dizer.

Encerro expressando mais uma vez uma frase que postei há pouco tempo no twitter:
“Quanto mais conheço minha classe, mais reverência eu presto às bicicletas.”