Sempre notei durante o meu período como estudante, uma certa apatia por parte dos professores. Explicações monótonas, chatas e sem sentido. Durante a formação como professor, buscava incessantemente o caminho correto para me tornar um profissional, que conseguisse cativar os alunos para aquilo que iria defender em sala de aula. Qual seria a forma ideal para conseguir tal feito?
Hoje, após 5 anos em sala de aula, é cada vez mais forte a sensação de que professor competente não é aquele que apenas cumpre as suas tarefas no prazo. Não apenas aqueles que possuem a assiduidade como virtude. O professor ideal é aquele que também vivencia tudo aquilo que defende à frente dos alunos. É contraditório perceber a existência de professores que ministram conteúdos tão importantes, e que em nada alteram o seu comportamento ou forma de pensar. São pessoas que estão ali apenas para passar conteúdo e cobrar por ele, sem mostrar qualquer relevância daquilo para formação de um cidadão mais crítico.
Como vive um professor de história que após a sua aula se entrega a uma vida de consumo desvairado? Como entender um professor de geografia que, fora de sala, é um ser totalmente despreocupado com as mazelas sociais? Como analisar um professor de biologia que ministra aulas sobre o evolucionismo, mas acredita em Adão e Eva e que a Terra tem pouco mais de 4 ou 5 mil anos? Como atrair a atenção do aluno se na maioria das vezes nem mesmo o professor vivencia o que se diz?
Uma pessoa que não vive o que defende é uma pessoa vazia, sem credibilidade. Faz o seu discurso para o vácuo e não atinge quem quer que seja. Os alunos de hoje são vítimas desses maus profissionais. A educação precisa, mais do que em qualquer época, de pessoas que queiram ser professores. Que vivam a profissão. Um profissional de geografia, por exemplo, precisa pensar geografia em qualquer momento sem que isso lhe pareça um ofício. Precisa ser a sua essência.
É bem verdade que os problemas que envolvem o magistério são inúmeros. A culpa não reside apenas no professor. No entanto, é válido destacar que um professor atuante nesse sentido traria grandes benefícios não apenas para seus alunos, mas para toda a sociedade.

