Encarar esse vídeo com ar de normalidade é fechar os olhos para um problema maior. Nossas crianças são submetidas a uma vida onde o apelo sexual é latente. Tudo isso nos remete a omissão absurda por parte dos pais, da escola e de todos aqueles comprometidos com a formação correta das futuras gerações.
Em uma vida baseada no consumo, ser um bom pai é dar de tudo para o filho no que diz respeito ao material. Os valores e os sentimentos mais puros como o amor, o carinho, o companheirismo e o diálogo sincero são deixados de lado em detrimento de uma vida cada vez mais frenética, em busca de poder e status. São muitos os casos de crianças que tem de tudo, mas são desprovidas de um abraço, um beijo ou uma conversa sincera.
Vejo pais que transformam a vida das crianças em um emaranhado de regras, mas não buscam mostrar os motivos de sua existência. Encontro frequentemente pais que buscam dialogar apenas na adolescência, sem ter cativado nos filhos essa prática desde a infância.
Por outro lado, vejo instituições educacionais que, em muitos casos, estão impotentes diante da situação. A omissão dos pais deixa as escolas sem ação. Mesmo assim, é comum a existência de verdadeiras atrocidades nessas instituições, disfarçadas de "manifestações culturais". Os profissionais da educação, em geral, trabalham na lei do menor esforço. Ou seja, quanto menos trabalho melhor. Se os pais não se importam, porque importaremos?
Constato uma justiça que pouco importa com o que ocorre com o cidadão normal. Enquanto o problema não explode de vez, os legislativo e o judiciário fingem que se importam com o problema. E a maioria de nós se contenta com isso.
Deixo disponível uma série de quatro textos escritos há certo tempo que demonstram a importância de pais responsáveis e de educadores comprometidos. O momento é de muita reflexão.
- Filhos são reflexos dos seus pais
- Reflexão para os pais da atualidade
- O que esses pais pensam?
- Em volta da escola