terça-feira, 23 de agosto de 2011

Queremos isso para nossos filhos?



Encarar esse vídeo com ar de normalidade é fechar os olhos para um problema maior. Nossas crianças são submetidas a uma vida onde o apelo sexual é latente. Tudo isso nos remete a omissão absurda por parte dos pais, da escola e de todos aqueles comprometidos com a formação correta das futuras gerações.

Em uma vida baseada no consumo, ser um bom pai é dar de tudo para o filho no que diz respeito ao material. Os valores e os sentimentos mais puros como o amor, o carinho, o companheirismo e o diálogo sincero são deixados de lado em detrimento de uma vida cada vez mais frenética, em busca de poder e status. São muitos os casos de crianças que tem de tudo, mas são desprovidas de um abraço, um beijo ou uma conversa sincera. 

Vejo pais que transformam a vida das crianças em um emaranhado de regras, mas não buscam mostrar os motivos de sua existência. Encontro frequentemente pais que buscam dialogar apenas na adolescência, sem ter cativado nos filhos essa prática desde a infância.

Por outro lado, vejo instituições educacionais que, em muitos casos, estão impotentes diante da situação. A omissão dos pais deixa as escolas sem ação. Mesmo assim, é comum a existência de verdadeiras atrocidades nessas instituições, disfarçadas de "manifestações culturais". Os profissionais da educação, em geral, trabalham na lei do menor esforço. Ou seja, quanto menos trabalho melhor. Se os pais não se importam, porque importaremos?

Constato uma justiça que pouco importa com o que ocorre com o cidadão normal. Enquanto o problema não explode de vez, os legislativo e o judiciário fingem que se importam com o problema. E a maioria de nós se contenta com isso.

Deixo disponível uma série de quatro textos escritos há certo tempo que demonstram a importância de pais responsáveis e de educadores comprometidos. O momento é de muita reflexão.




quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mensagem aos professores ...

Os alunos de hoje, em geral, não querem estudar. Quanto mais se facilita, mais preguiçoso se torna o estudante. Em plena segunda-feira sou abordado pela equipe de coordenação da escola com a seguinte pergunta: Como vamos recuperar esses alunos? É verdade! Como recuperar, quando nem mesmo o aluno quer se recuperar? A única resposta para isso é "dar nota". E isso já vem sendo feito há muito tempo por muitos professores.

O professor de hoje é massacrado por ambos os lados. Garanto, se fazer de coitado apenas piorará a situação. É hora de união em busca de uma educação de qualidade. Fico pasmo quando vejo de 10 a 15 professores sendo coagidos por 2 ou 3 coordenadores. Isso não existe! Não temos noção da força que possuímos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

7 bilhões em outubro de 2011

Acabo de ler no blog Geograficamente Correto, que a população mundial atingirá em outubro desse ano a incrível marca de 7 bilhões de habitantes. Essa informação pode parecer apenas dado estatístico para maioria das pessoas. No entanto, tal notícia pode estar bem mais próxima ao nosso cotidiano do que pensamos.

O crescimento vertiginoso da população, assistido nas últimas décadas (temos o dobro de habitantes em relação à 1960), nos permite fazer algumas considerações. A primeira é a simples constatação de que temos muita gente para o mesmo planeta. Ou seja, aumentamos o número de pessoas mas os recursos são os mesmos. Para um simples mortal que é agraciado diariamente com água potável e alimento de qualidade, pode parecer estar longe uma realidade distinta à conhecida. Mas, fica claro que mantendo esse crescimento nossos recursos serão cada vez mais escassos. Pagaremos mais caro por tudo aquilo que nos é barato atualmente. Acho graça quando uma pessoa reclama de pagar meros R$7,00 por um galão de 20 litros de água. Isso será coisa distante muito em breve.

Fazendo relação ao excesso de pessoas e os recursos disponíveis chegamos à questão da natalidade. Mesmo com a queda visível dessa taxa nas últimas décadas, ainda é comum a prática de famílias numerosas em países emergentes e em desenvolvimento. Os reformistas pregam que o número de filhos está atrelado às condições socioeconômicas da região. Isto é, há mais nascimentos quando as condições são precárias. Nessa linha, conclui-se que uma redução ainda maior de nascimentos passará, inevitavelmente, por investimento em qualidade de vida para essa população.

Porém, mesmo em alguns círculos da classe média, há a cultura de um número de filhos que pode ser considerado elevado para o que vivemos hoje. Filho é coisa séria, além dos gastos financeiros que não são pequenos, vale constatar que a cada filho que se põe no mundo, mais recursos são necessários para mantê-lo vivo. E mais, cabe salientar que o mundo de amanhã pode não ser, e provavelmente não será, tão agradável como o de hoje ainda é. No meu caso em particular, sendo pai de uma linda menina de 4 anos, sou abordado frequentemente por pessoas que tentam me mostrar as "vantagens" de se ter mais filhos: Sua filha não terá ninguém para brincar - Ela vai crescer sozinha - Quando ficar velha não terá familiares - Ela vai crescer egoísta - Tem que ter pelo menos mais um para ela ter companhia ... e nessa linha seguem os inúmeros argumentos vazios para se ter mais um indivíduo consumindo os recursos do planeta.

Fica claro que se tivesse mais filhos todo o orçamento familiar teria de ser redesenhado para adequação das "bocas". Ou seja, É mais gente para comer dentro de um orçamento que não aumenta. A proporção é a mesma quando analisamos o planeta Terra. Quando você decide ter mais um ou dois filhos, não será apenas o seu orçamento que terá de ser remodelado. O próprio planeta e todos os demais seres humanos precisarão se adequar à nova realidade.

Nessa linha de raciocínio, fica evidente que a decisão de ter mais filhos não é uma questão individual do casal. Com a escassez dos recursos, essa questão passará a ser cada vez mais coletiva. Pense nisso!