Estar ativo em outros trabalhos tem me distanciado um pouco desse espaço que tanto prezo. Mas, volta e meia, alguns comentários do cotidiano me forçam a querer expressar algumas considerações por aqui. Prometi para mim mesmo que não mais abordaria questões de comportamento da sociedade, uma vez que são complexas e portanto sem uma verdade definida. No entanto, é difícil manter a promessa quando são inúmeras as inconsistências sobre o que é proposto no campo das ideias e o que é de fato colocado em prática.
Tenho vivido nos últimos meses com pessoas com características diversas. Diferentes profissões, níveis sociais e intelectuais. Essas diferenças podem contribuir para o respeito a diversidade e para entendermos de uma vez por todas que não existe uma verdade absoluta. Todavia, como exposto na introdução, certas coisas não entram em minha mente. Vejo a todo momento pessoas afirmando que o importante é a felicidade, o cotidiano, as pessoas, a natureza e a vida em geral. Na prática, assisto a um bando de indivíduos se "engalfinhando" por um espaço de destaque no cenário econômico. Tudo o que importa no final é o sucesso financeiro e o status.
Pode ser fácil para muitos viver nessa dualidade de conceitos. Nesse teatro do dia-a-dia. Para mim, impossível. Sou o que sou. Confesso, já tentei fazer parte do bando, mas sem sucesso. Tem sido difícil encontrar pessoas com ideias, com ideais. Vejo sempre mais do mesmo. Seres irracionais em busca do prazer individual. Acho que não sou desse planeta.
