Nos últimos meses, nós, professores do Colégio Themis, em Volta Redonda, vínhamos trabalhando concomitantemente às obras de reforma física da escola. E, nessa temática, muitos são os obstáculos enfrentados por professores, alunos e funcionários. Quem já esteve em uma obra, sabe bem do que estou falando.
Mesmo antes da reforma, nossa escola já sofria com um problema grave herdado de tempos remotos. O prédio foi construído, eleitoreiramente ou não, em frente a uma rodovia. Aqueles que são obrigados a permanecer nas salas frontais do edifício são obrigados a disputar com carretas e caminhões, o que torna a exposição de um conteúdo algo extremamente danoso a saúde, como sempre, tanto para professores e alunos. Dificulta a comunicação e a concentração para o pleno desenvolvimento das aulas.
A reforma surgiu como solução para muitos. O sistema de ar condicionado, prometido antes mesmo do início das reformas, e que possibilitaria a diminuição do barulho externo, não se concretizou. As salas aos poucos vão ganhando nova vida, mas o crônico problema continua. A preocupação com o desenvolvimento intelectual dos alunos é o que menos importa aos governantes de plantão. Vale mais a estética, a propaganda eleitoral e a prática do famoso "para inglês ver".
Forço a minha voz e prejudico a minha saúde. Luto, incansavelmente, para que meus alunos tenham o mínimo de dignidade na hora de aprender. Mas é triste quando constatamos que muitas vezes sou o único que parece lutar por essas jovens promessas. Gostaria, sinceramente, que não fossem apenas promessas.
Quando daremos de fato a devida importância para a educação?